Diagnóstico de câncer de mama cresceu 160% nos últimos 30 anos
Em 1980, era diagnosticados por ano cerca de 640 mil casos de câncer de mama, sendo que 65% deles aconteciam nos países ricos. Já em 2010, foram notificadas 1,6 milhões de mulheres sobre a doença, sendo 51% nos países em desenvolvimento. Já o câncer cervical subiu de 378 mil casos por ano para 454 mil casos.
O câncer de mama foi responsável pela morte de 425 mil mulheres no ano passado, sendo que 68 mil estavam na faixa etária entre 15 a 49 anos. Já os obtidos causados pelo câncer cervical diminuíram. Em 2010, foram registrados 200 mil casos, com 46 mil mulheres entre 15 e 16 anos nos países menos desenvolvidos.
O número de casos pode ser explicado devido a consciência das mulheres em realizarem exames de forma rotineira e também pelo maior envelhecimento da população. O estado foi feito pelo Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, na cidade de Seattle.
Inovação contra o câncer
Tecnologia que identifica lesão na mama foi desenvolvida com o apoio do Sebrae-MG.
Equipamento facilita diagnóstico precoce de câncer de mama
Qualidade das imagens, com doses menores de radiação, garante melhor identificação dos tumores.
Diagnóstico mais preciso
Tecnologia criada por pesquisadores de Minas Gerais facilita identificação de lesão e torna tratamento menos agressivo.
Cientistas descobrem molécula natural que trata câncer de mama
A investigação, dirigida pelas biólogas Mina Bissell, do Lawrence Berkeley National Laboratory, e Saori Furuta, da Universidade da Califórnia Irvine, nos Estados Unidos, foi publicada na revista "Science Translational". Os indivíduos saudáveis produzem até mil células anormais a cada dia, que costumam ser destruídas pelo sistema imune inato.
Mina e sua equipe descobriram que os seios sem tumor fabricam uma pequena proteína, chamada Interleukin-25 (IL-25), que procura ativamente as células cancerígenas e as destrói. A proteína IL-25, que foi injetada em ratos e combateu o câncer, é a mais efetiva de seis moléculas produzidas pelas células normais do seio para combater o câncer, assinala o estudo.
Este receptor, localizado na superfície das células cancerígenas, dá à proteína a ordem para destruí-las, por isso o processo permite à IL-25 eliminar as células cancerígenas sem afetar as sadias. Os pesquisadores analisaram centenas de tumores de pacientes com câncer de mama e comprovaram que quase todas as células tumorais levavam receptores IL-25, por isso poderiam ser tratadas com a proteína.
Combate ao câncer de mama
Você sabia que o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente em mulheres? Ele representa aproximadamente 22% dos casos novos registrados a cada ano e, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2010, ocorreram mais de 49 mil casos da doença no Brasil. Além disso, esse tipo de câncer é o que mais mata mulheres no país. A taxa de mortalidade em 2008, que é o último registro do Inca, foi de 11. 860 óbitos, sendo 11.735 mulheres e 125 homens.
Entre os principais fatores de risco para esse tipo de câncer está a hereditariedade: mulheres com histórico da doença na família têm mais chance de desenvolver câncer de mama antes dos 50 anos. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, não ter tido filhos, ingestão de álcool, mesmo em quantidades pequenas, e exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35, também constituem fatores de risco para a doença.
Todas as mulheres a partir dos 40 anos devem procurar, anualmente, um profissional para realizar o exame clínico das mamas. O auto-exame realizado pela própria mulher também é importante, porém, isolado, não é eficiente para uma detecção precoce do tumor e não substitui o exame feito por um profissional.
Mulheres entre 50 e 69 anos devem fazer uma mamografia em um intervalo máximo de dois anos. Manter uma alimentação saudável, não fumar, praticar exercícios, amamentar, controlar o peso corporal e não ingerir bebidas alcoólicas também podem prevenir o câncer. O Inca recomenda que toda mulher que for se submeter à reposição hormonal procure um médico para conversar sobre os riscos dessa prát
Proteínas responsáveis pelo câncer de mama são identificadas em pesquisa
Segundo os pesquisadores, esta descoberta abre agora uma via para buscar algum inibidor ou bloqueador da ciclina E. Atualmente, o remédio mais estudado e utilizado na prática clínica contra este subtipo de tumor é o trastuzumab, um anticorpo criado para agir especificamente em uma região extracelular do receptor HER2. Este anticorpo aumenta as chances de sobrevivência das pacientes com câncer de mama HER2 positivo, mas seu benefício clínico está limitado pela resistência de algumas mulheres.
As mesmas fontes explicaram que pessoas que apresentam HER2 e ciclina E, o tratamento com trastuzumab só é efetivo em 33,3% das pacientes, contra 87,5% de resposta no grupo HER2 positivo, mas sem detecção de ciclina. Na última década, o diagnóstico precoce do câncer, um acompanhamento mais exaustivo das pacientes e, sobretudo, a tipificação do tumor em três grandes subtipos segundo padrões moleculares - os receptores hormonais positivos, HER2 positivos ou ausência de ambos - aumentaram a sobrevivência a esta patologia.
A classificação dos tumores em subtipos permitiu o desenvolvimento clínico de tratamentos específicos para cada um deles, mas apesar destes avanços, ainda há pacientes que não respondem da forma esperada.
Hospital universitário da Unifesp recebe mamógrafo
A Associação Américas Amigas doou um novo mamógrafo para a cidade de São Paulo. A Clínica de Mastologia do Hospital São Paulo, hospital universitário da Unifesp, recebeu a nova máquina para realizar exames de rastreamento e de diagnóstico de câncer de mama em mulheres usuárias do SUS.
Desde sua criação, há dois anos, a Américas Amigas já doou 12 mamógrafos em todo o território nacional, promovendo ações de combate à mortalidade causada pelo câncer de mama, principalmente em mulheres de baixa renda.
Com o novo equipamento, o Hospital São Paulo terá capacidade para atender a mais de mil pacientes por mês e realizar campanhas de detecção precoce da doença. Antes da doação, os equipamentos antigos exigiam manutenção constante, limitando o atendimento mensal em 300 mulheres, o que gerava uma constante fila de espera para a realização de exames e dificultava o tratamento das pacientes.
A cerimônia de doação será realizada nesta quinta-feira (10), no anfiteatro da ginecologia do Hospital São Paulo.
Doença
No Brasil, estima-se que a cada 36 minutos uma mulher morra de câncer de mama. 44% de todos os casos são detectados em um estágio avançado da doença, o que torna o tratamento extremamente difícil. Como resultado deste quadro, o número de mortes no Brasil é muito alto: 42% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não sobrevivem.
Remoção de gânglio é ineficaz em certos casos de câncer de mama
Mulheres com câncer de mama em estágio inicial podem não precisar fazer uma cirurgia para remover nódulos linfáticos sob a axila, disseram pesquisadores dos EUA na terça-feira (8). A pesquisa foi publicada na terça-feira (8) no Journal of American Medical Association. A descoberta pode poupar muitas mulheres da dor e dos anos de efeitos colaterais relacionados a este procedimento de longa data.
Algumas mulheres com câncer da mama que tiveram apenas o linfonodo sentinela removido - o nódulo linfático mais próximo ao câncer - sobreviveram tanto quanto as mulheres que passaram pela cirurgia mais extensa para remoção dos linfonodos da axila, conhecida como esvaziamento axilar, de acordo com os investigadores.
As taxas de sobrevida global após cinco anos eram praticamente as mesmas em ambos os grupos. A remoção dos gânglios linfáticos nessas mulheres pode não ser necessária, pois a radiação e a quimioterapia atacam o câncer nos gânglios linfáticos antes que tenha tempo para se espalhar, segundo a equipe.
Eles observaram que a remoção dos gânglios linfáticos da axila 'conduz a um risco indiscutível e, muitas vezes, inaceitável de complicações', incluindo infecções e inchaço no braço.
"A implementação dessa mudança prática poderia melhorar os resultados clínicos em milhares de mulheres a cada ano, reduzindo as complicações associadas ao esvaziamento axilar, além de melhorar a qualidade de vida sem diminuição na sobrevivência", escreveu a equipe.
O câncer de mama é a segunda principal causa de morte por câncer entre as mulheres dos EUA, depois do câncer de pulmão. Ele mata 500 mil pessoas no mundo a cada ano e é diagnosticado em cerca de 1,3 milhões de pessoas ao redor do mundo.
Com informações da REUTERS
5 de fevereiro: Dia Nacional da Mamografia
No próximo sábado, dia 5, é c omemorado o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir de Projeto de Lei da senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.
Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às Unidades Públicas de Saúde (UPSs). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.
Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortabilidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Kaliks.
Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada.














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