O XV Congresso da Sociedade Brasileira de Medula Óssea, que acontece de 11 a 14 de agosto no Centro de Convenções do Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro, terá como um dos temas o uso de células-tronco hematopoéticas (CTH), capazes de produzir tecidos de ossos, cartilagem e músculo cardíaco.
Nos últimos anos, foram desenvolvidas várias pesquisas relacionadas ao uso dessas células no tratamento de algumas doenças auto-imunes. O tratamento é feito por meio do transplante autogênico de células tronco hematopoéticas (TACTH) ou seja utilizando células do próprio paciente. Algumas doenças como diabetes tipo 1, lúpus e esclerose múltipla, já estão sendo tratadas com o TCTH em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. Estudos comprovaram, por exemplo, que pessoas que sofriam de diabetes tipo 1, tiveram melhora significativa, deixando até de utilizar a insulina por vários anos.
Os estudos sobre o transplante de medula óssea (TMO) para outras enfermidades não hematológicas ou neoplásicas, de acordo com presidente do Congresso, Luis Fernando Bouzas, são casos sem grande perspectiva de melhora com os tratamentos que existem hoje, como a esclerose múltipla e sistêmica. “A possibilidade com o transplante é de proporcionar uma qualidade de vida completamente diferente aos pacientes, pois o transplante aumenta a sobrevida, estabiliza a enfermidade e reduz a necessidade de medicamentos por muitos anos”, afirma o especialista.
Novos horizontes
A medicina regenerativa, que faz uso de CTH e Mesenquimais (CTM) para a recuperação de certos tecidos danificados, é outra novidade que será tratada no Congresso.
Consiste em fazer aplicações de CTH/CTM diretamente sobre o tecido lesado, como o coração após um infarto ou comprometido com doença de Chagas. A Universidade de São Paulo (USP) tem utilizado a injeção de CTH diretamente em ossos fraturados, onde foi constatado uma recuperação muito mais rápida do paciente, bem como em doenças neurológicas e vasculares, porém ainda sob protocolos de pesquisa.
Apesar de se encontrar em fase experimental, já existem pedidos de autorização para que os procedimentos com CTH/CTM entrem na rotina do SUS – Sistema Único de Saúde. Estes procedimentos encontram-se em fase de discussão em grupos de trabalho da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e Saúde, cuja conclusão será a normatização/regulamentação do preparo das células para o uso terapeutico.
Transplante e uso de células-tronco será tema de Congresso
Escrito por Redação - Segunda-feira, 08 de Agosto de 2011 - 06:41Doenças auto-imunes podem ser tratadas com nova terapia celular que poderá propiciar melhor qualidade de vida aos pacientes com diabetes tipo 1, lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla.

















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