Adolescentes têm fácil acesso ao cigarro
O Ministério da Saúde lançou a campanha "Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro". A ação celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo
Sociedade de Cardiologia fará ação contra aditivos em cigarro
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, a SBC vai centrar sua campanha no combate aos aditivos que dão sabor ao cigarro. A data será comemorada na próxima segunda-feira (29)
Fumo e álcool juntos causam maioria dos tumores de boca
O estudo mostrou que quem bebe ou fuma mais tem maior risco da doença. O resultado é surpreendente: 65% dos 2.252 casos de câncer avaliados estavam entre bebedores que também fumavam
Tabagismo: organizações de todo país vão ao Congresso cobrar medidas de saúde pública
ONGs e entidades médicas querem a rápida implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil
Brasil avança no combate ao tabagismo, mas fumo ainda é desafio para saúde pública
Ministério da Saúde amplia em 63% os recursos para tratamento de quem quer parar de fumar.
Médicos varrem Avenida Paulista para recolher bitucas de cigarro e alertar população sobre os males do tabagismo
Ação de conscientização para tabagistas terá também realização de exames e outros serviços para a população.
País terá laboratório público para análise química de cigarros
O Brasil terá o primeiro laboratório da América Latina para análise química de cigarros, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Só existem cinco laboratórios públicos desse gênero no mundo.
Lei Antifumo completa dois anos em maio em São Paulo
Em 7 de maio de 2011, a sanção da Lei Antifumo completará dois anos. Neste período, já se pode verificar os efeitos positivos que a medida trouxe à população.
Cerco contra o tabagismo
A câmara de vereadores de Nova Iorque aprovou recentemente um projeto de lei que veta o fumo em locais abertos como praias e parques. Para Paula Johns, diretora executiva da Aliança de Controle ao Tabagismo (ACT), o fato é mais uma demonstração de grandes mudanças de paradigma em relação ao tabagismo. “Se antes os não fumantes eram obrigados a conviver com a fumaça de cigarro em qualquer ambiente, hoje eles se sentem à vontade para lutar contra isso”. A situação é delicada, pois do outro lado da lei estão seres humanos, dependentes de nicotina, que assistem à diminuição da tolerância ao tabagismo, muitas vezes sentindo-se discriminados.
“A medida foi acatada pelo fato dos parques, apesar de abertos, serem locais onde há muita prática de atividade física e também grande circulação de crianças. Já nas praias, existe o problema de resíduos e bitucas de cigarro, que poluem a areia e o mar”, explica.
Para Alberto José Araújo, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), a proibição do fumo nestes locais representa uma importante política social para o bem da saúde das crianças, dos atletas e das pessoas doentes que vão a estes locais justamente em busca de ar puro. “Como os parques e praias são bastante frequentados por jovens, a proibição acaba favorecendo um modelo de comportamento social positivo, evidenciando que o tabagismo realmente não é bom para a saúde”, ressalta o especialista.
Brasil
Não se sabe, ainda, se a aprovação ocorrida em Nova Iorque servirá de exemplo para outros países, como o Brasil. Mas não é impossível. Araújo cita, por exemplo, que em dezembro de 2010, a prefeitura de Vitória (ES) também aprovou uma lei proibindo o fumo nas praias.
Paula Johns, no entanto, acha que lei semelhante no Brasil não virá tão cedo, pois antes é preciso acabar com o tabagismo em lugares comuns fechados, que ainda é permitido em algumas localidades. A proibição, por enquanto, é vista apenas em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
A diretora da ACT conta que a tramitação de uma lei nacional que proíbe o fumo em locais fechados não está ocorrendo no momento, mas existem condições na nova legislatura que podem levar à votação. “É extremamente problemático que um país como o nosso, com ampla aprovação de tal medida, ainda não tenha conseguido isso”, ressalta.
Além de todos os benefícios para a saúde, a proibição do fumo em lugares públicos representa uma grande redução de gastos com a saúde. Para ter uma ideia, é estimado pelo Banco Mundial que a cada dólar arrecadado em tributo, três são gastos com os custos do tabagismo, revela Paula, que afirma não haver ainda números exatos acerca dos gastos.
“Sempre ouvimos que o governo ganha rios de dinheiro com os impostos do cigarro, porém, há mais gastos do que ganhos. Há uma conta compartilhada pelo governo e por toda a sociedade de custos de previdência e tratamento do câncer, que são complexos e caros. Se o consumo é reduzido de forma eficaz, acabamos com uma conta social mais baixa para a saúde como um todo”.
Passivo
O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de adoecimento e morte evitável no mundo. “No Brasil, sete pessoas acima de 35 anos de idade, a cada dia, perdem a vida precocemente - 2655 óbitos por ano devido ao câncer de pulmão, doenças isquêmicas coronarianas e acidente vascular cerebral - pelos efeitos tóxicos dos 4740 constituintes da fumaça do tabaco”, informa Araújo.
Unifesp/Cebrid realiza pesquisa sobre consumo de cigarro entre jovens
O Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizou um levantamento em escolas particulares da cidade de São Paulo para verificar o consumo do cigarro entre jovens do ensino médio, diferenças do hábito entre meninos e meninas e quais os fatores que levam os jovens a fumar.
A pesquisa utilizou uma amostra de 2.691 estudantes, entre homens e mulheres, de 28 escolas particulares da cidade de São Paulo, pertencentes às classes socioeconômicas A, B e C. Foram aplicados questionários que buscaram descobrir fatores relacionados ao uso do cigarro, como a frequência em casas noturnas, pessoas próximas que são fumantes, religião entre outras características. Participaram da pesquisa jovens que fumam regularmente e aqueles que estavam há pelo menos 30 dias consumindo o cigarro com certa frequência.
Os resultados revelaram que tanto os meninos quanto as meninas consomem o cigarro em quantidades semelhantes, porém são influenciados por fatores diferentes. Pais fumantes influenciam ambos os sexos, porém as meninas fumam mais em festas/casas noturnas, quando têm pouca atenção dos pais e quando não são frequentadoras de algum tipo de entidade religiosa. Já os meninos são influenciados pelos amigos e por uma eventual morte dos pais.
Outro fator importante apontado no estudo foi a prevalência do cigarro nas baladas: enquanto a chance de fumar entre os meninos aumenta em mais de 800% quando a frequência a baladas é intensa, nas meninas sobe para 1.400%.
Para a pesquisadora Zila Sanchez, uma das responsáveis pelo levantamento, é extremamente importante entender as causas e os fatores que levam os adolescentes a fazer uso do cigarro. “Apesar de algumas escolas oferecerem apoio aos alunos, é preciso entender o que realmente leva o jovem ao consumo para aperfeiçoar programas de prevenção”, afirma Zila.














Saúde da política