Governo pretende investir mais em medicamentos e vacinas
Os recursos irão financiar estudos sobre dengue, malária, câncer, aids e doenças crônicas não transmissíveis. O ministério decidiu enxugar o número de pesquisas consideradas prioritárias, de 838 para 151, que abordam 16 áreas. Do total, 40 pesquisas estão em andamento.
Foram lançados também a Plataforma Brasil e o Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec), programas que irão unificar os dados das pesquisas envolvendo testes em humanos. Com a plataforma, o pesquisador poderá acompanhar pela internet o andamento do projeto do qual participa até aprovação pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. Com o Rebec, primeiro banco para registro de ensaios clínicos em língua portuguesa, o pesquisador não terá mais de recorrer a banco de dados estrangeiros para registrar a pesquisa. O Rebec tem o aval da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com a unificação dos dados, a expectativa é que o tempo para autorização de uma pesquisa no país seja reduzido, solucionando uma das principais queixas da comunidade científica, dos institutos de pesquisa e dos laboratórios. Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o tempo que o Brasil leva para aprovar uma pesquisa clínica é três vezes maior do que o da maioria dos países que desenvolvem pesquisas nessa área. Nos Estados Unidos, na França e no Canadá, por exemplo, o prazo é três a quatro meses. Na Argentina, seis meses. No Brasil, entre dez e 14 meses, com base em dados de 2008.
Redução de risco de AVC
Estudo com ELIQUIS teve destaque no Congresso Europeu de Cardiologia (ESC) Fruto de uma parceria entre os laboratórios Bristol-Myers Squibb e Pfizer, o anticoagulante oral ELIQUIS (apixabana), indicado para evitar tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos submetidos à reposição eletiva (colocação de prótese) de joelho e quadril, mostrou resultados positivos no tratamento para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) ou embolia sistêmica em pacientes com fibrilação atrial (FA). Essa informação foi publicada no estudo clínico Aristotle divulgado no último Congresso Europeu de Cardiologia (ESC), em Paris, e publicado no New England Journal of Medicine.
O estudo - realizado em 18.201 pacientes com FA em 1.034 centros de 39 países – avaliou o ELIQUIS em comparação com o tratamento convencional com varfarina e demonstrou que as pessoas com fibrilação atrial (um tipo de arritmia cardíaca muito comum) quando tratadas com o medicamento pesquisado têm 21% menos chance de sofrer AVC do que aquelas que receberam o tratamento padrão.
Além disso, o ,medicamento produziu uma redução relativa de 31% do risco de hemorragia, especialmente no cérebro, e em 11% no risco de morte por qualquer motivo, sempre em comparação com o tratamento padrão.
O estudo clínico Aristotle durou quase dois anos, já está concluído e é classificado como fase 3*. Os laboratórios comemoram os resultados promissores do estudo envolvendo ELIQUIS (apixabana), que é um inibidor direto do fator de coagulação sanguínea denominado fator Xa e é administrado via oral.
Em julho deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou ELIQUIS para a prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) em cirurgias de artroplastia de joelho e quadril. Segundo dados da Universidade Estadual Paulista (UNESP), a incidência de tromboembolismo no Brasil é de 0,6 casos para cada mil habitantes, sendo a terceira doença cardiovascular mais frequente no mundo. Em segundo lugar está o AVC e, em primeiro, problemas de coração.
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