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Cardiologistas se unem para salvar crianças

Escrito por Redação - Segunda-feira, 13 de Junho de 2011 - 07:50
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Escolas públicas das 29 cidades paulistas onde existem Faculdades de Medicina vão iniciar este ano um programa de prevenção de doenças cardiológicas em crianças.

A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria e decorre da comprovação científica de que a doença aterosclerótica começa a se desenvolver ainda na infância.

“A obesidade, a hipertensão arterial e o sedentarismo, em virtude das longas horas passadas diante do computador, são alguns dos fatores de risco reais para as crianças”, explica o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Dikran Armaganijan. Ele conta que um programa pioneiro desenvolvido pela cardiologista Carla Lantieri em São Caetano do Sul foi muito efetivo e por isso encarregou a cardiologista pediátrica, Ieda Jatene, do Comitê da Criança da SBC, de coordenar um programa mais ambicioso, nas cidades paulistas que contam com a infraestrutura necessária, representada pelas Faculdades de Medicina.

“Para preparar o evento nas escolas, vamos reunir na próxima terça-feira, dia 14, na SBC, todos os secretários da Saúde, da Educação e do Esporte das 29 cidades escolhidas”, conta Ieda, que vai desencadear o programa de prevenção em meados de outubro. Já confirmaram presença os representantes de Sorocaba, Botucatu, Mogi das Cruzes, Santos, Ribeirão Preto, Rio Preto, Presidente Prudente, Catanduva e São Paulo, entre outras.

A cardiologista conta que em cada escola pública serão montadas cinco salas temáticas, com monitores preparados para orientar tanto professores como crianças sobre os riscos para o coração. “Teremos salas para discutir alimentação saudável, riscos do sedentarismo e necessidade de exercício físico, tabagismo, obesidade e hipertensão, que preocupa muito por ser uma doença que evolui sem sintomas”, diz a médica.

A integrante do Comitê da Criança da SBC reconhece que a proposta é muito ambiciosa, mas afirma que se a iniciativa for capaz de melhorar a qualidade de vida e retardar a evolução da doença coronária, será ampliada e as unidades estaduais da Sociedade Brasileira de Cardiologia irão estender o programa a todos os Estados do País.

“Chamamos esse tipo de prevenção de primordial”, explica Ieda Jatene, pois indica o caminho correto para que se tenha um coração saudável antes mesmo que os fatores de risco comecem a comprometer a saúde futura. A médica entende que esta é a opção para que as crianças de hoje se transformem em adultos saudáveis, o que é vital para que o Brasil consiga reduzir o alto nível de mortes causadas por doenças cardiovasculares, cerca de 315 mil a cada ano. 

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