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Métodos anticoncepcionais hormonais e DIU

Escrito por Redação - Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010 - 20:59
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Os métodos anticoncepcionais hormonais são métodos que utilizam hormônios e produzem algumas alterações no aparelho genital feminino nos ovários, trompas, endométrio e muco. São eles: adesivo, anel vaginal, anticoncepcional de emergência, anticoncepcional vaginal,  D.I.U. com hormônio, implante, injeções,  lactacional e pílulas. Estes métodos só devem ser utilizados após prescrição médica, pois é muito perigoso se automedicar com hormônios.

Os hormônios da maioria dos métodos anticoncepcionais hormonais, são semelhantes aos do corpo da mulher e enganam o sistema de regulação do organismo, que imagina que ela está grávida, por isso impede a ovulação. Eles modificam também o muco cervical e o endométrio.

ADESIVO ANTICONCEPCIONAL

Definição: É um adesivo que contém os mesmos hormônios que a maioria das pílulas anticoncepcionais orais. Deve ser colado na pele e lá permanecer por 1 semana, repetindo a aplicação por mais 2 semanas e na 4ª semana o uso deve ser interrompido. Os hormônios são liberados para o organismo gradativamente.

Modo de usar:

- No início do tratamento deve ser colocado no 1º dia da menstruação (1º dia do ciclo menstrual).

- Deve ser colado e permanecer na pele por uma semana.  Repetir na 2ª e 3ª semanas, ininterruptamente. A cada 3 semanas (21 dias) deve-se fazer uma pausa de uma semana.

- Pode ser colado no antebraço, costas, nádegas ou abdôme. Deve haver rodízio entre as áreas de aplicação a fim de evitar irritação da pele. Sua aderência sobre a pele é segura.

Vantagens:

- A principal vantagem é que a mulher não precisa tomar diariamente o anticoncepcional e portanto, não há risco de esquecer. Porém, o adesivo deve ser colocado no dia correto.

- Dosagem hormonal menor que anticoncepcionais orais. A dosagem de hormônio masculino também é menor.

- Os hormônios são absorvidos diretamente pela circulação, o que evita alguns efeitos colaterais do uso do anticoncepcional oral. A diminuição dos hormônios também contribui para minimizar os efeitos colaterais.

- Após ser colocado não causa desconforto.

- Não interfere na relação sexual.

- Não perde eficiência em caso de vômito e diarréia.

- Após suspensão do uso há o retorno imediato da fertilidade.

Desvantagens:

- Não protege contra DST/AIDS.

- Deve ser evitado o uso de roupas muito justas que causam atrito.

- Alguns efeitos colaterais possíveis são: dor de cabeça, dor nas mamas, náusea, dor abdominal, cólica e irritação da pele.  Podem ocorrer pequenos sangramentos fora do intervalo usual.

Contra-indicação:

- Peso superior a 90 kg.

- Grávidas ou com suspeita de gravidez.

- Menores de 16 anos ou maiores de 35-40 anos de idade.

- Fumantes, com mais de 35 anos.

- História atual ou antiga de hipertensão, cardiopatia e alguns tipos de câncer.

Eficiência:

- É um método muito eficiente.

ANEL VAGINAL

Definição: É um anel flexível que é introduzido na vagina no 5º dia da menstruação (5º dia do ciclo menstrual) e deve ser mantido no local durante 3 semanas (21 dias). Contém os hormônios que são utilizados nas pílulas combinadas mais modernas, mas com doses inferiores, sem perder a eficiência.

Modo de usar:

- Pode ser introduzido com a mulher deitada, agachada ou em pé.

- Após retirá-lo da embalagem a mulher deve flexionar o anel. O anel deve ser  introduzir na vagina empurrando-o com o dedo até não senti-lo mais.

- A colocação deve ser no 5º dia do ciclo menstrual e mantido por 21 dias. Para retirada do anel a mulher deve inserir o dedo na vagina e puxar o anel. Após uma pausa de 7 dias, um novo anel deve ser introduzido (no oitavo dia), mesmo que a menstruação não tenha terminado.

Vantagens:

- A principal vantagem é  não precisar tomar diariamente o anticoncepcional e portanto não há risco de esquecer, desde que coloque-o na data correta.

- Os hormônios são absorvidos pela mucosa vaginal e caem na circulação, o que minimiza os  efeitos colaterais do uso dos anticoncepcionais orais. A dosagem menor também contribui para redução dos efeitos colaterais.

- Após ser colocado não causa desconforto.

- Não interfere na relação sexual.

- É um método discreto. A mulher pode manter para si a informação, não precisando compartilhar nem com o companheiro.

Desvantagens:

- Não protege contra DST/AIDS.

- É possível a existência dos seguintes efeitos colaterais de intensidade leve a moderada: dor de cabeça, dor na mama, vaginite, náusea e ganho de peso.

- Pode haver a expulsão espontânea do anel.

Contra-indicação:

- Não gostar de tocar em seus genitais.

- Grávidas.

- Histórico antigo ou atual de distúrbios circulatórios, cardiopatias, hipertensão, diabetes e tumor no fígado, mamas ou órgãos genitais.

- Fumantes.

Eficiência:

- É um método muito eficiente. 

ANTICONCEPCIONAL DE EMERGÊNCIA

É mais um recurso do que um método anticoncepcional, por isso será tratado de modo diferente dos métodos anticoncepcionais, propriamente ditos.

Anticoncepcional de emergência, pílula do dia seguinte ou pílula pós coito é um comprimido anticoncepcional, a base de hormônio,  administrado até 72 horas após uma relação sexual desprotegida, visando evitar gravidez indesejável. Não deve ser utilizado como rotina, pois nem sempre surte resultado, além de poder causar efeitos colaterais graves. Deve ser receitado por seu médico e  tomado o quanto antes, para diminuir os índices de falha.

É chamado anticoncepcional de emergência, pois deve ser usado somente quando os métodos anticoncepcionais não foram usados ou falharam (esquecimento de uso da pílula, rompimento da camisinha, deslocamento do diafragma, entre outros) ou em caso de estupro.

Cabe ressaltar que essas pílulas não causam aborto e elas não funcionarão se a mulher já estiver grávida. Ela pode ajudar somente na prevenção da gravidez.

É um método hormonal, normalmente a base de levonorgestrel, um tipo de progesterona, que age inibindo a ovulação, fertilização e implantação do blastocisto. Os efeitos colaterais possíveis são: náusea, fadiga, dor de cabeça, tontura, dores abdominais, alterações no ciclo menstrual, fragilidade dos seios e menos comuns como vômito, diarréia e acne. Em caso de eliminação dos comprimidos após o vômito, é necessária nova dose.   

Deve ser usada o quanto antes, para diminuição do índice de falha: uso até 24 horas após a relação desprotegida tem um índice de falha de 5%, uso entre 25 e 48 horas após a relação o índice de falha vai para 15% e uso entre 49 e 72 horas após a relação, o índice de falha vai para 42%. Outros tipos de pílulas podem ser usados para esta finalidade, mas somente sob prescrição médica.

ANTICONCEPCIONAL VAGINAL

Definição: É um comprimido que é introduzido na vagina, seguindo os mesmos princípios das pílulas orais.

Modo de usar:

- Após cuidados de higiene a mulher deve introduzir o comprimido dentro da vagina, todos os dias, sempre no mesmo horário. É importante que a mulher esteja treinada para introduzir corretamente o comprimido.

- No primeiro ciclo de uso o comprimido inicial deve ser colocado no 5º dia do ciclo menstrual (5º dia da menstruação). Todos os dias durante 21 dias um novo comprimido deve ser introduzido na vagina. Após os 21 dias é feita pausa durante 7 dias e nova cartela é reiniciada no 8º dia. A segurança do método é obtida após uso de 7 dias consecutivos.

Vantagens:

- Não tem efeitos colaterais sobre o estômago (náusea e vômito) .

- Regula o ciclo, diminui o fluxo e alivia cólica menstrual.

- É de fácil uso.

- Após a suspensão do uso a fertilidade volta rapidamente.

Desvantagens:

- Não protege contra DST/AIDS.

- Exige disciplina (uso diário, no mesmo horário).

- Somente após 1 hora da introdução é que pode haver a penetração.

- É mais caro que os anticoncepcionais orais.

- Consultar  o médico  em caso de corrimento.

Contra-indicação:

- Não gostar de tocar em seus genitais.

- Grávidas, com suspeita de gravidez ou que amamentam.

- Menores de 16 anos ou maiores de 35 - 40 anos de idade.

- Fumantes, com mais de 35 anos.

- História atual ou antiga de hipertensão, cardiopatia, infarto, angina, diabetes, pancreatite associada a níveis altos de triglicérides no sangue, hepatite e doenças do fígado, câncer, varizes ou flebite, derrame cerebral, mau funcionamento renal, glaucoma, pneumonia crônica, obesidade e enxaqueca. Se ocorrer alguma destas patologias enquanto a paciente estiver fazendo uso do medicamento, o mesmo deve ser suspenso e o médico deve ser consultado. Outros métodos anticoncepcionais não hormonais devem ser adotados.

Eficiência:

- É um método muito eficiente.

IMPLANTE ANTICONCEPCIONAL

Definição: É um implante anticoncepcional a base de hormônio. É um microbastão contendo um hormônio (similar à progesterona) que funciona como inibidor da ovulação. Este hormônio é liberado continuamente, em baixas doses. Ele é implantado, após anestesia local, em uma pequena incisão, embaixo da pele, no antebraço. Deve ser introduzido entre o 1º e o 7º dia do ciclo.

Vantagens:

- O volume de sangue nas menstruações pode ser menor durante o uso do implante.

- Pode diminuir as cólicas e os sintomas de tensão pré-menstrual (TPM) .

- Duração grande (aproximadamente três anos).

- Não é necessário acompanhamento médico, a não ser que a paciente apresente efeitos colaterais graves.

- Pode ser usado após aborto de até 2º trimestre, após 6 semanas do pós-parto se a mulher amamentar e imediatamente, se a mulher não amamentar ou quando outro método anticoncepcional for suspenso.

Desvantagens:

- Não protege contra DST/AIDS.

- Podem surgir alguns efeitos colaterais como: desconforto, ganho de peso, maior sensibilidade nas mamas, acne, dor de cabeça, vertigens e náuseas.

- Algumas mulheres apresentam aumento do fluxo e sangramento em épocas fora do normal.

Contra-indicação:

- Grávidas.

- Histórico de distúrbios circulatórios, câncer de mama, com sangramento vaginal não diagnosticado, hepatopatias.

- Uso de medicamentos anticonvulsivantes.

Eficiência:

- Nos estudos clínicos (70 mil ciclos) não houve nenhuma gravidez registrada, sendo assim, um método muito eficiente.

INJEÇÕES ANTICONCEPCIONAIS

Definição: São hormônios injetáveis, com doses hormonais de longa duração.  Podem ser de aplicação mensal, com duas classes de hormônio (um estrógeno e uma progesterona) ou trimestral (somente uma progesterona). Este último é, normalmente, prescrito para as mulheres que estão amamentando.

As injeções são indicadas, principalmente, para as mulheres que esquecem de tomar a pílula oral, ou não podem tomá-la  por intolerância gastrointestinal, mulheres portadoras de doenças psiquiátricas, com anemia falciforme e que devem esconder o uso do anticoncepcional. A aplicação deve seguir as orientações indicadas pelo médico, por isso  manter atenção com relação às datas de aplicação, sob o risco de engravidar ou provocar efeitos colaterais graves.

Modo de usar:

- A via das aplicações é intra-muscular nas nádegas ou no deltóide. Não se deve massagear o local da aplicação ou colocar bolsa de água quente .

- Atenção especial para não se esquecer da data correta de cada aplicação: cerca de 30 dias na mensal e cerca de 90 dias na trimestral (tolerância na mensal 27 a 33 dias e na trimestral 76 a 104 dias).

Vantagens:

- A mulher não precisa tomar diariamente o anticoncepcional e portanto não há risco de esquecer, desde que não se esqueça da data da imjeção.

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