Laser desenvolvido por empresa de São Carlos reduz pela metade tempo de recuperação de atletas
Tecnologia é resultado de parceria entre o Instituto de Física da USP (IFSC) e a MMOptics; equipamento será testado em breve por um grande time do futebol paulista.
Hospital francês testa radiação para operar lesões no cérebro
O hospital francês Pitié-Salpétrière, em Paris, começou a usar uma técnica minimamente invasiva para operar o cérebro dos pacientes sem abrir o crânio.
Toda modalidade esportiva traz riscos de lesões?
Cuidado com os riscos de lesões no carnaval
Os cuidados para um Carnaval sadio vão além da hidratação, da alimentação adequada, do baixo consumo de bebidas alcoólicas e da proteção contra doenças sexualmente transmissíveis. É época de cuidar também do corpo para evitar desgastes físicos que possam causar lesões musculares.
Carnaval é um dos períodos do ano em que as lesões se tornam mais freqüentes. É o que garante o Fisioterapeuta da Clínica Corpo Equilíbrio, Vidigal Gasparini. Segundo o fisioterapeuta, as lesões que mais atingem os foliões são torções de tornozelos, joelhos e dores musculares e articulares causadas pela sobrecarga física. Que o Carnaval é uma verdadeira maratona, ninguém duvida. Por isso alguns cuidados são necessários para se preparar para cair no samba.
“Pessoas com sobrepeso, sedentárias e que já apresentam alterações musculares são o grupo de maior risco para lesões, e por este motivo, exigem cuidados especiais”, declara o fisioterapeuta Mauro Pedroni Júnior, que dirige a Fisioclínica Londrina no Paraná. Outro item que passa desapercebido na maior parte das vezes, é a escolha do sapato ideal. “Saltos altos ou rasteirinhas não são indicados,” afirma Pedroni. O salto alto aumenta o risco de lesões nos pés e tornozelos, além de provocar dores e tensões na região dos pés.
“Para evitar as lesões, são necessários exercícios de alongamento, força e resistência”, declara Gasparini. Pedalar, nadar, caminhar, praticar aulas de Pilates e Hidroginástica são ideais para se preparar para cair na avenida em boa forma e com muito fôlego.
Para quem vai desfilar na avenida, é preciso muita atenção com a coluna, devido ao peso das fantasias e dos instrumentos musicais e esforço físico para empurrar os carros alegóricos. “O mais importante é alongar a musculatura antes do desfile para evitar inflamações na região lombar e em outras áreas do corpo”, declara o fisioterapeuta Pedroni.
Como aproveitar o carnaval com saúde
Dicas de especialistas da Beneficência Portuguesa de São Paulo alertam para cuidados ortopédicos, cardiológicos e nutricionais, para que a festa não resulte em efeitos colaterais desagradáveis.
O cardiologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, José Marcos de Gois, recomenda que os foliões passem por uma avaliação médica antes de desfilar na avenida ou curtir a farra. A atividade mais intensa, a animação, o calor e a ingestão de bebidas alcoólicas podem ser combinações perigosas para quem sofre de hipertensão e outros problemas vasculares.
O ortopedista da Instituição, Waldo Lino Junior, destaca que o Carnaval hoje em dia é praticamente uma maratona esportiva. “O ideal é começar a se exercitar alguns meses antes da festa para aumentar a resistência do corpo", explica. Para os dias de festas, a recomendação é alongar os membros inferiores e superiores antes de sair, uma forma de evitar as desagradáveis dores musculares nos dias seguintes.
O calçado mais recomendado para as atividades são tênis com amortecedores apropriados. "O salto alto para esse tipo de atividade pode causar dores na coluna e aumentar o risco de quedas, torções nos joelhos e tornozelos", explica o ortopedista. E se o folião cair deve colocar gelo no local da contusão e procurar ajuda médica imediatamente, mesmo que não haja um machucado aparente. "Às vezes, o trauma pode ser interno e nesse caso serão necessários exames para identificar o problema", reforça Lino.
Atentar para a alimentação também é importante para evitar sustos antes e depois das festas. Segundo a nutricionista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e do GANEP, Gabrielle Carrassini, o ideal é manter uma alimentação leve e não ficar muitas horas sem comer. "Alimentos mais pesados como frituras, carnes vermelhas e massas não combinam com a ingestão de bebidas alcoólicas", afirma a especialista.
Uma importante dica é manter a hidratação do corpo. O calor, a atividade física e a ingestão de álcool fazem o organismo perder líquidos, portanto, os cuidados com a hidratação são indispensáveis para garantir a diversão. Se mesmo assim pintar aquela ressaca e mal estar no dia seguinte, a dica da nutricionista é restringir a alimentação a um cardápio leve composta por frutas e saladas, além de bastante líquido. O consumo de sucos de melão, abacaxi e água de coco é eficiente para recompor os eletrólitos e sais minerais no dia seguinte. Essa variedade de sucos também ajuda a melhorar o mal estar e preparar o corpo para mais um dia de festa.
A recomendação mais destacada pelos especialistas é realmente aproveitar o Carnaval com moderação e não ultrapassar os limites do corpo. "Devemos perceber os sinais de cansaço e parar para descansar quando necessário. Cada um tem os seus limites e o cansaço aumenta o risco de acidentes", destaca Gois. Sem exageros e seguindo essas dicas, seu Carnaval tem tudo para ser uma festa saudável e divertida.
Dor do crescimento pode estar ligada a atividade física
A prática de esportes é uma atividade que traz diversos benefícios ao organismo. Para crianças e adolescentes, realizar atividade esportiva combate a ociosidade, aumenta a resistência a doenças e ajuda no controle do peso. Além disso, estimula o contato com outras crianças, cria espírito de equipe e aumenta a autoestima. Porém, a prática de atividades esportivas na infância, de forma incorreta, pode também trazer complicações às crianças.
Não é raro crianças entre sete e doze anos apresentarem dores no corpo por praticarem atividade física de maneira inadequada. Segundo o Alberto Tesconi Croci, ortopedista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a "dor do crescimento", que costumar aparecer em crianças nessa faixa etária, pode estar relacionada a alguma disfunção mecânica do corpo, que é mais recorrente em crianças que praticam atividades esportivas não recomendadas para sua idade. O especialista esclarece quais são os esportes e atividades indicadas para cada faixa etária.
Antes dos sete anos, o sistema neuromuscular da criança não está completamente desenvolvido. Isso significa que ela ainda não tem coordenação motora suficiente para realizar uma atividade esportiva competitiva. Neste caso, a prática de esportes deve ser feita apenas em caráter recreativo. Atividades que exijam muita coordenação motora podem prejudicar a criança de duas formas: na parte muscular e estrutural.
Como o seu sistema neuromuscular não está completo, as quedas e lesões são mais frequentes. Já na parte estrutural, os ossos ainda estão frágeis e a criança pode sofrer fraturas mais facilmente. "A natação é o esporte mais indicado nessa idade. Além de aumentar a capacidade respiratória, oferece menos impacto e riscos de acidente. A criança também pode jogar futebol ou basquete, mas as atividades devem ser realizadas apenas como brincadeiras, não como uma obrigação", ressalta o ortopedista.
Entre os sete e os doze anos de idade, quando ocorre a formação completa do sistema neuromuscular e da capacidade motora, a criança já está preparada para realizar outros esportes como judô, ginástica olímpica ou vôlei. Porém, ainda como caráter recreativo e de preferência com acompanhamento de um profissional. Esportes de carga, impacto ou de fortalecimento muscular não devem ser praticados.
Segundo o especialista, a prática desse tipo de atividade em tal faixa etária pode levar a deformação dos ossos da criança, principalmente dos membros inferiores, podendo gerar lesões musculares. Como consequência, as crianças passam a sofrer mais quedas, estiramentos nos joelhos, bacia ou coluna. "É como se o cérebro não reconhecesse que a criança cresceu, ela fica mais descoordenada e sofre mais quedas", explica o especialista. É neste período que costuma acontecer a "dor do crescimento". A natação continua sendo a melhor opção de esporte para tal cenário.
Vale lembrar que é sempre importante observar se a criança não apresenta disfunções ortopédicas desde pequena. "Os pais precisam observar se a criança começa a andar com o joelho pra dentro ou pra fora, com a coluna encurvada, por exemplo, e procurar uma avaliação médica especializada", alerta o ortopedista. Os problemas identificados precocemente podem ser tratados e até mesmo revertidos. Por isso, vale acompanhar com atenção o esporte que os pequenos estão praticando em casa ou na escola.
Alongamento antes de corrida não evita lesões nos músculos
Uma pesquisa com 3.000 voluntários nos EUA mostra que o alongamento não protege contra lesões. Daniel Pereles, da Universidade George Washington, pediu a metade dos corredores que participaram do estudo que se alongassem por até cinco minutos antes da atividade. A outra metade correu sem se alongar.
Nos dois grupos, cujos integrantes corriam ao menos 16 km por semana, a proporção de atletas que sofreu lesões foi similar: 16%. O estudo, que durou três meses, foi divulgado na semana passada em reunião da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos.
O fator de risco mais importante foram lesões crônicas ou recentes e excesso de peso. Depois disso, o maior problema foi a mudança de rotina. Quem já se alongava teve mais lesões se estava no grupo designado a não fazer alongamento, e vice-versa.
Exames de imagem são fundamentais no diagnóstico e na reabilitação para o esporte
O número de lesões do esporte cresce na mesma medida em que mais e mais pessoas decidem abandonar o sedentarismo e se dedicar à prática de atividades físicas. Após uma avaliação física, realizada por um ortopedista, os exames de imagem são fundamentais não só para o diagnóstico inicial, como para a fase de reabilitação. “Ao graduar as lesões, é possível determinar o tratamento mais adequado e estimar o tempo de retorno ao esporte”, diz o doutor João Carlos Rodrigues, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.
Rodrigues afirma que o número de lesões poderia ser reduzido se as pessoas reparassem que o sistema musculoesquelético tem adaptação mais lenta em relação à adaptação do sistema cardiorrespiratório. “Depois de algumas semanas de exercícios, o atleta está bem disposto e animado para intensificar o treinamento – ou com mais carga, ou com mais repetições. Só que o sistema musculoesquelético responde mais lentamente e ainda não está pronto para aumentos significativos de intensidade de treinos. Conclusão: tendões, músculos e ossos se tornam mais vulneráveis a lesões como estiramentos, tendinites e fraturas por estresse. Aumentos graduais nos treinos, orientados por profissionais do esporte, podem prevenir lesões nessa fase”.
Na opinião do médico, exames de imagem como o raio-X, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a cintilografia óssea podem ser extremamente úteis – quando analisados por profissionais experientes – para confirmar o grau da lesão e definir o tempo de recuperação do paciente.
“Por sua alta resolução, sensibilidade a líquidos e diferenciação dos tecidos, a ressonância magnética tem papel importante no diagnóstico e graduação das lesões. Já a ultrassonografia é importante para diagnosticar cistos que se formam quando os hematomas resultantes da rotura muscular não são completamente absorvidos pelo organismo, impedindo o fechamento da fenda muscular. Nesses casos, o exame também guiará o procedimento de esvaziamento por agulha”, diz Rodrigues.
Lesão
De acordo com Rodrigues, em lesões por estresse é comum o atleta questionar o tempo de afastamento das atividades. Mesmo que a dor seja um parâmetro clínico fundamental, podem restar dúvidas quanto à total recuperação do paciente.
“Geralmente, o tempo de desaparecimento da dor é menor do que o tempo necessário de resguardo. Em casos de lesão na tíbia, por exemplo, a ressonância magnética classifica a lesão em grau 1 (mais leve), 2 ou 3. O menor tempo de afastamento dos esportes, nesse caso, é de quatro semanas. Já quando há traço de fratura na tíbia, a recuperação pode levar até seis semanas. Quando retorna precocemente ao esporte, o atleta fica mais suscetível a novas lesões, até mais graves”.
Pesquisa revela que as mãos são as mais afetadas nos acidentes
Uma pesquisa revelou que as lesões e as fraturas das mãos são as mais comuns em casos de acidentes de trabalho e trânsito. O que pouca gente sabe é que, na maioria dos casos, o paciente não é totalmente reabilitado por falta de conhecimento técnico dos profissionais que não fazem o encaminhamento dos acidentados para os serviços especializados de fisioterapia imediatamente após o procedimento cirúrgico. Isso implica em danos pessoais, sociais, econômicos e judiciais. O estudo foi feito pela fisioterapeuta Neuseli Lamari, responsável pelo Ambulatório do Membro Superior do Hospital de Base de Rio Preto e coordenadora do Curso de Aprimoramento em Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp).
A mão é a parte do corpo onde ocorrem maior incidência de lesões por ser utilizado na maioria das atividades. Desta forma, ficando mais exposta aos riscos de acidentes e doenças ocupacionais. De acordo com a literatura científica e a prática clínica diária, há falta de profissionais médicos e fisioterapeutas especializados para essa clientela. Condição que pode justificar a evolução para complicações como deficiência física permanente, aposentadorias e gastos indevidos, e medidas tomadas tardiamente podem acarretar outros graves problemas ao paciente, tanto de ordem fisiológica como psicológica. “A reabilitação funcional deve ser iniciada logo após a cirurgia, pois não bastam ligar estruturas, elas precisam funcionar”, explica.
O estudo revelou que as lesões de membro superior (mão, ombro e cotovelo) representam 20% dos acidentes atendidos em serviços de emergência. Desse total, a maioria dos atendidos é composta por homens em faixa etária produtiva que sofreram acidente de trabalho ou de trânsito, listados como os mais frequentes. As fraturas são as mais frequentes com 30% dos casos, seguidas pelas lesões dos tendões flexores e nervos com 20% do total dos casos.
Em 2007, o número de acidentes de trabalho registrados pela Previdência Social atingiu 688,7 mil acidentes. Desses, 271,3 mil correspondem aos acidentes envolvendo as mãos e os dedos. Os dados são bastante elevados, sabendo-se ainda que muitos casos não chegam a ser notificados pelas empresas ou por informalidade no trabalho.
Segundo a fisioterapeuta, vários motivos podem provocar lesões traumáticas nas mãos, como os socos em portas de vidro associados ao consumo de álcool, os lançamentos de fogos de artifício, agressões, bem como os altos índices de acidentes de trânsito, que acarretam contusões, fraturas, queimaduras e sequelas sensitivas ou motoras, muitas delas com deficiências permanentes se não tratadas efetivamente.
Tratamentos específicos para lesões do joelho
O joelho é uma articulação composta pelos ossos da coxa (fêmur), da perna (tíbia) e da patela e todos esses ossos dependem de uma estrutura de suporte, como os ligamentos, a cápsula da articulação e os meniscos conforme explica o ortopedista Agnaldo Miranda, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, que afirma que toda esta estrutura está diretamente ligada à estabilidade.
Tal articulação é responsável pela dissipação das cargas de força da gravidade que desce pelo corpo – da cabeça aos pés – também é responsável pela sustentação de aproximadamente 70% da massa corporal e pelo sistema locomotor. Além de tantas funções, o joelho também funciona como uma "dobradiça" que realiza a extensão e flexão da perna sob a coxa, permitindo a locomoção.
Uma das estruturas dos joelhos, os meniscos, são composições em forma de disco, são dois em cada joelho, que tem a função de absorver os impactos permitindo que os ossos se articulem normalmente. As lesões meniscais ocorrem com mais frequência na adolescência, na terceira e quarta décadas de vida. Caso ocorra após a quinta década de vida, a patologia pode ser em razão de problemas reumatológicos.
Segundo o especialista o menisco pode ser acometido por rupturas parciais, totais e complexas. “A ruptura meniscal pode acontecer sozinha ou estar associada à ruptura de ligamento”, explica o médico. Os principais sintomas são dores, barulhos e estalo, além de limitações, pois o joelho não consegue se mover em todas as direções.
Nas lesões leves onde o paciente não sente nenhum sintoma, a cirurgia é dispensada. Mas se a dor for persistente será necessária a realização de uma artroscopia, para que o especialista analise as lesões. Durante o tratamento, a parte rompida do menisco pode ser retirada e a recuperação deverá ocorrer em até seis semanas. Em alguns casos, pode ser necessária a reconstrução de um ligamento do joelho, que ajudará na estabilização impedindo que haja uma movimentação anormal.
As lesões também podem atingir os ligamentos, estruturas que dão estabilidade à articulação, impedindo que os ossos saiam do lugar. Normalmente, essas lesões de ligamento ocorrem durante uma rotação brusca e os principais sintomas são dores fortes e espasmos musculares, porém pode ocorrer hemartrose - derramamento de sangue.
Outra lesão muito comum é o deslocamento de patela, normalmente uma causa de hemartrose. Neste caso é necessário verificar se houve trauma agudo do joelho. Atinge na maioria mulheres, na segunda década de vida. O tratamento será a base de imobilização, associada a exercícios para fortalecimento muscular e cirurgia se for necessário.














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