O "conceito" da nova iBalance é o seguinte: o ar poluído da cidade deixa o corpo carregado de íons positivos, provocando um desequilíbrio no metabolismo. Segundo a Oregon Scientific, que criou o produto, a faixa de metal da pulseira neutraliza o excesso desse tipo de íon, trazendo como benefícios menos fadiga e até um sono melhor.
A empresa, que produz equipamentos eletrônicos como laptops infantis e monitores cardíacos, tem sede na China, mas a pulseira foi desenvolvida no Japão. O certificado de eficácia também vem desse país, emitido por uma entidade chamada Associação Japonesa de Pesquisa e Aplicação de Íons.
"Durante a fabricação, a pulseira recebe uma carga de íons negativos, que são absorvidos pela pele", diz Carolina Sacramento, gerente de negócios da Oregon no Brasil. Para Leandro Tessler, professor de física da Unicamp, essa explicação não tem base científica.
A representante da empresa afirma que essa medida foi tomada para atender a regulamentação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a publicidade de efeitos terapêuticos não comprovados.

















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