Operação Sorriso do Brasil vai realizar cirurgias gratuitas no Rio de Janeiro
Não é necessário fazer pré-inscrição para pleitear a cirurgia, apenas comparecer ao hospital nos dias indicados
Laser de alta potência auxilia o tratamento de canal
Não é raro ouvirmos entre conhecidos a famosa frase: vou ter que tratar um canal. Mas o que é um canal?
Maquiagem para os dentes
Tecnologia americana no Brasil é mais uma alternativa para quem precisa da prótese dentária removível.
Dor de cabeça: pode ser bruxismo
Hábito de ranger os dentes atinge quase 20% dos adultos e a maior prevalência está entre as mulheres.
SUS passa a oferecer novos tratamentos odontológicos
O Ministério da Saúde incluiu implantes e aparelhos ortodônticos no Programa Brasil Sorridente. Oferta depende da organização dos estados e municípios.
Dentistas apostam em prevenção para garantir Saúde Bucal na Infância
A proporção do número de crianças de 12 anos livres de cáries no Brasil aumentou de 31% para 44% nos últimos sete anos.
Dente de laboratório
Cientistas brasileiros fazem cópia fiel de dente humano. Eles já tinham desenvolvido coroas completas com dentina, esmalte, polpa e ligamento periodontal na mandíbula e no abdome de ratos.
Xerostomia prejudica a saúde bucal
A saliva pode ser uma vilã na boca da terceira idade. Isso porque, dependendo do PH, espessura e/ou a falta de saliva podem causar proliferação de bactérias e inflamações.
Próteses dentárias de alta precisão
Peças internas de próteses são confeccionadas com mais agilidade e permitem uma adaptação de quase 100%, proporcionando maior conforto para o paciente e melhor resultado estético. De acordo com a Simplan, após 48 horas em média, já é possível ter as estruturas internas da prótese prontas e iniciar a fabricação das partes visíveis da mesma com resinas especiais, ou dentes de porcelanas.
As estruturas internas apresentam agora uma adaptação próxima a 100% para colocação na boca do paciente. Estes são os principais benefícios da parceria entre a Simplan Implante Dentário e a empresa Cubo, que oferece iniciativas tecnológicas voltadas para o mercado de prótese odontológica. O acordo tem por objetivo alcançar maior qualidade no resultado final e devolver ao paciente o sorriso saudável e bonito.
“Na prática, a parceria consiste na utilização de um software de tecnologia computadorizada 3D que digitaliza a replica da boca do paciente, a partir da clássica moldagem feita durante a consulta. O computador reproduz assim com exatidão a fisiologia da boca para confeccionar as estruturas internas das próteses dentárias, com forma precisa tanto de dimensões quanto de formato”, explica o Diretor Técnico da Simplan Implante Dentário e cirurgião-dentista, Gabriel Lembo.
A imagem digitalizada é enviada via computador para o centro de fabricação da empresa Cubo, onde as peças são elaboradas, em metal ou zircônia. Depois de prontas, voltam ao laboratório da Simplan para receber um revestimento de resinas especiais ou de porcelana. “Com essa tecnologia, as peças se adaptam perfeitamente sobre a estrutura restante do dente ou sobre o implante, o que possibilita uma adaptação de 98%, sendo que com o procedimento tradicional de fabricação manual (que funciona como uma escultura artesanal) o grau de adaptação chega a 80%. E esta diferença traz vantagens significativas para o paciente”, finaliza.
Boa parte dos cirurgiões-dentistas prescreve antibióticos sem necessidade, diz especialista
A resolução 44/10 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a venda de antibióticos sem receita por profissionais habilitados, terá pouco impacto na área odontológica, caso os cirurgiões-dentistas continuem a prescrever estes medicamentos de forma abusiva. O alerta é de Eduardo Dias de Andrade, professor titular da Área de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (Unicamp) que falou [no múltimo dia29] sobre o “Uso de Antibióticos na prevenção ou tratamento das infecções bacterianas” no Congresso Internacional de Odontologia do Centenário, no Expo Center Norte, em São Paulo.
“No planejamento de uma cirurgia, em pacientes assintomáticos e imunocompetentes, muitos colegas, por insegurança ou medo, prescrevem antibióticos de forma profilática por sete ou até 10 dias para prevenir uma infecção da ferida cirúrgica. Na maioria das vezes, esse procedimento é desnecessário e inadequado. Se o profissional tomar as medidas corretas de assepsia e antissepsia e empregar técnicas cirúrgicas adequadas, o risco de infecção pós-operatória é muito baixo”, afirma Eduardo Dias de Andrade.
Em contrapartida, os efeitos adversos dos antibióticos podem ser mais danosos que a própria infecção. Os problemas gastrintestinais são os mais frequentes, como dor de estômago, náuseas e diarreia, mas também há risco de reações alérgicas, inclusive choque anafilático.
Medicamentos
A Anvisa restringiu a venda dos antibióticos, após a bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), também chamada de superbactéria, por ser resistente a quase todos os antibióticos disponíveis, ter contaminado centenas de pessoas em hospitais brasileiros. Em dezembro, só o Distrito Federal contabilizava 319 pessoas contaminadas. “Acho que a Anvisa demorou muito para tomar esta decisão”, ponderou Andrade. “Em outros países, esta é uma norma vigente há muito tempo”, complementa.
Segundo o professor, o cirurgião-dentista pode prescrever os antibióticos por duas razões distintas: para prevenir (uso profilático) ou tratar as infecções (uso curativo). Há situações nas quais o paciente precisa tomar antibióticos de forma profilática para evitar o risco de infecções em outros tecidos do organismo, como é o caso dos diabéticos.
Por outro lado, a prescrição de antibióticos para tratar as infecções bucais deve ser avaliada com muito cuidado. “A principal conduta no tratamento de uma infecção bucal é a intervenção local, por meio da drenagem de abscessos, instrumentação periodontal ou descontaminação do sistema de canais radiculares. É por a mão na massa. Os antibióticos são apenas coadjuvantes a estes procedimentos”, orienta Andrade.
Ele lastima que hoje boa parte dos cirurgiões-dentistas não sabe drenar abscessos. “Nas faculdades de Odontologia, não há pacientes suficientes para que todos os alunos aprendam a fazer este tipo de procedimento”, diz. Em sua opinião, os profissionais que atuam no Serviço Público são os mais capacitados para executar esta técnica, porque atendem muitos pacientes com este problema.
O professor da Unicamp ressalta que, quando o antibiótico for indicado como complemento da terapia local das infecções bucais agudas, a prescrição deve ser feita inicialmente pelo período de três dias. Antes de completar 72 horas de tratamento, o paciente deve retornar ao consultório para uma nova avaliação clínica. Com base nos achados, o profissional irá decidir pela manutenção ou suspensão do tratamento. Em média, a duração do tratamento é de cinco dias. Diferentemente, algumas doenças periodontais crônicas exigem uma duração maior de tratamento (sete dias ou mais), dependendo do antibiótico empregado.
Ele entende que a mudança de comportamento dos cirurgiões-dentistas com relação à prescrição de antibióticos só ocorrerá com a profunda mudança de conceitos nos cursos de graduação e pós-graduação.














Saúde da política