Clima seco pode comprometer a garganta
Durante uma gripe ou resfriado, normalmente ocorre a obstrução nasal, que faz com que os indivíduos respirem pela boca
Tratamento possibilita controle da asma
No dia mundial da asma, especialista alerta para controle da doença com tratamento adequado.
Identifique os primeiros sinais de Alzheimer e saiba como agir
Você tem dificuldade para memorizar e armazenar informações novas? Problemas para se lembrar de palavras simples do cotidiano? Realizar atividades simples, como lavar a louça, passou a ser difícil? Anda confundindo o rosto das pessoas conhecidas? Então, estes sintomas podem caracterizar Alzheimer – doença degenerativa e progressiva que atinge o cérebro resultando, inicialmente, na perda da memória. Porém, a enfermidade não é caracterizada apenas pelo esquecimento e alguns outros indícios podem ajudar a identificá-la.
“Os sintomas da Doença de Alzheimer (DA) podem ser confundidos com estresse ou fadiga”, afirma a neurologista Márcia Lorena Fagundes Chaves, chefe do serviço de neurologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “Mas, quando um membro da família, principalmente se for idoso, apresenta dificuldades de memória persistentes, alterações no padrão funcional, mudanças no comportamento, problemas de linguagem e até mesmo dificuldades motoras, ele deve ser avaliado independente da causa”, orienta.
Ao perceber os primeiros sinais da doença, o paciente deve se submeter a uma avaliação médica. “O diagnóstico pode ser feito pelo clínico que já conhece o paciente e, se necessário, ele deverá ser encaminhado para um atendimento especializado”, explica Márcia. “Mas a avaliação pode ser feita diretamente por um neurologista, psiquiatra ou geriatra”, informa a especialista. Exames físicos e laboratoriais, testes cognitivos, exames com imagens cerebrais e até mesmo o histórico do paciente são analisados para melhor diagnosticar o Alzheimer.
Tensão pré-menstrual ainda gera dúvida
A ginecologista Rosa Maria Neme, doutora em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, explica que a TPM está relacionada à queda abrupta dos níveis hormonais, que serão responsáveis pela menstruação. “Pesquisas indicam que existe uma íntima relação entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, como a serotonina, que explicam os sintomas e sua severidade em, aproximadamente, 8% das mulheres”. Para quem sofre de cólica no período menstrual a doutora dá um alerta. “Este sintoma pode estar relacionado a outros problemas, como endometriose, por exemplo, mas não representa uma alteração típica acionada pela TPM”.
Sintomas
De acordo com a ginecologista, os sintomas comportamentais e físicos da TPM variam de pessoa para pessoa. Os mais comuns são a irritabilidade, alteração de humor, depressão, ansiedade, dores nas mamas, aumento do apetite (principalmente relacionado ao consumo de doces), dores de cabeça e inchaço no corpo. Outras mudanças, tais como: distúrbios do sono, cansaço, dif iculdade de concentração, dores musculares e ganho de peso podem estar presentes. “O impulso de ingerir doces nesta fase está ligado a uma alteração dos neurotransmissores cerebrais, principalmente a serotonina, que gera uma alteração no centro de controle do apetite”, esclarece Dra. Rosa. “Em casos mais severos, o critério que irá determinar a gravidade é a quantidade de sintomas e o quanto isto afeta a vida rotineira da mulher”, avalia a especialista.
Prevenção
Para controlar a TPM, a médica diz que o ideal é manter uma vida equilibrada e realizar exercícios físicos aeróbicos regulares. “Sabe-se que a prática dos exercícios, além de aliviar o estresse, mantém os níveis hormonais mais estáveis e, dessa forma, evitam as alterações bruscas de humor”. Outro ponto que deve ser considerado importante é a alime ntação. Sintomas da TPM que ocorrem cerca de 10 dias antes da menstruação, podem ser causados por baixas de cálcio e vitamina B6 no organismo. Assim alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, queijo, sorvete (em versões desnatadas e menos gordurosas). Peixes, salmão, vegetais verdes também são importantes.
Outros alimentos como banana, batata, lentilha, carnes, grãos integrais, vegetais verdes, abacaxi, manga e milho são ótimas fontes de vitamina B6. Alimentos ricos em fibras, como as frutas, legumes e verduras em geral, podem também auxilia r na diminuição dos níveis de estrógeno nesta fase do ciclo menstrual, melhorando os sintomas da TPM.
Alimentos com efeito diurético ricos em ácidos graxos essenciais encontrados no óleo de prímula e o ginko biloba, chá verde, frutas com efeito diurético como melancia, melão e alcachofra podem auxiliar a combater o inchaço nesta fase. "Estimulantes, como o chá preto, café e chocolate devem ser evitados neste período”, recomenda Rosa.
Tratamento
Atualmente, a utilização de métodos hormonais que bloqueiam a menstruação, como o Sistema intra-uterino medicado com progesterona e o uso de novas pílulas contraceptivas de última geração que apresentam o hormônio progesterona com efeito diurético, têm sido consideradas as novas armas no combate ao problema. “Tratamentos com vitaminas, fitoterápicos até medicações mais potentes, como antidepressivos, também fazem parte das indicações médicas. Isto dependerá da gravidade dos sintomas. A psicoterapia também pode ajudar bastante, deste que seja prescrita pelo médico. Atualmente, um novo contraceptivo que apresenta estrogênio natural (valerato de estradiol) ao invés do sintético (etinil estradiol) também pode ser uma arma importante no combate a TPM”, finaliza.
Três em cada quatro portadores da síndrome do encarceramento 'são felizes'
A comunicação com o mundo externo é feita através dos olhos: piscadelas e outros movimentos servem para soletrar palavras e dizer "sim" ou "não". Parte dos pacientes consegue recuperar algumas funções motoras. O estudo da Associação Francesa para a Síndrome Locked-in, publicado na versão online do British Medical Journal, diz que, de 65 pacientes pesquisados, 72% se consideram felizes. Outros 7% relataram querer ajuda para morrer.
Mas há uma ressalva à pesquisa: os estudiosos alertam que o resultado pode ter ficado alterado caso o grupo que se recusou a tomar parte no estudo seja também o grupo mais infeliz de pacientes com a síndrome. Ainda assim, para especialistas, o resultado, além de reacender o debate sobre suicídio assistido, mostra que não é prudente fazer deduções sobre o estado de ânimo de pacientes que sofrem da paralisia.
A síndrome do encarceramento geralmente é desenvolvida após um derrame ou hemorragia que afete a parte superior do tronco cerebral, destruindo quase todas as funções motoras do paciente, mas deixando suas funções mentais intactas. Os participantes da pesquisa francesa responderam ao questionário com o movimento de seus olhos. Cerca de 55% dos entrevistados conseguiram recuperar um pouco de sua fala, e 70% conseguiram voltar a mover alguns membros. A maioria se declarou feliz, e 68% deles afirmaram nunca ter tido pensamentos suicidas.
O médico Adrian Owen, do Centro para o Cérebro e a Mente da Universidade de West Ontario (Canadá), disse que a pesquisa aponta que "não devemos deduzir que sabemos como deve ser estar nessas condições". "Imagino que a maioria de nós ache que a vida não valeria a pena dentro de um corpo sem vida, mas esse estudo mostra que não é sempre assim. Com base nos resultados, seria imprudente fazer suposições sobre o estado mental dos pacientes."
Amiloidose: uma doença rara com sintomas comuns
A americana Debra Ann Farwell, 55 anos e que há 33 mora no Brasil, pode ser considerada uma pessoa de muita sorte, apesar de possuir uma doença rara, a amiloidose, que afeta oito em cada 1 milhão de pessoas. Há pouco menos de 2 anos, a religiosa percebeu alguns inchaços nos tornozelos e nos pés. “A princípio, achei que fossem varizes. Procurei um médico vascular”, afirma Debra.
O primeiro médico pediu um ultrassom e logo sugeriu a cirurgia. “Ele mal olhou para mim. Busquei uma segunda opinião. Desta vez, o médico pediu outra ultrassonografia e exames de sangue. Foi aí que detectou um problema renal”, explica. Debra foi encaminhada a um nefrologista, que pediu uma biópsia renal. Como o exame deu resultado inconclusivo, ela procurou outro médico. “Marquei a consulta com outro médico. Ele me examinou, checou os exames e ligou imediatamente para o doutor Celso. Que me atendeu no mesmo dia”.
O hematologista Celso Massumoto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ratificou o diagnóstico do nefrologista, e informou à Debra que o tratamento para ela seria o transplante de medula óssea. Nesse período, Debra retornou aos Estados Unidos para visitar a família. Aproveitou para buscar outra opinião sobre seu diagnóstico. “O médico de Nova York disse que no meu caso, o indicado mesmo seria o transplante de medula. Eu preferi fazer aqui no Brasil, que é onde tenho meus amigos e todo o suporte que precisava”, afirma. Em dezembro de 2007, ela retornou ao Brasil, e em janeiro de 2008 começou o tratamento.
“Foi tudo muito rápido. Em menos de quatro meses eu fui à primeira consulta com o vascular, e comecei o tratamento da amiloidose. O que mais me espantou foi me ver no consultório de um oncologista. Mas graças a Deus, eu tive em meu caminho o doutor Medina, que me encaminhou imediatamente para o doutor Celso”, desabafa a religiosa. Hoje, os exames de Debra estão ok e ela leva uma vida normal.
Amiloidose
A amiloidose é uma doença rara, de causas desconhecidas e de difícil diagnóstico, pois seus sintomas não são específicos. Ela ocorre quando há acúmulo, ao redor dos vasos sanguíneos, de pedaços de proteína dobrados em uma configuração altamente estável. Como essas proteínas são muito estáveis, vão se depositando em um ou mais órgãos, podendo comprometer o seu funcionamento e, em casos mais graves, morte.
Os órgãos mais afetados são o coração, fígado, rins, entre outros. A amiloidose ocorre com a mesma frequência em homens e mulheres, geralmente após os 50 anos de idade e, se não tratada a causa, evolui para o óbito em um a dois anos após o diagnóstico, dependendo da causa e gravidade da doença.
Tipos
Há três tipos principais de amiloidose, a primária, a secundária e a genética.
A amiloidose primária (AL) é a mais comum, e geralmente está associada a uma doença da medula óssea, o mieloma múltiplo. O acúmulo de amilóide geralmente afeta o coração, rins, pulmões, pele, língua, nervos e intestino.
A amiloidose secundária (AA) é observada em pessoas portadoras de doenças inflamatórias sem tratamento adequado por mais de uma década, especialmente doenças inflamatórias intestinais, artrite reumatóide, osteomielite, tuberculose, hanseníase e outras doenças.
A amiloidose hereditária é muito rara e ocorre quando uma mutação genética leva a produção de uma proteína amilóide. A identificação da proteína envolvida é importante para prever suas possíveis complicações, tratamento precoce e risco de transmissão para os filhos.
Sintomas
Em geral, a pessoa tem queixas antigas de fadiga, perda de peso, edema (inchaço) nas pernas e falta de ar antes do diagnóstico. Podem ainda apresentar sensibilidade diminuída nos dedos, diarréia, empachamento após alimentação, aumento na espessura da língua e tonturas ao se levantar.
O fígado costuma estar aumentado (hepatomegalia) pela deposição dos amilóides, mas isso raramente chega a prejudicar a sua função. Algumas vezes surge ascite, mas ela também está associada a insuficiência do coração e perda de (outras) proteínas pelos rins (síndrome nefrótica).
Diagnóstico
O diagnóstico é dificultado pela associação da amiloidose a diversas outras doenças e devido à grande diversidade de sintomas. O médico pode suspeitar da amiloidose quando vários órgãos tornam-se insuficientes ou quando um indivíduo apresenta sangramento fácil sem razão aparente.
Geralmente, o diagnóstico é estabelecido por meio do exame de uma pequena quantidade de gordura abdominal obtida com uma agulha inserida próxima à cicatriz umbilical. Alternativamente, o médico pode coletar uma amostra de tecido por meio da biópsia da pele, do reto, das gengivas, dos rins ou do fígado. O amilóide é identificado ao microscópio com o uso de colorações especiais.
Tratamento
Em casos selecionados, a quimioterapia seguida de transplante autólogo de células-tronco da medula óssea traz bons resultados.
Previna-se de cinco doenças típicas da gestação
Enjôos, vômitos, queimação, dores lombares, fraquezas, desmaios e salivação são alguns dos sintomas mais comuns relacionados ao início da gestação. Entretanto, no decorrer da gravidez, a mulher também pode sofrer com outros problemas de saúde, que precisam de cuidados e tratamentos especiais.
”Durante o período gestacional, a futura mamãe não deve se preocupar apenas com o bebê, mas também consigo mesma. Afinal, seu bem estar influencia diretamente no desenvolvimento saudável da criança. A mulher precisa estar atenta a todas as mudanças que ocorrem em seu corpo, além de cuidar de sua alimentação, atividade física e descanso”, explica a ginecologista Rosa Maria Neme.
“Como é um período de mudanças intensas no corpo, para evitar ou mesmo detectar qualquer problema de saúde. É primordial que a mulher faça o pré-natal, a fim de impedir qualquer complicação, pois muitas gestantes acabam desenvolvendo algumas doenças que são típicas da gestação, as quais podemos prevenir ou tratar precocemente”, afirma a médica.
Vulvovaginite
O que é: trata-se de uma manifestação inflamatória ou infecciosa do trato genital feminino inferior, região que envolve a vulva, a vagina e o colo uterino. A mais comum delas é a candidíase, causada pelo fungo Cândida albicans.
Principais sintomas: corrimento, dor ao urinar, coceira.
Por que surge na gravidez: “Devido à queda na imunidade da gestante, a cândida, que habitualmente vive no intestino e faz parte da flora vaginal normal, prolifera e passa para a vagina provocando a infecção”, explica a Dra. Rosa Maria Neme.
Como prevenir: higiene adequada e adoção de medidas que melhorem a imunidade, como atividade física e alimentação balanceada.
Tratamento: são prescritos cremes vaginais antifúngicos por até sete dias para aliviar o incômodo. Não há riscos para a mãe ou o bebê.
Cistite
O que é: infecção das vias urinárias.
Principais sintomas: desejo freqüente de urinar, sensação de ardor ao urinar, dor no baixo ventre, sangramento.
Por que surge na gravidez: a progesterona (hormônio predominante na gravidez) provoca uma dilatação das vias urinárias que impede a bexiga de se esvaziar completamente, favorecendo a infecção.
Como prevenir: ingestão de líquidos e não prender a urina.
Tratamento: o antibiótico é prescrito após exame de urina para identificar o agente responsável pela infecção. Se não for tratada rapidamente, esta doença pode atingir os rins (pielonefrite), provocar ruptura da bolsa ou até parto prematuro.
Pré-eclampsia
O que é: aumento da pressão arterial após o quinto mês de gestação (essa elevação é restrita à gravidez, após o parto a pressão volta ao normal).
Principais sintomas: inchaço, espuma na urina, dor de cabeça e de estômago, convulsão, dores abdominais, vista embaralhada.
Por que surge na gravidez: ainda não se sabe, mas está relacionada à presença da placenta.
Como prevenir: acompanhamento pré-natal, principalmente no final da gestação. Nos casos mais graves, que podem evoluir para a eclampsia, o médico pode antecipar o parto, pois há risco de morte para a mãe e o bebê;
Tratamento: repouso, controle da pressão arterial, medicamento e dieta com pouco sal.
Diabetes gestacional
O que é: alteração nas taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gestação. Pode persistir ou não depois do nascimento do bebê.
Principais sintomas: sede, aumento na quantidade de urina, náusea, vômito, infecções freqüentes, visão embaçada.
Por que surge na gravidez: ainda não há um consenso. Dentre os fatores de risco estão histórico familiar de diabetes, obesidade ou excesso de peso na gravidez, um filho anterior com peso acima de 4 quilos ou deformação congênita, pré-eclampsia e idade avançada materna.
Como prevenir: controle do peso e exame de sangue.
Tratamento: dieta adequada e, eventualmente, injeções de insulina. “Quando descompensado, o diabetes gestacional pode antecipar o parto ou até mesmo provocar a morte do feto”, diz a especialista. O exame para detectar o diabetes gestacional deve ser feito entre a 24ª e a 28ª semana da gestação.
Anemia ferropriva
O que é: deficiência de ferro que interfere na formação de hemoglobina e glóbulos vermelhos.
Principais sintomas: fraqueza, palidez, falta de fôlego, sono excessivo.
Por que surge na gravidez: dieta inadequada, falta de reposição de ferro e diluição natural do sangue na gestação, dado ao aumento de retenção de líquido.
Como prevenir: suplementação de vitaminas e dieta balanceada, rica em agrião, espinafre, lentilha, feijão branco, frutas secas, gema de ovo, fígado, escarola, melão, abacate, entre outras fontes de ferro.
Tratamento: medicamento oral ou injetável à base de ferro e dieta balanceada.
Instituto Espaço de Vida alerta para a doença do gigantismo
Após a visita de Sultan Kosen ao Brasil, considerado o homem mais alto do mundo pelo Guiness Book, houve uma explosão de informações sobre a doença que o acometeu na infância: o gigantismo. Porém, Marcello Bronstein, endocrinologista e consultor do Instituto Espaço de Vida, adverte para a incidência dessa doença não só na fase de crescimento mas também na fase adulta.“Como a acromegalia é pouco conhecida, as pessoas tendem a demorar para reconhecer os sintomas, o que agrava o crescimento das extremidades do corpo e dificulta o diagnóstico precoce”, esclarece.
A acromegalia também é causada pelo excesso de produção do GH, porém seus principais sintomas são o aumento de mãos e pés, mandíbula, língua e ossos da face, dores articulares e de cabeça, diabetes, pressão alta e aumento de tireóide. Isso acontece porque na fase adulta as cartilagens já estão formadas, inativas, causando um aumento nas extremidades do corpo.
Bronstein explica que é muito importante atentar para alguns sintomas comuns do dia a dia que possam denunciar a doença e também promover qualidade de vida para quem já foi diagnosticado. “O que dificulta as pessoas perceberem que têm alguma disfunção são sinais que podem ser indícios de inúmeras doenças, como dores de cabeça e nas articulações, formigamento e até aumento de partes do corpo, caracterizados como inchaço, principalmente nas épocas de calor. É preciso sempre prestar atenção para perceber se estes sintomas são rotineiros ou não. A procura de informação precisa e de um especialista tem que ser a primeira atitude”.
Muitos fatores contribuem para que uma pessoa tenha problemas de crescimento, desde a herança genética até alterações na produção hormonal. Isso ocorre, na maioria dos casos, quando há algum tumor não-canceroso na hipófise, glândula que controla o crescimento, o metabolismo e a atividade reprodutiva normal, causando doenças como o gigantismo e também a acromegalia.
Serviço
O Instituto Espaço de Vida oferece em materiais de caráter educacional e informativo, com a intenção de melhorar o acesso a informações, orientar pacientes, familiares e a comunidade médica. Todas as informações são apresentadas por meio dos tópicos de saúde, que explicam desde o surgimento da enfermidade até seu tratamento, com vídeos exclusivos de especialistas para cada tema.
Doença "sem medo"
Cientistas americanos detectaram em uma mulher uma rara doença cerebral que faz com que não tema nada - nem uma serpente que se aproxima de seus filhos nem uma faca em seu pescoço. A mulher não experimenta a sensação de medo porque tem destruída a parte de seu cérebro em que os cientistas acreditam que esse sentimento seja gerado.
Nas últimas duas décadas, os cientistas acompanharam a mulher, identificada como SM, em busca de dados sobre sua condição que podem fornecer pistas para o tratamento do estresse pós-traumático, particularmente em soldados que retornam da guerra."É bastante surpreendente que ainda esteja viva", disse Justin Feinstein, cujo estude é publicado no jornal "Current Biology".
"A natureza do medo é a sobrevivência e a amídala cerebral nos ajuda a evitar as situações, as pessoas ou os objetos que colocam nossa vida em perigo", assegurou. "Ao perder sua amídala, SM perdeu também a sua capacidade de detectar e evitar o perigo".
Em lugar de medo, SM, cuja rara condição é conhecida como doença de Urbach-Wiethe, mostra um incontível sentimento de curiosidade. Para estudar suas reações, os pesquisadores a levaram a uma loja de animais exóticos cheia de aranhas e cobras, animais dos que havia dito repetidamente que "odeia" e tenta evitar.
Os cientistas ressaltaram que a mulher "nunca foi condenada por um delito, mas que foi vítimas de vários". Feinstein disse que espera que a experiência de SM possa ajudar a tratar pessoas com estresse pós-traumático, um problema comum entre soldados que retornaram do Iraque e do Afeganistão. "Suas vidas estão marcadas pelo medo, muitas vezes são incapazes inclusive de sair de suas casas devido à sempre presente sensação de perigo", disse.














Saúde da política