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Quinta-feira, 08 de Setembro de 2011 - 08:41

Como funciona a cirurgia bariátrica

No Brasil existem quatro modalidades aprovadas. Conheça cada uma delas

Publicado em Doenças e Prevenção

Técnica antes usada apenas para diagnósticos ou retirada de amostras para biópsia, é um procedimento a mais no tratamento da obesidade mórbida.

Publicado em Mercado

Uma vacina experimental para prevenir o avanço da diabetes tipo 1 fracassou na segunda etapa do processo de testes, de um total de três.

Publicado em Doenças e Prevenção
Terça-feira, 31 de Maio de 2011 - 07:52

Na Austrália, 60% da população luta contra sobrepeso

Mais de 60% da população adulta tem problemas de sobrepeso na Austrália, que gasta quantias milionárias em fast-food e registra um dos índices de obesidade mais altos do mundo.

Publicado em Doenças e Prevenção
Quinta-feira, 26 de Maio de 2011 - 08:12

Terapias para diabéticos

Mais de 7,6 milhões de brasileiros sofrem de diabetes, segundo a Federação Internacional de Diabetes.

Publicado em Cursos e palestras
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011 - 08:40

52% da população indígena adulta do MT é diabética

Em duas comunidades Xavante assistidas pela Unifesp, o diabetes mellitus já faz parte do cotidiano de até 21% dos índios do Mato Grosso.

Publicado em Doenças e Prevenção

Médicos revelam que o assunto é pouco tratado dentro dos consultórios e que a informação poderia auxiliar o gerenciamento desse mal.

Uma pesquisa inédita feita no Brasil e na Europa mostrou a necessidade de melhorar a comunicação entre médicos e pacientes com diabetes tipo 2 sobre a hipoglicemia (nível reduzido de açúcar no sangue). A investigação contou com 200 pacientes e 75 endocrinologistas e diabetologistas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Curitiba.

Um quinto dos pacientes (20%) não sabe quais são as causas da hipoglicemia. Pouco mais de um terço (37%) disse que ocorre por causa de determinados tipos de medicamentos usados no tratamento do diabetes tipo 2 e 36% que pode acontecer quando se deixa de almoçar. Metade (50%) afirmou que a hipoglicemia tem impacto significativo na sua qualidade de vida; 49% ficam extremamente preocupados ou muito preocupados com a possibilidade de experimentar um episódio no futuro.

Desmaios (47%), convulsões (40%) e perda de consciência (39%) foram apontados como as três questões mais importantes relacionadas ao problema e 45% dos brasileiros pesquisados precisaram de ajuda de outras pessoas quando tiveram episódios de hipoglicemia.

A hipoglicemia interfere diretamente na adesão ao tratamento e nas atividades diárias, podendo causar visão turva ou dupla, confusão mental, cefaleia, sonolência, fraqueza, tontura, desmaios, batimento cardíaco acelerado e transpiração, e até consequências graves, tais como coma e danos neurológicos. Mais de um quarto dos entrevistados (29%) já vivenciaram episódios de hipoglicemia no trabalho, 17% durante a prática de exercícios físicos, receberam cuidados médicos de emergência e relataram que não costumam conversar com seus médicos sobre este assunto – destes, 57% apontam que a causa é a falta de compreensão sobre hipoglicemia.

“Na prática clínica, vemos pacientes que costumam manter a glicemia mais elevada só para evitar a hipoglicemia e, com o tempo, o alto índice de açúcar no sangue pode levar a complicações degenerativas importantes do diabetes, como a retinopatia (doença inflamatória e degenerativa da retina) e a neuropatia (lesões inflamatórias no sistema nervoso). A sensação de mal-estar é tão significante, que eles preferem correr esse risco a ter que vivenciar episódios de hipoglicemia”, explica Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

“O grande desafio para os médicos é fazer com que o remédio possa reduzir a glicose no sangue sem gerar hipoglicemia. Houve  avanço significativo nesse quesito com o surgimento de uma nova classe de medicamentos e a descoberta da sitagliptina cujos estudos demonstram eficácia no controle da glicose sem os inconvenientes da hipoglicemia e ganho de peso comum a outros tratamentos ”, reitera. 

Europa

A investigação na Europa contou com 404 entrevistas de pacientes e 250 médicos na França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido em setembro de 2010.

As causas de hipoglicemia são desconhecidas para muitos pacientes: 54% não sabiam que o excesso de exercícios pode ser uma das causas, 53% não sabiam que pode ser causada por determinados medicamentos usados no tratamento do diabetes tipo 2, 45% não sabiam que deixar de tomar o café da manhã pode causar hipoglicemia e 22% acreditavam que não havia nada que seu médico pudesse fazer para ajudá-los. No trabalho, 37% deles apresentaram episódios de hipoglicemia. Os que relataram a necessidade de atendimento médico de emergência foram 17%. Um terço informou que precisou de auxílio de outras pessoas por causa do problema e 12% tiveram hipoglicemia enquanto dirigiam.

Quase um terço (32%) dos pacientes pesquisados respondeu que não discute sobre hipoglicemia com seu médico e praticamente metade (43%) dos pacientes afirmou que está extremamente preocupada ou muito preocupada com a possibilidade de apresentar um episódio futuro de hipoglicemia.

“A hipoglicemia pode ser um problema grave para os pacientes com diabetes. É importante que os pacientes que apresentam hipoglicemia se sintam à vontade para discutir o problema com o médico”, afirmou o professor Michael Nauck, diabetologista e chefe do Diabeteszentrum, Bad Lauterberg (Harz, Alemanha). “Por meio de um controle cuidadoso, o risco de hipoglicemia pode ser reduzido em muitos pacientes, mas apenas se o médico estiver ciente do problema”, acrescentou.

Tratamento

Os resultados da pesquisa também dão suporte à necessidade de melhorar o diálogo entre médico e paciente. A maioria dos médicos europeus pesquisados (82%) sempre perguntam aos pacientes se apresentaram hipoglicemia desde sua última consulta e 85% dos especialistas brasileiros também; no entanto, a maioria dos europeus (81%) acredita que seus pacientes nem sempre informam episódios de hipoglicemia, assim como 46% dos médicos brasileiros.

Os médicos europeus (85%) também afirmam que seria extremamente útil ou muito útil ter mais informações e recursos para ajudar os pacientes com diabetes tipo 2 a identificar e controlar a hipoglicemia e 60% dos pacientes afirmaram que seria extremamente útil ou muito útil discutir hipoglicemia mais frequentemente com o médico.

No Brasil a situação é muito parecida. Cerca de 88% dos médicos brasileiros gostariam de obter mais informações e recursos para ajudar os pacientes a gerenciar e identificar a hipoglicemia e mais da metade dos pacientes brasileiros (59%) concorda que seria útil ou extremamente útil discutir a hipoglicemia com seu médico.

A maioria dos especialistas médicos europeus (80%) modificaria o medicamento de seus pacientes com diabetes tipo 2, caso apresentassem sintomas de hipoglicemia. Médicos brasileiros revelaram que recomendam mudança na dieta (53%) e 47% disseram que mudariam primeiro a medicação. 

Publicado em Doenças e Prevenção

Cirurgia indicada no tratamento da obesidade melhorou os níveis de açúcar no sangue em 80% dos pacientes.

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Columbia e da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, revelou que a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução do estômago, é mais eficaz no controle do diabetes tipo 2 do que as dietas rígidas que os pacientes são submetidos.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, a intervenção cirúrgica melhorou os níveis de açúcar no sangue em 80% dos casos avaliados. “Estudos nacionais e internacionais têm comprovado que a cirurgia bariátrica não beneficia o paciente apenas na perda de peso. Ela controla com muita eficácia o diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à obesidade, como a hipertensão”, diz o cirurgião Roberto Rizzi, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Os cientistas acompanharam dois grupos de obesos diabéticos, sendo que um seguiu uma dieta alimentar rígida e o outro foi submetido à cirurgia bariátrica, que é recomendada no tratamento da obesidade mórbida.

Os pacientes que foram submetidos ao procedimento cirúrgico tiveram uma melhora nos níveis de açúcar no sangue antes mesmo de uma perda significativa de peso, o que sugere, de acordo com os pesquisadores, que há algum outro mecanismo bioquímico envolvido. Os pacientes que passaram pela cirurgia tinham níveis muito menores de aminoácidos ramificados, de fenilalanina e tirosina, comparado aos pacientes que seguiram a dieta.

Esses aminoácidos já foram associados à resistência à insulina e à doença arterial coronariana em estudos anteriores. Outro estudo, realizado pela Universidade de Harvard, havia revelado que os aminoácidos ramificados e os aminoácidos aromáticos, como a fenilalanina, podem servir de indicadores biológicos para o risco do desenvolvimento do diabetes tipo 2. “Muitos pacientes que são dependentes de insulina, conseguem abandonar o tratamento medicamentoso da diabetes após a cirurgia bariátrica, melhorando assim a sua qualidade de vida”, afirma Rizzi.

Três tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes e, por isso, são conhecidas como Cirurgia do Diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e “duodenal switch”). “As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2”, diz Rizzi.

No início do mês a Federação Internacional do Diabetes apresentou durante o II Congresso Mundial do Tratamento do Diabetes uma nova diretriz para a aplicação da cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes tipo 2. Anteriormente indicada apenas para pacientes obesos com IMC acima de 35, o documento apresentado defende que a técnica seja liberada para pacientes com IMC entre 30 e 35 nos casos que os pacientes não tiveram respostas com o tratamento medicamentoso.

A entidade reconhece a associação entre o diabetes e a obesidade como o maior problema de saúde pública da atualidade. Atualmente 300 milhões de pessoas sofrem com o diabetes tipo 2 no mundo e a previsão é de que esse número salte para 450 milhões até 2030. “Esse é um grande avanço para controlar o número alarmante de pacientes obesos com diabetes. Diversos estudos já tinham comprovado que a cirurgia bariátrica não proporciona apenas a redução do peso, mas consegue controlar o diabetes tipo 2, devido a mudança metabólica”, destaca  Rizzi

O documento foi assinado por 20 especialistas em cirurgia bariátrica e salienta que pacientes obesos com diabetes tipo 2 conseguem ter melhoras substanciais nos níveis de glicose e em outras doenças, como hipertensão arterial. A nova diretriz também inclui adolescentes com 15 anos, indicando a cirurgia para pacientes com IMC entre 35 e 40 associado a outras doenças. Anteriormente a cirurgia, mesmo em caso de obesidade mórbida, só era liberada para pacientes com no mínimo 16 anos. 

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Entre as mulheres a proporção é de 44,3%. De acordo com dados do Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos Brasil ganhou 11 milhões de pessoas com excesso de peso.

Publicado em Doenças e Prevenção

Federação Internacional do Diabetes indica a cirurgia bariátrica no tratamento de pacientes diabéticos tipo 2 com IMC entre 30 e 35. Documento foi divulgado durante o II Congresso Mundial do Tratamento do Diabetes.

Publicado em Doenças e Prevenção
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