Teste de sangue prevê sexo do embrião com precisão de 95%
Um exame de sangue simples é capaz de determinar, com precisão de 95%, se grávidas com sete semanas de gestação carregam um menino ou uma menina, mostra um novo estudo
Pró-Sangue agrega o conceito de mobilidade à doação de sangue
A Pró-Sangue incorporou a plataforma SMS nas suas ações de incentivo à doação de sangue.No final de abril, a Fundação firmou parceria com a operadora Vivo.
Faixa etária para doação de sangue é ampliada
Portaria 1.353, publicada no DOU de hoje, incentiva aumento das doações ao estender o número de possíveis voluntários e aprimorar triagem de candidatos.
Hoje é o Dia Mundial do Doador de Sangue
A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2004, com o objetivo de reconhecer o papel importante que essas pessoas têm na vida de milhões de pessoas que dependem de transfusão.
Pró-Sangue recebe 1ª rodada da Campanha Sangue Corinthiano de 2011
Nos próximos dia 19 e 20, acontece na Pró-Sangue a 1ª rodada da Campanha Sangue Corinthiano deste ano. Já na sua 7ª edição, a iniciativa se tornou um evento fixo no calendário corintiano. Comandada pelo doador Milton Oliveira, conta com o apoio do Sport Clube Corinthians Paulista. Trata-se de uma das campanhas mais expressivas realizadas na Pró-Sangue, que traz uma grande mobilização de doadores.As duas últimas edições do ano anterior trouxeram a presença massiva de mais de 1.000 candidatos em apenas três dias de evento, representando uma das maiores coletas do ano para a Fundação.
De caráter nacional, a Campanha Sangue Corinthiano pretende aliar a força e união da Torcida Corinthiana para conscientizar os torcedores sobre a importância da doação de sangue. A Organização Mundial da Saúde-OMS preconiza que 3% a 5% da população de um país seja doadora de sangue. Contudo, no Brasil esse número é de apenas 1,8%. Daí a necessidade de se mudar a mentalidade das pessoas.
Como é de costume, a base da campanha continua sendo no posto Clínicas. De qualquer modo, os postos Dante e Osasco também estão preparados para receber os adeptos da causa. Para participar da iniciativa, os candidatos não devem se esquecer de informar, na hora do cadastro, que vieram fazer sua doação para a Campanha Sangue Corinthiano (motivo de doação T023).
Serviço
Para doar sangue os candidatos devem estar em boas condições de saúde, vir alimentado, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 kg e trazer documento de identidade original com foto. Vale lembrar que é bom evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação, sendo que bebidas alcoólicas 12 horas antes. No mais, se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação. Mais informações podem ser obtidas no site da campanha: www.sanguecorinthiano.com.br.
Exame que prevê síndrome de Down é desenvolvido por pesquisadores
Mulheres gestantes poderão dentro em breve fazer um exame de sangue, em lugar de submeter-se a exames invasivos arriscados, para prever a probabilidade de seu bebê ter síndrome de Down, disseram cientistas no último domingo (6).
Em um estudo publicado no periódico "Nature Medicine", pesquisadores do Chipre disseram que um teste com 40 gestantes usando o exame, no qual é analisado o sangue da mãe para detectar diferenças de DNA entre a mãe e o feto, mostrou que o teste previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome.
Philippos Patsalis, diretor médico do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, que comandou o estudo, disse que os resultados são "muito instigantes" e que agora o experimento precisa ser testado em um estudo maior com cerca de mil gestações, mas que pode levar a mudanças em práticas clínicas dentro de dois anos.
A síndrome de Down é um distúrbio genético e ocorre em um de cada 700 bebês nascidos vivos em todo o mundo. O risco de ter um bebê com síndrome de Down - que ocorre quando uma criança tem três cópias do cromossomo 21, em vez das duas normais - aumenta com a idade da gestante. O risco incorrido quando a mãe tem 40 anos é 16 vezes maior que o de uma mãe de 25.
Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome de Down. O exame geralmente é realizado com 15 ou 16 semanas de gestação e exige a retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha oca no útero.
Como a amniocentese traz um pequeno risco de aborto espontâneo, cientistas vêm buscando maneiras menos invasivas de fazer exames para Down e outros potenciais problemas genéticos. O método de Patsalis aproveita as diferenças nos padrões de metilação do DNA - que são importantes para controlar os níveis de genes - entre a mãe e o feto.
Para isso, uma amostra pequena de sangue é retirada da mãe entre a 11ª e a 13ª semana da gestação, e a presença de cópias extras do cromossomo 21 no feto é detectada com a análise do sangue materno.
Ministério da Saúde incentiva doações de sangue no período do Carnaval
Nesta época de Carnaval, a exemplo do período de férias, os hemocentros brasileiros têm uma baixa significativa no estoque de sangue, em torno de 20% a 30%. Um dos motivos do afastamento dos doadores é a quantidade de festas carnavalescas que acontecem nos próximos dias em todo o país. Para manter os estoques abastecidos e garantir a assistência à população, o Ministério da Saúde incentiva a doação neste período.
Os hemocentros de todo o país funcionarão em horário comercial amanhã, sexta-feira (4), na segunda-feira (7) e retomam as suas atividades normais a partir do meio dia de quarta-feira (9).
“Nos períodos de férias e do carnaval, os doadores se afastam de suas atividades normais como a de doar. Por isso a necessidade de chamar a atenção dos voluntários para se programar para doar antes de ir para a folia”, lembra Guilherme Genovez, coordenador nacional de Sangue e Hemoderivados, do Ministério da Saúde.
Atualmente, no Brasil, são coletadas por ano - em média - 3,5 milhões de bolsas de sangue. Cada hemocentro do país tem sua própria capacidade de estoque e de atendimento aos voluntários. Como é vedada a comercialização de sangue (Lei 10.205, de 23 de março de 2001), é necessário que haja cada vez mais doadores compromissados e solidários para manter os estoques nos hemocentros dentro do padrão desejado.
Durante todo o ano, o Ministério da Saúde incentiva a doação de sangue. No período carnavalesco, é normal o aumento do pedido de bolsas de sangue por parte dos postos de coleta de sangue, muitas vezes devido ao aumento da ingestão de álcool, de acidentes de trânsito e da violência urbana. Anualmente, são realizas duas campanhas nacionais. A primeira acontece em junho, quando se comemora o Dia Internacional do Doador de Sangue. A segunda, em 25 de novembro, quando é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue.
Nestes momentos, se reforça a conscientização da população quanto à importância e os critérios para a doação de sangue. As campanhas são promovidas em parceria com todas as secretarias estaduais e municipais de saúde. “Essas iniciativas são essenciais, mas entendo que doar sangue é um gesto de solidariedade. É rápido e indolor”, afirma Guilherme Genovez.
Hoje, o país conta com 1,8% de doadores. De acordo com os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), para manter os estoques regulares é preciso de 1,5% a 3% da população doe regularmente. A maioria das doações, no Brasil, ocorre de forma espontânea. Em cada doação são retirados – em média – 450 mililitros de sangue. Quantidade que não afeta a saúde do doador e a sua recuperação é imediata após o ato.
Para doar:
- O voluntário deve procurar o hemocentro mais próximo;
- Cada candidato a doador precisa responder - com veracidade – o questionário de avaliação;
- O doador deve sentir-se bem;
- Ter entre 18 e 65 anos de idade;
- Ter peso acima de 50 quilos
- Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
- O voluntário não deve ter diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
- Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue (sífilis, AIDS, hepatite e doenças de chagas); mulheres grávidas ou amamentando; usuários de drogas e as pessoas que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual – sem uso de preservativo – não podem doar sangue.
Bancos de sangue: eficácia e precisão na triagem
Os avanços na biologia molecular apresentam soluções inquestionáveis para a ciência, de forma geral, impactando diretamente na otimização do diagnóstico de doenças graves e facilitando, por consequência, a indicação terapêutica. Um dos exemplos dessa modernização são os exames de amplificação de ácidos nucléicos, ou teste NAT como é conhecido na sigla em inglês. Sem dúvidas, uma grande revolução no que diz respeito à triagem de bolsas de sangue.
O teste reduz consideravelmente a janela imunológica de várias doenças, pois detecta fragmentos dos vírus ao invés de procurar pelos anticorpos criados pelo organismo humano, como seria feito por um exame de sorologia. Para os bancos de sangue, a sensibilidade de um sistema como esse é fundamental, pois os riscos de infecções são reduzidos a praticamente zero. No Brasil, por exemplo, o número de infecções em transfusões sanguíneas seria reduzido em vinte vezes caso o teste fosse aplicado nos bancos de sangue.
Pensando nesta problemática, a Roche lançou no Brasil, com registro desde 2008, o teste TaqScreen MPX , que utiliza a mesma tecnologia de ponta encontrada em países de primeiro mundo, como os Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Holanda.
Um dos aspectos importantes para a segurança das transfusões é a triagem completa para uma segurança total, detectando todas as variações virais que podem estar presentes no sangue. O teste TaqScreen MPX, utilizado na plataforma cobas s201, é a solução mais completa e segura em métodos moleculares para bancos de sangue, por conta da larga especificidade e sensibilidade no diagnóstico direto dos agentes que causam as enfermidades.
Pioneiro no Brasil, o teste já é utilizado em diversos pontos no país, além de outros 175 bancos de sangue no mundo todo garantindo, em um único teste, a melhor sensibilidade do mercado para a detecção do HIV-1 Grupo O e M, o HCV, o HBV e o HIV-2, cuja presença foi recentemente detectada no Brasil, como mostraram pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Assim, o teste cobre todos os alvos e subtipos exigidos pela RDC brasileira que normatiza a sorologia viral na triagem de sangue para HIV, HBV e HCV.
Para que a triagem seja mais rápida e precisa, a automação completa do processo NAT torna-se fundamental. Para implantação dessa tecnologia, não são necessárias grandes mudanças estruturais no laboratório, tampouco uso de outros materiais, como águas especiais ou produtos clorados. A flexibilidade do cobas s 201 e o teste TaqScreen permite a criação de um sistema totalmente adaptável às necessidades da rotina laboratorial. Essa é uma das razões para a utilização do sistema em larga escala, desde bancos de sangue até fábricas de plasma de todo o mundo.
Auto-hemoterapia não é reconhecida por especialistas
A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), frente a inúmeros questionamentos recebidos, tanto por parte de profissionais médicos como não médicos, relacionados à suposta prática hemoterápica denominada "auto-hemoterapia", em nota a imprensa esclarece que:
“A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia NÃO RECONHECE do ponto de vista científico o procedimento "auto-hemoterapia";
Não existe na literatura médica, tanto nacional quanto internacional, qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido tema;
Por não existirem informações científicas sobre o referido procedimento, são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações desta prática, podendo colocar em risco a saúde dos pacientes a ela submetidos;
Agrega-se a este parecer, a Resolução do Conselho Federal de Medicina- Resolução CFM no 1.499/98, que em seu artigo 1º, "Proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica".
De acordo com o diretor da associação, Dante Mário Langhi Jr., a auto-hemoterapia é adotada por leigos e é desaconselhada por, além de não ter nenhum benefício comprovado no campo da ciência, poder apresentar inúmeros riscos à saúde.
Langhi reforça que a hemoterapia, prática terapêutica exercida por médicos hematologistas e hemoterapeutas que utiliza componentes do sangue, nada tem a ver com a chamada “auto-hemoterapia”, procedimento que consiste na aplicação intramuscular do sangue do próprio paciente. "Deve-se tomar cuidado com o que se lê na Internet e procurar sempre um especialista para ter o tratamento adequado", relata.
Fábrica de hemoderivados: Associação de Médicos será ouvida
A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), formada por médicos e profissionais da área da saúde especializados em doenças do sangue, deverá ser consultada nas decisões do Governo Federal relativas à construção da fábrica de hemoderivados, na cidade pernambucana de Goiana.
A informação é do presidente da ABHH, Carmino Antonio de Souza, que no dia 28 de janeiro esteve reunido com o presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) vinculada ao Ministério da Saúde, Romulo Maciel Filho.
O presidente da ABHH disse que agora foi aberta a possibilidade de a instituição participar do Conselho Técnico da Hemobrás. O presidente da Hemobrás se comprometeu a apresentar, em detalhes, o projeto da nova fábrica no próximo dia 18 de março, durante reunião da diretoria da ABHH.
Segundo Souza, os médicos especialistas estão preocupados com vários aspectos relacionados à fábrica: a sua localização, distante dos centros fornecedores de plasma e consumidores de hemoderivados; as técnicas que serão adotadas para a produção; a capacidade de produção e de atualização tecnológica da nova unidade.
Maciel Filho adiantou que a primeira etapa da construção da nova fábrica está em andamento. Trata-se da câmara fria para processamento de 500 mil litros de plasma. A conclusão final da obra está prevista para o final de 2014. A Hemobrás deverá produzir além de quatro fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina. Será desenvolvida uma agenda comum de debates com a ABHH e com outras instituições como Anvisa, Universidades, Coordenação Nacional de Política do Sangue do Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais da Saúde, além de instituições de pacientes, entre outras.














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