Surdez pode causar problemas emocionais e psicológicas
Deficiência auditiva deve ter diagnóstico e tratamento precoce para obter bons resultados.
Depressão pode ser curada com auxílio da acupuntura
Medicina alternativa é opção para tratamentos emocionais.
Consumo de ômega-3 durante gravidez reduz depressão pós-parto
O consumo do ácido graxo ômega-3 durante a gravidez reduz o risco de depressão pós-parto, segundo um estudo de cientistas americanos publicado na terça-feira (12).
Avanços no tratamento de depressão em idosos
Laboratório Apsen faz simpósio sobre o tema no Congresso Paulista de Geriatria em Santos.
Estudo mostra que ioga acalma ritmo cardíaco e reduz ansiedade
As pessoas com ritmo cardíaco irregular podem ver os episódios de crise reduzidos à metade caso adotem a ioga.
O medo da rotina atinge, aproximadamente, 23% dos trabalhadores brasileiros
Para muitas pessoas, janeiro é sinônimo de sombra e água fresca. Muitas aproveitam as férias escolares dos filhos e o início do verão para tirar merecidos dias de descanso do trabalho e da rotina diária. Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, as férias são fundamentais para a saúde e o bom desempenho do funcionário. O estresse e pressão do cotidiano vão se acumulando e causam desgaste físico e mental, que pode evoluir para um problema grave de saúde.
Já para um grande número de trabalhadores, o grande problema, que afeta a saúde psicológica, pode surgir na volta à rotina de trabalho. De acordo com estudo realizado pela International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR),23% dos brasileiros sofrem de depressão pós-férias.
Esses índices são conseqüência da pressão cada vez maior no ambiente de trabalho, aumento da competitividade e insatisfação de alguns pela profissão ou empresa que trabalham. Conforme detectado pela pesquisa, 93% das vítimas de depressão pós-férias se sentem insatisfeita profissionalmente; 86% não vêem possibilidade de promoção ou desenvolvimento; 71% consideram o ambiente de trabalho hostil ou pouco confiável e 49% têm conflitos interpessoais no local onde atuam.
Para Soraya Hissa, todas as pessoas ao voltarem das férias demoram um tempo para entrar no ritmo novamente. "Na primeira semana é normal que os profissionais sintam um pouco de desânimo, ansiedade, sono, falta de motivação, desconcentração e até certa irritabilidade. Quem não gosta da boa vida que tem nas férias, da possibilidade de ficar próximo das pessoas que gosta, conhecer lugares novos e não preocupar-se com nada?! Por isso, a primeira semana pós-férias é sempre de adaptação à velha rotina", afirma a médica.
Se esses sintomas persistem por mais de duas semanas, a pessoa pode estar com síndrome pós-férias ou depressão pós-férias, que consiste na mudança do estado de humor do indivíduo. Essa mudança afeta o físico, a mente e o comportamento daqueles que sofrem com a síndrome, podendo, dessa forma, causar sérios problemas de relacionamento dentro de seu ambiente de trabalho.
Dicas
Para fugir da depressão com o fim das férias e a volta ao trabalho a psicanalista aconselha que, quem não estiver se sentindo bem no ambiente profissional, que analise antes do período de férias seu grau de satisfaço com a profissão, a empresa que trabalha e o que incomoda neste ambiente.
"A partir dessa avaliação o trabalhador deve tentar encontrar a melhor forma de solucionar o problema. Todos devem ter em mente que dinheiro é fundamental, mas nossa felicidade deve ser primordial. O que adianta termos uma profissão se não a executamos com prazer. Um bom salário não compra felicidade! Quando fazemos o que gostamos vamos realizar com mais afinco e melhor, e o dinheiro e o reconhecimento são conseqüência de um ótimo trabalho", acredita.
Depressão, o médico pode ajudar
A tristeza sem causa aparente, o desinteresse pelas atividades da vida diária, a ausência de estímulo sexual e outras situações que, ao se tornarem repetitivas, começam a causar sofrimento e prejuízo ao bem-estar podem ser indícios de depressão. Isso acontece quando tais atitudes afetam o relacionamento familiar, social e a produtividade no trabalho. E para não ficar na dúvida é necessário consultar um especialista, pois o diagnóstico da doença é clínico, o que significa que não há nenhum exame que comprove a depressão.
De acordo com Álvaro Estima, médico especializado em psiquiatria, é comum que em um primeiro momento outros médicos, que não o psiquiatra, sejam procurados, tanto por falta de informação como por preconceito ou medo do estigma da doença mental. Porém, como em qualquer outra situação médica o especialista desta área clínica é quem deve ser o responsável pelo diagnóstico e tratamento da depressão. “O impacto da depressão na saúde pode ser dramático e quando associada ao tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e maus hábitos alimentares pode provocar o aumento da incidência de diabetes, doenças pulmonares, infarto do miocárdio e derrame cerebral”, afirma o especialista.
O apoio de uma família que encare a presença da depressão em um dos seus membros como qualquer outra doença, é fundamental para o diagnóstico precoce e facilita a adesão do paciente ao tratamento. “É preciso combater o preconceito discriminatório com a doença psiquiátrica. Em nenhuma outra patologia acusa-se o paciente de ‘ falta de força de vontade’. Imagine alguém dizer ao paciente com apendicite ou reumatismo que ele é fraco ou não sabe reagir. Com a depressão isso ainda acontece”, explica Álvaro.
O medo do estigma da doença mental por parte do paciente, dos familiares e do grupo social traz a negação da doença e o retardo na busca de ajuda especializada. “O preconceito só faz o quadro de depressão piorar, o que torna o tratamento mais difícil e demorado”, diz Álvaro. Depressão precisa ser tratada com medicamentos. E estes têm evoluído ao longo dos anos e atuado no organismo de maneira mais eficaz e segura, com diminuição significativa dos efeitos adversos. Entre eles sonolência diminuída e pouca interferência no peso e na libido. Um exemplo é o Pristiq (desvenlafaxina), que age como um inibidor de recaptação da serotonina (5-HT) e da norepinefrina (NE), substâncias do sistema nervoso que são diretamente relacionadas ao mecanismo da depressão.
Aliado ao tratamento medicamentoso, além da psicoterapia, está a prática de atividades físicas, pois liberam endorfina, substância que causa sensações de alegria e bem-estar. Isso acontece porque o cérebro de uma pessoa diagnosticada com depressão apresenta alterações químicas que precisam ser equilibradas, especialmente no sistema nervoso, responsável pelos níveis de humor, alegria, tristeza, energia e interesse.
Psicanalista explica como a depressão pode atrapalhar no tratamento do câncer
Apesar do avanço da medicina, principalmente, no tratamento de tumores malignos, muitas pessoas consideram e acreditam que a doença é terminal. Só em 2011, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), aproximadamente 500 mil brasileiros apresentarão algum tipo de câncer. Destes, 25% vai ter como conseqüência da doença, a depressão. Isso se deve aos estigmas e preconceitos que cercam a enfermidade. E, como diz a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, a falta de informação gera medo e inverdades. “Em torno do câncer foram construídos mitos negativos como, por exemplo, a idéia de que é uma doença terminal e não uma doença crônica, como é na maior parte das vezes”, explica.
O temor da doença e de seus tratamentos, a angústia e a tristeza são normais a todos que são diagnosticados com câncer. O que difere a tristeza e o medo de uma depressão são a intensidade e o tempo que persistem. Por isso, o trabalho em parceria com psicólogos e psicanalistas ajuda o paciente a encarar melhor a doença e a identificar a depressão crônica. Segundo a psicanalista, os sintomas da depressão são: desânimo; estado de tristeza durante a maior parte do dia; perda do interesse e incapacidade de sentir prazer para realizar atividades; perda ou aumento importante de apetite e de peso; alterações de sono; fadiga ou perda de energia; lentidão ou agitação; dificuldades de raciocínio, concentração e memória; isolamento; sentimentos de culpa e de incapacidade; baixa auto-estima e idéia de morte.
“Grande parte das pessoas se deixa levar pela tristeza profunda. Não só pelo temor da doença, construída há anos, mas também pelo seu tratamento invasivo, que mexe com a auto-estima da pessoa”, diz a médica. Soraya orienta que, não só os pacientes com câncer, mas com outras doenças, salvo se orientado pelo médico, não devem deixar de fazer as atividades diárias que estavam acostumadas. Pois, são essas atividades e a sensação que ainda podem fazer as coisas por si próprias ajudará a encarar melhor a doença. Neste momento, o apoio emocional e incentivo de familiares e amigos ajudam muito quem sofre com a enfermidade.
“Um bom exemplo de paciente que não perde o bom humor, a esperança e a vontade de viver é o ex-vice-presidente do Brasil, José Alencar. Mesmo com as dificuldades e complicações da doença sempre aparece com um sorriso no rosto e declarando mensagens de positividade”, exemplifica. A médica acredita que o psicológico contribui diretamente para a saúde física das pessoas. Para quem está doente, o pensamento positivo e a vontade de viver melhor contribui muito para o tratamento de qualquer doença. “A saúde mental bem cuidada é fundamental para a boa evolução de um paciente, independente da doença”, finaliza.
A depressão e o desejo sexual
Uma tristeza profunda, perda de interesse pela vida, ansiedade, angústia, sensação de fracasso e pesar. Esses são alguns dos sintomas da depressão, doença que atinge aproximadamente 121 milhões de pessoas em todo o mundo. Destas, 17 milhões são brasileiras. Apesar de a doença ser um dos fatores que levam ao suicídio, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 25% dos depressivos recebe tratamento adequado. Mas, cerca de 80% abandonam a medicação.
Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, um dos maiores obstáculos ao combate à depressão é a baixa adesão dos pacientes ao tratamento. "Uma das principais causas dessa falta de adesão está relacionado aos problemas sexuais", explica ela.
A disfunção sexual é a incapacidade do indivíduo de praticar com satisfação o ato sexual. No Brasil, a disfunção atinge 51% das mulheres e 48% dos homens. A depressão é um dos fatores mais responsáveis por estes índices. Um dos sintomas colaterais do tratamento dos casos depressivos é a diminuição da libido. Aproximadamente, 70% dos casos sofrem com esse sintoma.
Segundo estudos realizados pela University School of Medicine, de Detroit (EUA), o tratamento medicamentoso para o controle da doença afeta o orgasmo, o desejo sexual e, em menor grau, a excitação.
A médica explica que, no homem deprimido, a falta de excitação se traduz na disfunção erétil, chamada antes de impotência sexual. "Trata-se da incapacidade de manter a ereção até completar o ato sexual, fato que pode gerar frustrações e sensação de incapacidade de satisfazer a si mesmo e sua parceira", diz. Na mulher, a alteração sexual é denominada frigidez e se traduz em falta de prazer ou dor durante as relações sexuais. "Nessas circunstâncias, elas evitam o ato sexual e/ou desenvolvem um sentimento de culpa", afirma a médica.
Cura
Para a psicanalista, a melhor forma de fazer o doente seguir com o tratamento é a informação. "Os efeitos colaterais devem ser comunicados e explicados ao paciente no início do tratamento. A depressão é um importante fator de risco para as disfunções sexuais por causar desinteresse, apatia, sensação de fadiga, entre outros sintomas que comprometem o desejo sexual. Por sua vez, o desempenho sexual insatisfatório pode agravar a depressão e causar conflitos relacionais", orienta Soraya.
O caminho para as pessoas que sofrem de depressão é buscar um acompanhamento com especialistas, tratar a depressão e, após o controle da doença, voltar sua vida sexualmente ativa. "Não se deve parar com o tratamento devido à dificuldade sexual. A melhor coisa a se fazer é tratar a doença. Sem o acompanhamento correto de um médico, o indivíduo depressivo não terá uma vida saudável. Além da vida sexual, outros campos também serão afetados", completa a psicanalista.
Depressão continua sendo o mal do século
A depressão acomete de 3 a 5% da população em geral. Costuma aparecer pela primeira vez por volta dos vinte e cinco anos e pode durar por nove. Acomete de 10 a 25% em mulheres e 5 a 12% em homens. O risco de dismitia (estado crônico de depressão) chega a 6% para ambos os sexos. Em pacientes clínicos a incidência é maior e chega a atingir de 5 a 10% dos pacientes ambulatoriais e 9 a 16% de internados.
Pesquisas atuais mostram que aproximadamente 35% dos pacientes deprimidos não respondem ao tratamento com antidepressivos, mesmo depois de atingir as doses e duração de tratamentos adequados. Segundo pesquisadores, 65% mantêm sintomas residuais e 10% mantêm o quadro depressivo apesar de múltiplas intervenções.
Na próxima terça-feira (16), a partir das 19h30, o médico psiquiatra Vladimir Bernik, coordenador do Departamento de Psiquiatria do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, apresentará o tema “Depressão Refratária: como eu trato”, para profissionais da área de saúde. “Esse é um grande desafio da psiquiatria para os próximos anos, pois o índice de pacientes que não respondem ao tratamento convencional vem crescendo muito e esse quadro é preocupante, porque a depressão é uma das doenças mais incapacitantes, segundo a Organização Mundial de Saúde. E o pior: pode afastar pessoas muito jovens e com grande potencial”, diz o especialista em depressão.
Durante o evento, o médico apresentará algumas estratégias eficientes para o tratamento. “A depressão é classificada tanto pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais como pela Classificação Internacional de Doenças, como parte dos Transtornos de Humor, que são divididos em dois grandes grupos: depressivos e bipolares, sendo que os principais transtornos depressivos são a depressão maior e a distimia (estado crônico de depressão), explica o médico.
Serviço
Depressão Refratária (que não responde ao tratamento convencional): como trato
Data: 16 de novembro de 2010 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Hospital Alemão Oswaldo Cruz - Rua Treze de Maio, 1815 – Paraíso – 14º Andar – Salão Principal
Entrada gratuita














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