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Estado nutricional de idosos hospitalizados é tema de pesquisa

Escrito por Redação - Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2011 - 07:39
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Com o objetivo de identificar se há relação entre o estado nutricional de pacientes da terceira idade com o tempo de internação, reinternação e óbitos em hospitais privados, uma equipe de nutricionistas do São Cristóvão Saúde realizou um estudo com 186 idosos que estavam hospitalizados entre os meses de maio a julho deste ano.

Segundo Fátima Corradini, supervisora de gastronomia e nutrição do São Cristóvão Saúde e uma das pesquisadoras, os grupos de pacientes foram submetidos à avaliação nutricional para identificar o quanto essa recuperação interfere em sua alta e em reinternações futuras. A literatura usada como base aponta que idosos com risco nutricional ou desnutridos evoluem com a piora do quadro clínico geral. “Estudamos dois grupos hospitalizados, sendo um eutróficos (bem nutridos) e o outro em risco nutricional e notamos que a realidade condiz com o material teórico. O resultado nos mostrou que é importante o acompanhamento nutricional na recuperação dos internados e que o nutricionista é o profissional mais preparado para acompanhar e intervir na evolução do quadro”, afirma.

Os dados da pesquisa apontam que o grupo de pacientes eutróficos tem os melhores índices de tempo de internação (9 dias em média), menos ocorrência de óbitos (5,4%) e de reinternação (7,6%). Os pacientes considerados em risco nutricional passam mais dias internados (12,6), têm mais chances de óbito (25,5%) e de reinternação (26,6%).

A nutricionista comenta ainda que a manutenção do estado nutricional é importante para a recuperação da saúde dos pacientes internados, já que pode atenuar mudanças decorrentes do envelhecimento e favorecer o sistema imunológico. “Embora não haja relação entre a desnutrição e a permanência no hospital, pacientes desnutridos tendem a ser submetidos a internações mais prolongadas e até mesmo ter algum tipo de complicação em seu quadro clínico”, explica.

Por isso, a identificação precoce e a intervenção desses fatores podem representar benefícios no desfecho clínico, com redução de custos e do tempo de internação, redução das taxas de morbidade e mortalidade, evolução clínica favorável e melhora na qualidade de vida. “Ressaltamos a importância do profissional de nutrição em acompanhar a evolução de seus pacientes e interferir de forma positiva na sua melhora”, esclarece Fátima.

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