A Organização das Nações Unidas (ONU) institui o período de 2001-2020 como da Década de Combate aos Acidentes de Trânsito. O propósito é reduzir em pelo menos 50% o número de mortes e acidentados pelo que se chama de causas externas. Os números são assustadores. Em 2009 morreram por acidentes 1,3 milhão de pessoas em 178 países. Se nada for feito, a estatística chegará a 1,9 milhão em dez anos. Sem contar o número de pessoas que ficam inutilizadas.
O Brasil, com sua sede de “progresso” desordenado, desorganizado, galga rapidamente vários degraus neste triste tipo de competição. Já estamos em quinta lugar em mortos e acidentes. E nossas estatísticas nesses e em alguns casos são ainda precárias, normalmente subestimadas, segundo as próprias autoridades, por registros falhos ou simples falafra de comunicação. Em 2010, registraram –se nos órgãos do Ministério da Saúde 38.000 mortes no Brasil por acidentes nas estradas e ruas, com mais de 400 mil pessoas feridas com algum tripo de gravidade e mais de um milhão cidadãos envolvidos.
Pelos cálculos de Ministério, isto custa aos serviços públicos de Saúde R$ 30 bilhões anos. Sem se contar nas perdas familiares, nas horas não trabalhadas. A maioria das vítimas são homens jovens entre 14 e 30 anos. Exterminar esta epidemia é um desafio que o Brasil precisa vencer com urgência. O governo lançou no dia 11, um pacto pela vida, o Plano Nacional de Redução dos Acidentes de Trânsito.
Agora, espera- o envolvimento da sociedade nesta campanha, cujo foco deve ser educar o brasileiro, tanto o “motorizado” quanto o pedestre para uma boa convivência das ruas, com o respeito às regras de trânsito. Leis como a do uso obrigatório do cinto de segurança e do rigor do uso das bebidas alcoólicas, a Lei Seca, ajudaram, segundo as autoridades, a reduzir o ritmo de crescimento dos acidentes no país, mas não foram suficientes. Alguns estudos mostram que o álcool e o abandono do cinto ainda respondem por um bom número de mortes e acidentes com vítimas que ficam inutilizadas para sempre.
A sociedade brasileira tem a obrigação de se envolver nesta cruzada. É um tragédia que nos humilha a cada dia.
José Marcio Mendonça é jornalista.
Um caso de calamidade pública
Escrito por Redação - Segunda-feira, 16 de Maio de 2011 - 12:31
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Saúde da Política

















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