Hipersensibilidade aos sons prejudica convivência social
Intolerância a determinados sons ou intensidade de som afetam a qualidade de vida do indivíduo e deve ser tratada.
Instituto Movere inicia projeto de apadrinhamento para combate à obesidade infanto-juvenil
Com o objetivo de aprimorar o atendimento e oferecer todo o suporte necessário para as crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade de baixa renda atendidos pela instituição, o Instituto Movere procura parceiros para iniciar o projeto.
Segunda etapa da campanha contra Aids incentiva teste
O Ministério da Saúde deu início à segunda fase da campanha de prevenção à Aids. Antes do carnaval, o apelo era para o uso de preservativos. Agora, a pasta convoca todos para a realização do teste de detecção do HIV.
De acordo com o ministério, é importante lembrar que é preciso esperar 30 dias a contar da última relação sexual sem preservativo para fazer o exame. Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, antes desse período, não é possível detectar o HIV no organismo.
A recomendação para realizar o teste vale para pessoas que tiveram relação sexual desprotegida (inclusive sexo oral) e que fizeram uso de seringas ou agulhas compartilhadas. As mulheres que desejam engravidar também são aconselhadas a conhecer a condição sorológica, uma vez que a medida pode evitar a transmissão vertical do HIV (de mãe para filho).
Dados do ministério indicam que cerca de 630 mil pessoas vivem com o vírus da Aids no Brasil. Cerca de 255 mil delas não sabem do diagnóstico porque nunca fizeram o teste.
Serviço
Para informações sobre locais onde fazer o teste para detectar o HIV, basta acessar o site www.aids.gov.br/pagina/servicos-de-saude.
Revalidação do registro profissional
A diretoria recém-empossada da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), manifestou seu apoio à presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargadora Elisabeth Carvalho Nascimento, que suspendeu os efeitos de liminar que determinava o reconhecimento do curso de Medicina feito na Bolívia por dois brasileiros, decisão que impede igualmente o registro do diploma boliviano no Ministério da Educação.
A manifestação da SBOT lembra que há pouco mais de um mês o exame promovido pelo Governo Federal para revalidar diplomas de formados em Cuba, Bolívia, Argentina e México, foi um fracasso absoluto, pois apenas dois dos 628 inscritos lograram aprovação nos testes. Para a entidade, há uma verdadeira “indústria” de envio de estudantes que fracassam no vestibular brasileiro para faculdades no exterior qu
e não tem exame de seleção e cujo currículo não se equipara ao brasileiro.
“Há uma pressão política para revalidação do diploma conseguido no exterior”, afirma o presidente da SBOT, Osvandré Lech, “mas essa revalidação não apenas colocaria no mercado profissionais não capacitados devidamente, como seria um acinte contra os ortopedistas brasileiros que cursaram seis anos de Medicina em tempo integral, se sujeitaram à rigorosa Residência Médica, depois do que ainda foram avaliados durante três dias num exame acurado, para que pudessem conseguir o título de Ortopedista”.
Lech diz ainda: “A ofensa se estende também aos médicos regularmente formados nas nossas Universidades e, por fim, à população brasileira, que merece mais respeito. Não há falta de médicos no Brasil e sim uma má distribuição; uma das soluções é considerar a carreira de médico como responsabilidade do Estado, assim como é a do juiz, do delegado e do professor”.
A manifestação da SBOT foi endossada por toda a nova Diretoria, que tem como em sua plataforma a “Defesa Profissional, Científica e Institucional”. A direção executiva da SBOT é integrada por Osvandré Lech, Geraldo R. Motta Filho, Flavio Faloppa, Jorge dos Santos Silva, Marcelo T. Mercadante, Ney Coutinho P. Amaral, Adalberto Visco e Reginaldo Jesus-Garcia Filho.
Brinquedotecas no Hospital Sírio-Libanês
Uma delas é Ambulatório de Pediatria Social (APS), que atende crianças da comunidade de baixa renda do bairro da Bela Vista.A outra é o Abrace Seu Bairro, cujo objetivo é ampliar a abordagem de assistência em saúde, por meio da melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas.
Segundo turno: a briga ainda está fora do controle
(Aliás, vale o parêntese: foi a oposição que forçou o segundo turno ou o governo que o ofereceu com sua soberba e seus erros? A resposta correta a esta questão pode definir o segunda rodada. Há quem já esteja vendo uma inexplicável, injustificável euforia na oposição.)
Um dos efeitos do segundo turno, no território governista, foi alterar o jogo de forças na coordenação da campanha de Dilma. Formalmente, havia um conselho suprapartidário. Na prática, mandavam o presidente Lula e o PT com o trio Antonio Palocci, José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo, com pitacos de José Dirceu quando necessário em missões especiais.
Deu no que deu. Não importa as razões, mas forneceu argumentos aos outros partidos da aliança para reivindicarem mais direitos a palpites. Acomodou-se logo Ciro Gomes, em atenção ao PSB, ao bloco. Outros poderão vir, O PMDB permanece com suas mágoas. Porém, pragmático como é, o partido comandado pelo candidato a vice Michel Temer, prefere as sombras e resguardar-se para os embates maiores: a formação do poder, caso o favoritismo de Dilma se confirme no dia 31 de outubro.
Pois, foi neste ponto que o segundo turno foi o grande tropeço do grupo que mais perto cerca/cercava Dilma: tivesse a candidata de Lula levado a eleição no dia 3 de outubro, eles sairiam fortes o suficiente para ficar com o melhor controle do governo. As disputas, muitas em andamento seriam PT versus PT. Agora a vitória terá de ser dividida. Com profissionais experientes.
E que carregam um trunfo: nenhum ficaria minimamente envergonhado, nenhuma teria o menor rubor de pudor, de aderir ao adversário de hoje caso o favoritismo de Dilma mude de lado. O lema é: o melhor governo é sempre o próximo.
O PMDB e a garantia da governabilidade
José Marcio Mendonça
O comando peemedebista mostrou-se um tanto quanto (não se sabe bem nem o quanto nem o tanto) indignado com as notícias surgidas no meio da semana de que o partido, mesmo com o vice na chapa oficial de Dilma Rousseff, estaria já atirando um de seus sapatos para o barco oposicionista de José Serra. A história passou a circular depois que o PMDB do Rio Grande do Sul, com a neutralidade do candidato derrotado ao governo estadual, José Fogaça, e sem punição a possíveis dissidentes, decidiu recomendar o voto no candidato tucano.
O do Rio Grande não deve ser o único PMDB a marchar com o adversário de Dilma, embora oficialmente o partido seja parte integrante da aliança governista. Desde o primeiro turno, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul não seguem a aliança nacional. E outras “deserções” pode ser anotadas no segundo turno, mais ou menos abertas. Umas por injunções regionais outras por mágoa. No primeiro caso, está o peemedebismo de Jader Barbalho, no Pará. No segundo, o peemedebismo de Hélio Costa em Minas Gerais e de Geddel Vieira Lima na Bahia, ambos derrotados na corrida estadual e jogando a culpa por seu fracasso em Lula e Dilma.
De público, o comando nacional do PMDB que levou a sigla a apoiar Dilma em troco da vice e posições futuras no governo não dá sinais de que está fraquejando. Porém, não dá sinais de total engajamento no movimento do segundo turno. O PMDB pode até dizer que está no mesmo ritmo da campanha para a primeira rodada, pois foi pouco acionado pela campanha de Dilma, totalmente concentrada em Lula e no PT, e portanto está tudo igual. O PMD B estaria apenas dando seus recados para não perder espaços.
Porém, o partido de Temer não pode se queixar das “suspeitas” de que ele está com duas caras, suspeitas estas que já passam também pelas mentes oficiais. Desde o fim dos governos militares, quando chegou ao poder pela primeira vez com Tancredo Neves e pela interposta pessoa de José Sarney, o PMDB perdeu toda a embocadura oposicionista. Nunca mais passou mais de 15 minutos na oposição federal “e lá se vão 25 anos e sete governos” o do próprio Sarney e os de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso (duas vezes) e Lula (duas vezes).
Não será diferente com Dilma ou com Serra ? e é para isto que o PMDB se prepara, para ficar com um ou aderir ao outro, uma vez que a idéia de vitória no primeiro turno esvaiu-se e o segundo turno está um tanto quanto indefinido. Em qualquer situação o PMDB lá estará para, como ele gosta de classificar sua ação, como “garantia de governabilidade”. Um interessante eufemismo para a divisão de poder que o partido pretende. E este é o papel das aliança partidárias de um modo geral, de um lado ou de outro.
Já vimos que o voto partidário no Brasil é muito relativo ? o eleitor vota mais em pessoas. Os partidos e suas indicações influem pouco. Os bons serviços dos partidos mesmo se dão no Congresso. Desta vez, porém, tanto governo como oposição observam com interesse os movimentos do PMDB. Por uma razão: como as pesquisas estão indicando indefinição do eleitoral nesta altura da disputa e a curva de tendências aponta para uma eleição provavelmente muito apertada, é possível que o pender do PMDB possa influir. Por isso o partido está tão cheio de si neste instante.
Quanto ao futuro do comando partidário, ele também será definido no dia 31: vencendo Dilma, ficam os que estão, com Michel Temer, José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e companhia; vencendo Serra, vai para os dissidentes de Jarbas Vasconcelos, dos paulistas, dos catarinenses, dos gaúchos.
Com uns ou com outros, no entanto, o PMDB estará lá no dia 1.o de janeiro subindo a rampa do Palácio do Planalto.
Belo Horizonte definirá ações para o Projeto Vida no Trânsito
A reunião contará com representantes da prefeitura e de integrantes da Comissão Nacional do Projeto, formada por diversos ministérios, como os da Saúde e Cidades, além da Casa Civil e outras instituições. Também haverá participação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), instituição parceira na realização do Projeto.
Os objetivos da reunião são conhecer os pontos positivos e os principais problemas relacionados ao trânsito da cidade, selecionar prioridades locais e definir o planejamento de ações até 2012, quando terminará a primeira etapa do projeto – a segunda etapa irá até 2015. Neste período, a prefeitura deve desenvolver ações de prevenção de lesões e mortes no trânsito e de promoção da cultura de paz e segurança viária.
Projeto
O Projeto Vida no Trânsito terá duas etapas, sendo que a primeira começa este ano e se estende até 2012. Até lá, as cidades selecionadas devem desenvolver experiências bem-sucedidas relacionadas ao trânsito e que possam ser reproduzidas por outras cidades brasileiras. A segunda etapa acontecerá entre 2013 e 2015.
Os municípios selecionados deverão, no prazo de dois anos, planejar e implementar ações que reduzam as lesões e mortes provocadas pelo trânsito, bem como estruturar mecanismos de monitoramento e avaliação das atividades e dos resultados alcançados.
Para nortear o planejamento inicial das ações, foram eleitos dois fatores de risco prioritários, que devem nortear as medidas de prevenção: associação entre direção e bebida alcoólica, e o excesso ou inadequação da velocidade. Os municípios poderão agregar outros fatores de risco, de acordo com a realidade local.
A seleção e avaliação das capitais que integram o projeto incluíram critérios epidemiológicos e estruturais, como a alta prevalência de lesões e óbitos no tráfego urbano, fatores de risco como o consumo de álcool antes de dirigir e a precariedade da infraestrutura urbana, a exemplo da falta de faixa de pedestre. Também foram considerados critérios a municipalização do trânsito, a localização regional e o porte do município, entre outros.
Também foram incluídas nos critérios a existência de programas de prevenção no município e a capacidade técnica e operacional para o desenvolvimento das atividades. Além disso, durante as visitas de avaliação, feitas por um grupo interministerial, as prefeituras assumiram o compromisso político de dar prioridade às ações do Projeto.
População que pode “salvar vidas”
Em relação ao documento anterior (2005), as atuais diretrizes são mais simples e precisas na orientação do cidadão para atuar nesses eventos, diz Sérgio Timerman, cardiologista do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (Incor). “Essa preocupação indica claramente a grande importância que a população continua a ter como elo fundamental na sobrevida de pessoas acometidas de PCR, só que, agora, com maior ênfase na qualidade de vida futura e imediata do paciente”.
No atendimento médico-hospitalar, as novas Diretrizes Mundiais de Atendimento de PCR consagram a realização do cateterismo, com angioplastia (desobstrução da artéria) e implantação de stent, imediatamente após a parada cardiorrespiratória. E, em caso da presença de qualquer nível de dano neurológico, do emprego da hipotermia – técnica de diminuição controlada da temperatura do corpo, para recuperação de células e de tecidos danificados pela baixa oxigenação do sangue.
No que se refere à população, diz o documento, a orientação exata do número de compressões por minuto, com indicação precisa da profundidade da massagem, é determinante para o retorno da circulação espontânea do sangue e, por consequência, da sobrevivência com qualidade de vida. Estudos internacionais mostram que a sobrevida das vítimas de PCR pode chegar a 75% se a massagem cardíaca for realizada de maneira adequada e precoce, seguida de choque com desfibrilador, no prazo de três minutos desde a parada cardiorrespiratória.
As novas diretrizes recomendam ainda que somente pessoas treinadas em suporte básico de vida agreguem a ventilação pela boca a essa manobra básica de compressão torácica. Isso porque “ao se preocupar com a respiração ´boca a boca´, a pessoa não treinada diminui o número e a qualidade das compressões, o que não é adequado, já que são essas as manobras principais para a manutenção da vida em condições adequadas até que o socorro médico chegue”, explica.
A morte súbita de origem cardíaca é uma das principais causas de morte em todo mundo. No Brasil, aproximadamente 308 mil pessoas por ano sofrem desse mal. Recente pesquisa do Incor levantou que, a cada ano, 21 mil pessoas são vítimas de morte súbita na população da cidade de São Paulo – a maioria delas (90%) em decorrência de arritmia cardíaca.
A arritmia cardíaca decorre de problema no sistema elétrico do coração que descompassa os batimentos do músculo cardíaco a ponto de impedir o fluxo de sangue para o organismo. A partir de apenas três minutos sem sangue, as células dos diversos tecidos do corpo começam progressivamente a morrer, até tornar inviável a manutenção da vida.
Pesquisa mostra que psoríase é motivo de preconceito
Seguindo uma linha de pesquisas internacionais focadas em entender o estigma sofrido pelos portadores do problema, a Janssen-Cilag Farmacêutica desenvolveu uma pesquisa inédita sobre o tema. Entrevistadores do Ibope ouviram 602 pessoas de 8 capitais do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Salvador e Recife) a partir dos 20 anos. Os entrevistados opinaram com base em dois quadros de fotos que retratavam portadores de psoríase (não identificados) em dois estágios da doença: leve e moderada/grave. Os entrevistadores questionaram então, sobre situações do cotidiano, incluindo perguntas sobre relacionamentos interpessoais (afetivo, profissional ou de amizade) com pessoas portadoras de psoríase.
Cerca de 70% dos entrevistados demonstraram que teriam reações preconceituosas ao se deparar com pessoas com a doença e mais de 60% tiveram reações negativas ao ver fotos de pessoas com o problema. A maioria disse que evitaria contratar um profissional com psoríase para trabalhar em sua casa, ocupar uma posição gerencial ou ainda comer uma refeição preparada por ele. Já cerca de 80% dos entrevistados não namoraria alguém com a doença e nem entraria em uma piscina caso houvesse um portador de psoríase nela. A rejeição da população entrevistada mostrou-se ainda maior quando se trata de um estágio mais grave da doença, quando as placas atingem uma parte maior do corpo e são ainda mais difíceis de esconder por meio de roupa.
A pesquisa mostrou também que 2/3 dos entrevistados nunca ouviram falar sobre psoríase ou afirmaram que ela é rara, contagiosa e que tem cura. Esses resultados demonstram o grande desconhecimento da população brasileira com relação à doença que atinge até 3% da população mundial. “A falta de conhecimento sobre a doença leva ao subdiagnóstico. Muitos não sabem que a psoríase não é contagiosa e que tem tratamento”, afirma o dermatologista Artur Antonio Duarte, professor titular da Faculdade de Medicina de Santo Amaro e coordenador do Ambulatório de Imunobiológicos e Colagenoses da Unisa.














Saúde da política