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Menopausa é tema no Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher de 2011

Escrito por Redação - Quinta-feira, 26 de Maio de 2011 - 08:04
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O número de mulheres é o maior das últimas quatro décadas segundo o IBGE:  elas representam 51,2% da população brasileira. E com o aumento da expectativa de vida, torna-se ainda mais importante prestar atenção à saúde da mulher.

No próximo dia 28, sábado, é comemorado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher, uma data em que se deve lembrar que a saúde feminina merece muito cuidado, inclusive na fase da menopausa. Por isso, Angela Maggio da Fonseca, professora associada e livre-docente da Disciplina de Ginecologia do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), dá algumas dicas de como manter-se saudável e atravessar essa fase de declínio hormonal com mais qualidade de vida e menos estresse.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 mais de um bilhão de mulheres estarão no climatério, período de vida dos 40 aos 65 anos. No que se refere a queda dos níveis hormonais, a mulher por volta dos 45 anos precisa de cuidados extras com a saúde, sendo esta etapa marcada pelo fim do período reprodutivo feminino e início da fase da menopausa, quando ocorre o último ciclo menstrual e muitas mudanças no organismo e comportamento femininos.

Segundo Angela, os hormônios são mensageiros que as glândulas mandam a atuação nas células, proporcionando saúde, equilíbrio, bem-estar e desacelerando o envelhecimento. Quando sua produção diminui (eles não desaparecem do corpo, mas o organismo passa a produzi-los em menor quantidade), proporcionalmente as mulheres começam a apresentar várias alterações no organismo. Surgem então os sintomas da menopausa: ondas de calor, suores noturnos, insônia, menor desejo sexual, irritabilidade, depressão, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual, diminuição da massa óssea, da atenção e memória.

Praticar esportes ou andar uma hora/dia, beber bastante água durante o dia, ingerir substâncias que contenham magnésio, cálcio e vitamina C e não fumar são algumas das recomendações fundamentais para as pacientes neste período. “Além dos cuidados com a qualidade de vida, 40% a 50% das mulheres brasileiras se encaixam no perfil de paciente que precisa de terapia hormonal (TH), que hoje é a mais indicada, pois é o único tratamento que demonstra eficácia no alívio dos sintomas, protege contra a perda de colágeno e atrofia da pele, conserva a massa óssea e reduz o risco de fraturas por osteoporose”, sustenta a Angela.

Entre outras características, o que difere as terapias hormonais são os progestagênios, pois cada um traz um tipo de benefício. Entre as combinações hormonais disponíveis no mercado, aquela que contém a drospirenona (Angeliq®, da Bayer HealthCare Pharmaceuticals) demonstrou efeitos significativos na redução da pressão arterial das mulheres em diversos estudos, além do alívio dos sintomas da menopausa. Devido à sua propriedade antimineralocorticóide e antiandrogênica, a drospirenona evita a retenção de líquido e o aumento de peso.

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