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Pesquisa mostra que Ginkgo biloba não ajuda cérebro de idosos

Escrito por Redação - Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010 - 20:59
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O Ginkgo biloba é comercializado nos quatro cantos do mundo com a promessa de melhorar o pensamento e prevenir e retardar perdas cognitivas associados ao envelhecimento e às doenças doenças degenerativas, como é o caso da Doença de Alzheimer.


Alguns estudos têm demonstrado que a erva tem algum efeito positivo na capacidade de relaxamento dos vasos e viscosidade do sangue, efeitos antioxidantes, e em tubo de ensaio, conseguiu até reduzir a agregação de proteínas associadas à Doença de Alzheimer. Entretanto, as pesquisas clínicas não têm conseguido demonstrar efeitos positivos do Ginkgo biloba sobre o cérebro, e o maior estudo sobre o tema acaba de ser publicado pelo conceituado periódico científico JAMA confirmando resultados anteriores: o uso do Ginkgo biloba não ajuda a melhorar o cérebro dos idosos.

O estudo "Avaliação Ginkgo da Memória" foi conduzido nos EUA e acompanhou mais de três mil idosos com idades entre 72 e 96 anos. No início do estudo, os idosos apresentavam cognição normal ou transtorno cognitivo leve, situação que fica no meio do caminho entre a normalidade e a demência. Vale ressaltar que indivíduos com transtorno cognitivo leve têm uma maior chance de desenvolver um quadro de demência, mas nem todos receberão um dia o diagnóstico de demência.

Após um seguimento médio de 6 anos, o uso de 240mg por dia da erva não teve qualquer efeito sobre as funções cognitivas dos idosos, incluindo memória, linguagem, atenção, velocidade psicomotora, construção visuo-espacial e funções executivas. Os resultados são concordantes com pesquisas anteriores com menor tempo de seguimento e menor número de voluntários, e ainda reforça a recente posição do sistema de revisões Cochrane que concluiu que o Ginkgo biloba não evita alterações cognitivas associadas à idade e nem reduz o risco de desenvolver demência.

A única participação da indústria farmacêutica neste estudo foi a doação das medicações pela alemã Schwabe Pharmaceuticals. A empresa não teve nenhuma participação no desenho, condução ou interpretação do estudo.

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