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Doença demonstra sinais nos primeiros meses de vida e se diagnosticada cedo pode ser curada

Publicado em Outros tipos de exames
Terça-feira, 07 de Junho de 2011 - 08:29

Teste do pezinho: eficaz na detecção de doenças

Exame completa 10 anos no Programa Nacional de Triagem Neonatal e pode salvar vidas.

Publicado em Doenças e Prevenção
Segunda-feira, 30 de Maio de 2011 - 14:21

Equipamento facilita diagnóstico precoce de câncer de mama

Qualidade das imagens, com doses menores de radiação, garante melhor identificação dos tumores.

Publicado em Exames de Imagem

O tema é discutido por gestores e parceiros em Porto Alegre. Incidência nas principais capitais é de 38 por 100 mil habitantes.

Publicado em Doenças e Prevenção
Terça-feira, 05 de Abril de 2011 - 07:31

Abbott lança novo teste detecção de HIV

Novo teste permite resultados precisos a partir de pequenas amostras secas de sangue.

Publicado em Mercado
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011 - 12:27

Smartphone ajuda na detecção rápida do câncer

Médicos do Hospital Geral de Massachusetts, equipados com um telefone celular, uma agulha fina e um pequeno aparelho de ressonância magnética molecular, conseguiram detectar de uma maneira simples e efetiva tumores cancerígenos. Segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Science Translational Medicine", o inovador sistema utilizado pelos médicos conseguiu acertar o diagnóstico de câncer em 96% dos pacientes, um número mais alto que o da biópsia tradicional. "O sistema evita que os pacientes se submetam a procedimentos dolorosos e, potencialmente, perigosos", disse Cesar M. Castro, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, um dos membros da equipe que desenvolveu o procedimento.

O método padrão para o diagnóstico de câncer é a coleta de uma porção do tecido de tumor, que é submetido a uma imuno-histoquímica, como é denominado o teste no qual é utilizado um anticorpo específico que "marca" a existência de células cancerígenas. A análise molecular rápida desenvolvida em Massachusetts também exige a coleta de uma amostra celular, mas é extraída com uma agulha mais fina (0,7 milímetros de diâmetro) que a de uma biópsia tradicional (1,4 milímetros de diâmetro).

Além disso, não existe tempo de espera, o que "reduz a ansiedade do paciente devido à obtenção rápida de um resultado, habitualmente em menos de uma hora", explicou Castro. A equipe utiliza um smartphone comum e um aparelho cilíndrico de ressonância magnética nuclear, que mede cinco centímetros de diâmetro. Os pesquisadores testaram o método em 50 pacientes que apresentavam tumores intra-abdominais suspeitos, indicados para uma biópsia comum.

Os mesmos pacientes também tiraram amostras utilizando as agulhas que são habitualmente usadas nas biópsias, que foram enviadas para o procedimento convencional de diagnóstico. Em lugar das amostras de tecidos que o procedimento convencional requer, este sistema pode funcionar com um pequeno número de células retiradas com a agulha mais fina. O pequeno aparato de ressonância magnética nuclear emprega nanopartículas magnéticas como sensores que medem os compostos químicos nas células e o aparelho está conectado a um telefone de modo que os médicos possam medir e ler os dados junto à cama do paciente.

A taxa de identificação de tumores cancerígenos com esta técnica é superada em 84% pela imuno-histoquímica. "Estes marcadores de proteínas podem indicar a probabilidade de um câncer crescer e se propagar para outros tecidos do corpo", explicou Castro.

Publicado em Doenças e Prevenção

Muitas pessoas já ouviram falar em aneurisma, geralmente quando algum conhecido é vítima desta doença silenciosa. Há dois tipos potencialmente fatais, o de aorta abdominal e o de aorta torácico, e ambos caracterizam-se pela dilatação anormal das paredes das artérias, sendo que a maioria ocorre na aorta, principal artéria do corpo humano, que transporta sangue rico em oxigênio do coração para outras partes do organismo. A forma mais grave de manifestação da doença ocorre quando o aneurisma da aorta se rompe, podendo causar hemorragia. Quando o aneurisma acontece na aorta no tórax é chamado de aneurisma de aorta torácica, e quando ocorre na aorta do abdômen é denominado aneurisma de aorta abdominal.

“Infelizmente, na maioria dos casos, os pacientes não apresentam sintomas. Alguns sentem dor, que pode ser no abdômen, nas costas ou no peito, mas a maioria não sente nada”, afirma Pedro Puech Leão, professor titular de Cirurgia Vascular e Endovascular da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Além disso, a doença não é muito conhecida do público em geral e isso contribui para a resistência em buscar tratamento preventivo”, complementa.

Hipertensão arterial, tabagismo, traumatismos, doenças inflamatórias da aorta e hereditariedade são considerados fatores de risco do aneurisma da aorta e a melhor prevenção é manter os vasos sanguíneos saudáveis, o que implica no controle da pressão arterial, em não fumar, na prática de exercícios regulares e na redução do colesterol. O tabagismo, além de ser considerado fator de risco para aneurisma, também contribui para o crescimento do segmento dilatado.

É importante detectar o aneurisma antes que as paredes se rompam, o que significa visitar periodicamente o médico e fazer check ups regulares. Identificada a doença e tamanho do aneurisma, o paciente é submetido a uma cirurgia - que pode ser mais ou menos invasiva -, para retirar o segmento dilatado. No Brasil, já estão disponíveis duas endopróteses (stent-grafts) para aneurismas de aorta abdominal e torácica, respectivamente, que representam um grande avanço no tratamento por serem alternativas modernas à cirurgia convencional aberta (que pressupõe uma incisão abdominal), pois são pouco invasivas, o que facilita a recuperação do paciente.

Estima-se que sejam feitas mais de 15 mil cirurgias no país para reparo desses aneurismas, mas apenas cerca de 50% são minimamente invasivas. Já nos Estados Unidos, por exemplo, de 60% a 80% das cirurgias são endovasculares (minimamente invasivas) e na Austrália esse número chega a aproximadamente 95%.

Leão ressalta que os avanços tecnológicos têm contribuído para melhores resultados: “Em 1990, poucos aneurismas podiam ser tratados por meio de técnicas minimamente invasivas. Hoje, essa realidade é possível à maioria deles, graças às endopróteses. No futuro, esperamos que as operações abertas venham a ser absoluta exceção”, finaliza.

Publicado em Doenças e Prevenção
Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2011 - 07:04

5 de fevereiro: Dia Nacional da Mamografia

No próximo sábado, dia 5, é c omemorado o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir de Projeto de Lei da senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às Unidades Públicas de Saúde (UPSs). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.

Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a  simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortabilidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Kaliks.

Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada.

Publicado em Exames de Imagem
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011 - 23:08

Roedores contra tuberculose

Pesquisadores descobriram uma nova forma de fazer o exame de tuberculose de forma rápida, barata e disponível: grandes roedores capazes de sentir o cheiro da bactéria numa amostra de catarro. Há exames de laboratório caros e complicados para a tuberculose, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) recentemente endossou uma nova máquina capaz de fornecer resultados precisos em menos de duas horas. No entanto, o aparelho custa US$ 17 mil, e cada exame requer um cartucho de US$ 17.

Hoje, o método de detecção mais comumente usado em países em desenvolvimento é a microscopia. Essa técnica de cem anos envolve a coleta do catarro, a aplicação de uma substância que colore apenas o Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch), causador da tuberculose, e o exame da amostra sob um microscópio.

A técnica pode ser utilizada em locais onde as instalações são mínimas, mas não é muito precisa --a não ser que haja uma alta concentração deles, os bacilos passam facilmente despercebidos, e o resultado é que de 60% a 80% dos casos positivos podem não ser diagnosticados.

Estudos sugerem que o roedor Cricetomys gambianus pode ser uma boa opção. O animal onívoro com cauda e corpo parecido com o do rato pesa entre 4,5 kg e 6,8 kg, vivendo em colônias de até 20 bichos em toda a África subssaariana. Essa espécie aparentemente é capaz de sentir pelo cheiro a diferença entre os bacilos da tuberculose e outros germes que habitam a fleuma humana.

O principal autor de um dos estudos sobre os roedores, Alan Poling, professor de psicologia da Western Michigan University, diz que, embora os animais tenham sido aceitos como uma ferramenta de diagnóstico razoável na Tanzânia, "a comunidade médica ainda está cética".

Publicado em Pesquisa Clínica
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