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País terá laboratório público para análise química de cigarros

Escrito por Redação - Quinta-feira, 05 de Maio de 2011 - 13:31
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O Brasil terá o primeiro laboratório da América Latina para análise química de cigarros, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Só existem cinco laboratórios públicos desse gênero no mundo.

O centro de pesquisa, que será construído no Rio, está orçado em R$ 12 milhões, dos quais R$ 8,3 milhões já estão liberados. O laboratório deve ser aberto em dois anos, de acordo com Agenor Alves, diretor da Anvisa que supervisiona a área de tabaco. Duas máquinas que simulam o ato de fumar já foram compradas, por US$ 327 mil (cerca de R$ 520 mil).

O objetivo do laboratório é checar se as informações fornecidas pelos fabricantes de cigarro são verídicas. Hoje, as empresas informam que ingredientes há em seus cigarros a partir de análises feitas em laboratórios privados dos EUA, do Canadá e do Reino Unido. A tarefa de checagem é extremamente complexa porque o cigarro tem mais de 6.000 componentes tóxicos.

Um laboratório como o que o Brasil vai construir no Instituto Nacional de Tecnologia, na Ilha do Fundão, serviria para conferir se essa prática continua. As fábricas negam usar esses aditivos. Centros de pesquisa desse tipo já fizeram descobertas importantes sobre o fumo. Análises do Centro de Controle de Doenças, do governo dos EUA, revelaram que a concentração de nicotina no Marlboro vendido no mundo varia conforme a política de controle existente no país.

A ideia de criar um laboratório para fazer pesquisas sobre tabaco surgiu junto com a criação da Anvisa, em 1999.  O projeto original era cobrar pelo registro das marcas de cigarro e aplicar esse valor em pesquisas. O registro de cada marca custa R$ 100 mil por ano. A Souza Cruz e a Philip Morris, que dominam o mercado brasileiro, contestam a taxa na Justiça "alegam que ela é inconstitucional, mas depositam o valor em juízo”.

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