Dicas simples podem prevenir agravamento de doenças respiratórias
Muito comum nesta época do ano, a baixa umidade do ar pode desencadear uma série de complicações respiratórias e agravar doenças já existentes.
Doenças respiratórias: baixas temperaturas exigem cuidados elevado
O ar seco do inverno, somado à poluição, agrava as doenças típicas dessa época do ano. Tratar no momento certo ajuda a evitar complicações.
Dicas de como se prevenir das doenças respiratórias que aparecem no inverno
As mudanças nos hábitos de vida também contribuem para o aumento das doenças respiratórias.
Brasileiros são os mais conscientes na hora de largar o cigarro
Estima-se que no ano de 1989, 33% da população era fumante; hoje em dia, esse índice – embora ainda alto – caiu para aproximadamente 17%.
Reforço na hidratação nasal durante o outono
O tempo seco e frio causa piora da qualidade do ar e menor dissipação da poluição, o que leva ao ressecamento das vias respiratórias.
Como cuidar da saúde respiratória das crianças
Os pulmões são os responsáveis pela respiração, tornando possíveis as trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. Por isso, devemos tomar todos os cuidados possíveis ao longo da vida para não danificar estes órgãos, uma vez que estamos vulneráveis em todas as idades. Alguns cuidados devem ser tomados sempre, em qualquer fase da vida. Evitar o tabagismo ativo ou passivo é o principal deles. Mas também devemos estar atentos a qualquer sintoma diferente e manter as vacinas sempre em dia, seja na infância ou na fase adulta.
São os bebês, lactentes e pré-escolares os que necessitam de maiores cuidados com os pulmões. Os primeiros anos de vida são preciosos para desenvolver vários órgãos e sistemas e é preciso estar atento para evitar que os pequenos carreguem ou levem sequelas para a vida adulta.
“Esse é um dos motivos de ouro para cuidarmos muito bem do pulmão de nossos pequenos, pois os pulmões ainda vão crescer e ganhar espaço para as trocas gasosas, por isso é preciso cuidado extra nessa fase da vida”, explica. Marina Buarque de Almeida, diretora do Departamento de Pediatria da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
As mães devem propiciar aos bebês o melhor desenvolvimento possível nos primeiros meses para que o sistema imunológico, ainda inexperiente, possa se adaptar às novas fases da vida. O ideal é que, antes do nascimento, sejam tomadas algumas precauções para garantir um inicio de vida tranquilo.
Evitar a exposição ambiental nociva ao desenvolvimento pulmonar, como tabaco e poluição, e realizar um bom pré-natal, seguindo corretamente as recomendações do obstetra, são também importantes e podem evitar problemas. Após o nascimento, as dicas são o aleitamento materno por pelo menos 6 meses e tratar prontamente eventuais infecções respiratórias.
Crianças e adolescentes
Ainda nesta idade, muitos dos cuidados com a saúde dependem dos pais. No caso dos menores, que frequentam creches e escolinhas, a dica é manter a criança afastada em caso de infecções virais ou bacterianas pelo período orientado pelo médico, evitando a propagação da doença para outros alunos e professores.
“A criança em fase de convalescença fica mais suscetível a pegar novas infecções. Mesmo sendo bem cuidada, pode ter complicações como otites e sinusites. Outra situação que exige atenção é a catapora, pois ocorrem pequenos surtos em escolas, creches e berçários; essa infecção viral pode se complicar, tornando-se, por exemplo, uma pneumonia”, alerta dra. Marina.
Para as crianças em idade escolar, seguir o calendário de vacinas e manter um hábito de vida saudável, com prática esportiva adequada para a faixa etária, ajuda na prevenção. No caso dos adolescentes, a dica é alertar sobre os riscos do tabagismo.
Principais doenças
Recém-nascidos
As principais doenças dizem respeito a complicações de prematuridade, como a displasia broncopulmonar (um distúrbio pulmonar crônico), pneumonias e desconforto respiratório adaptativo. Após os 28 dias de vida - bronquiolite, pneumonia, sibilância recorrente e tuberculose são as mais comuns.
Crianças
Na idade pré-escolar e escolar, asma e pneumonia. As mesmas podem acometer os adolescentes, também diagnosticados não raramente com tuberculose.
Adultos e idosos
Asma, pneumonia e DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que diminui a capacidade respiratória) são as principais. É importante que o médico seja procurado ao primeiro sinal das doenças respiratórias, para que o diagnóstico seja feito precocemente, aumentando as chances de um resultado positivo no tratamento.
Cardiologista comenta desmaio durante sessão do filme “127 horas”
O filme “127 Horas” que narra à história real do alpinista americano Aron Ralston e com seis indicações ao [Oscar], tem movimentado os hospitais australianos. Isso porque a cena em que o alpinista arranca o próprio braço para se livrar da rocha na qual ficou preso por mais de cinco dias, tem provocado desmaios em muitos expectadores.
”Esse tipo de reação é o que chamamos de síncope vaso-vagal, um dos tipos mais comuns de desmaio. Trata-se de resposta exagerada do organismo a uma situação de estresse (ver sangue, ambientes aglomerados e quentes, dor, medo), desidratação ou postura em pé, levando a uma súbita baixa da pressão arterial e frequência cardíaca mais lenta”, explica Paola Smanio, cardiologista do Fleury Medicina e Saúde.
A especialista alerta que turvação visual, suor frio, náuseas e tontura são sintomas prévios deste tipo de desmaio, que pode ser evitado se, ao perceber tais sinais, a pessoa ficar deitada em repouso. No entanto, se o indivíduo nunca teve esse tipo de reação anteriormente, é importante consultar um médico.
“No caso de pessoas sem histórico de doenças cardíacas, é possível diagnosticar a causa do desmaio por meio do TILT teste ou teste de inclinação, que é um método não invasivo disponível na área da cardiologia. Esse exame permite identificar se a causa da síncope é a hipotensão postural ou a ortostática”, esclarece a cardiologista.
Ar-condicionado pode acarretar problemas de saúde
Para fugir do calor intenso, muitos recorrem aos sistemas condicionadores de ar, seja no trabalho, no carro ou até mesmo em casa. O ambiente fica fresco e agradável, porém, diversas complicações podem surgir, caso certas precauções para o uso adequado não sejam devidamente tomadas.
Um alerta relevante vem de Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Ele explica que o ar-condicionado faz com que importantes regiões do pulmão fiquem ressecadas.“A mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por expulsar bactérias, fungos e vírus que adentram em nosso organismo pelo ar que respiramos. Como há o ressecamento da região, a chance de se contrair infecções aumenta”.
O filtro dos ares-condicionados não consegue reter todas as impurezas existentes, que se acumulam nos ductos e fazem com que a circulação de ar prejudique a saúde de quem está exposto ao aparelho.
Assim, é extremamente necessário que o ar-condicionado seja higienizado e seu filtro trocado periodicamente. “Este é o principal desencadeador de doenças respiratórias: a falta de limpeza. Para pessoas que já apresentam quadros de bronquite, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, os riscos são ainda maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo pneumonia”.
O ideal é evitar ao máximo a longa permanência em locais com grandes conglomerados de pessoas, onde existe uma enorme troca de infecções virais. Quando não há jeito, a melhor forma de se prevenir é através de hidratação. É essencial beber muita água e umidificar bem as vias aéreas nasais com soro fisiológico, que lava e higieniza completamente.
A depender do caso, uma medida mais extrema ainda pode ser tomada. “Para alguns pacientes, como portadores de asma ou DPOC que estão sujeitos a passar por uma crise a qualquer momento, é indicada a aplicação de vacina contra pneumonia para aumentar a imunidade, principalmente em pessoas com mais de 50 anos”, comenta o Milinavicius.
Limpeza
Conforme o especialista, não só o filtro do ar-condicionado deve ser higienizado, mas também os ductos internos, pois é lá que bactérias e resquícios de água ficam alojados.
A limpeza é normalmente realizada a cada três meses e, a cada seis, deve-se trocá-lo. O mesmo serve para o ar-condicionado de carros, porém, o parâmetro para troca é de 5 mil a 10 mil quilômetros rodados, o que dá aproximadamente um ano.
“É preciso ressaltar a real necessidade de uma manutenção frequente desses aparelhos, pois normalmente as pessoas se esquecem de fazê-lo ou deixam para depois, o que resulta em um desconforto geral e constante”.
Hidratação nasal é fundamental para proteger vias respiratórias
Quando o clima esquenta, as pessoas permanecem por diversas horas em ambientes com equipamentos de ar condicionado que, além de retirarem a umidade do ar, podem não ter a correta manutenção, com substituição dos filtros responsáveis por garantir a qualidade do ar. Uma das conseqüências mais conhecidas e graves desta exposição é o aumento do número de pessoas sofrendo com doenças respiratórias, inclusive com internações hospitalares.
“Os aparelhos, além de resfriarem o ambiente, se não tiverem manutenção correta juntam em seus filtros ácaros, bactérias, esporos, fungos, algas e outros poluentes, aos quais as pessoas ficam expostas diariamente”, afirma a doutora Maura Neves, otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).
O nariz é a primeira linha de defesa do sistema respiratório contra a entrada dos agentes agressores, executando várias funções como umidificação, aquecimento, filtragem do ar inspirado e transporte mucociliar. Suas funções são afetadas por diversos fatores como poluição atmosférica, temperatura e umidade do ar, anatomia e volume da cavidade nasal, distribuição de fluxo sanguíneo, estresse emocional e tabagismo, que alteram a mucosa nasal, provocando ressecamento e, em alguns casos, congestão nasal.
Essa desidratação nasal resulta na redução da frequência do batimento ciliar (aquela fina camada de cílios microscópicos da parte interna do nariz) e compromete a filtragem das partículas poluidoras, que entram no organismo e podem causar infecções respiratórias, intensificar crises de asma e até mesmo provocar lesões pulmonares.
Ressecamento
Proteger o nariz do ressecamento, mesmo freqüentando ambientes com ar condicionado, contudo, é possível. Medidas simples como manter uma bacia de água no local e beber bastante água ao longo do dia podem ajudar.
Quando o desconforto nas narinas já existe, o gel nasal a base de cloreto de sódio 4,5 mg/g, comercializado com o nome de Maxidrate, pela Lbbs, que previne a piora do quadro clínico de pacientes alérgicos com rinite. Por reidratar a mucosa, o medicamento age age sobre a diminuição da freqüência dos batimentos mucociliares de forma a garantir uma boa movimentação dos cílios nasais, que filtram a entrada do ar no organismo. O produto alivia a sensação de ressecamento causado pela exposição ao ar-condicionado e também previne possíveis sangramentos.
Hidratação nasal é fundamental para proteger vias respiratórias
Atualmente, a maioria das pessoas permanece por diversas horas em ambientes com equipamentos de ar condicionado que, além de retirarem a umidade do ar, podem não ter a correta manutenção, com substituição dos filtros responsáveis por garantir a qualidade do ar em edifícios, fábricas, automóveis e aviões, entre outros locais. Uma das conseqüências mais conhecidas e graves desta exposição é o aumento do número de pessoas sofrendo com doenças respiratórias, inclusive com internações hospitalares.
“Os aparelhos, além de resfriarem o ambiente, se não tiverem manutenção correta juntam em seus filtros ácaros, bactérias, esporos, fungos, algas e outros poluentes, aos quais as pessoas ficam expostas diariamente”, afirma Maura Neves, otorrinolaringologista do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP).
O nariz é a primeira linha de defesa do sistema respiratório contra a entrada dos agentes agressores, executando várias funções como umidificação, aquecimento, filtragem do ar inspirado e transporte mucociliar. Suas funções são afetadas por diversos fatores como poluição atmosférica, temperatura e umidade do ar, anatomia e volume da cavidade nasal, distribuição de fluxo sanguíneo, estresse emocional e tabagismo, que alteram a mucosa nasal, provocando ressecamento e, em alguns casos, congestão nasal.
Essa desidratação nasal resulta na redução da frequência do batimento ciliar (aquela fina camada de cílios microscópicos da parte interna do nariz) e compromete a filtragem das partículas poluidoras, que entram no organismo e podem causar infecções respiratórias, intensificar crises de asma e até mesmo provocar lesões pulmonares.
“A questão é que, em geral, as pessoas não dão a devida importância à irritação nas narinas, a sensação de ressecamento da mucosa nasal ou a pequenos sangramentos do nariz, que podem ser resultado de horas de exposição à poluição e ao ar condicionado. Mas é preciso dar atenção a estes sintomas e cuidar da hidratação nasal, que garante o funcionamento adequado das vias aéreas superiores e impede as partículas poluentes de prejudicarem o sistema respiratório como um todo”, reforça Maura, ao comparar a necessidade de manter a mucosa nasal hidratada aos cuidados que a população deve ter com a proteção solar.














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