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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011 - 14:23

Quando realizar uma cirurgia plástica?

Exames pré-operatórios, datas, hospitais, cuidados no pós-operatórios são fatores importantes no momento da escolha da intervenção

Publicado em Cirurgia Plástica

Insatisfação do paciente, defeitos estéticos ou funcionais decorrentes de uma primeira intervenção cirúrgica podem ser corrigidos com uma nova cirurgia plástica no nariz.

Publicado em Cirurgia Plástica

A lipoaspiração é uma técnica cirúrgica que consiste em retirar a gordura localizada de grandes áreas, por meio de cânulas de sucção, e tem como principal objetivo a redefinição do contorno corporal prejudicado pelos chamados “pneuzinhos”.

Mas, quando este problema se apresenta em pequenas áreas do corpo, será que vale a pena se submeter a uma cirurgia ou será que já existem técnicas mais modernas e atuais que ajudem a atenuar as ondulações e remoção dos excessos.

“Uma das técnicas que pode ser associada à lipoaspiração é o uso do laser invasivo ao procedimento, conhecida como Laserlipólise. Outro método é a Criolipólise, que trata o problema por meio do resfriamento da gordura corporal”, descreve a dermatologista Úrsula Metelmann, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Estas duas técnicas foram amplamente debatidas durante o XXIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, que aconteceu em Curitiba (PR).

Em entrevista, a dermatologista Ursula Metelmann, comenta sobre estes métodos de combater a gordura localizada e as diferenças entre os procedimentos, os benefícios e o que há de novo em cada um.

PACIENTES ONLINE - O que é Laserlipólise e Criolipólise? Quais as diferenças?
Úrsula Metelmann - Laserlipólise é um método invasivo de tratamento da gordura. Por meio do calor gerado por um a fibra óptica, a gordura é diretamente derretida. Os adipócitos destruídos são absorvidos pelo organismo ou o produto resultante pode ser lipoaspirado. Já a Criolipólise é uma técnica não-invasiva de tratamento e atua por meio do resfriamento da gordura corporal, destruição dos adipócitos e reabsorção pelo próprio organismo. Na Laserlipólise, a primeira característica é a destruição do adipócito por meio do calor emitido de forma direta por uma fibra óptica. A área a ser tratada é anestesiada localmente. A fibra óptica é introduzida no tecido e, por meio do calor produzido, rompe-se a membrana dos adipócitos, derretendo a gordura de forma uniforme. O aquecimento promovido é repassado à derme e promove o skin tightening (retração da pele), sendo também indicada para o tratamento das áreas flácidas. Sabemos que os comprimentos de onda de laser que vão de 975 nm a 1064nm, têm grande afinidade pela água e oxihemoglobina, auxiliando na coagulação dos vasos sanguíneos, diminuindo o sangramento. Quando a água é vaporizada, gera-se calor que promove retração da derme ou “skin tightening”, muito interessante em regiões como queixo duplo, abdome, face interna de coxas e braços.

POL – Existe o risco de queimaduras?
UM - Já a Criolipólise é um método não-invasivo, no qual se coloca um aparelho no formato de um copo pequeno ou ventosa sobre a pele para extrair o calor do corpo gradualmente, até que os níveis de gordura subcutânea sejam congelados. Como a epiderme permanece dentro de uma gama de temperaturas normais (e também é fundamentalmente mais resistente ao frio), a pele permanece intacta. As células adiposas são extremamente sensíveis ao frio, por isso, o congelamento intenso e localizado causa a perda de adipócitos, pois a baixa temperatura provoca a desagregação de gordura por danificar as células que murcham ao longo do tempo. Por este mecanismo, a gordura que ‘se solta’ será naturalmente metabolizada pelo sistema linfático.

POL - O que realmente elas tratam?
UM - Áreas de gordura localizada e de lipodistrofia ginóide (celulite). Esses tratamentos destinam-se a redução de acúmulos localizados de gordura. Não servem, portanto para o tratamento da obesidade. A Laserlipólise pode ser realizada em áreas maiores, mas com a recomendação de que seja feita em centro cirúrgico sob anestesia local, com sedação controlada por anestesiologista. Nesses casos pode ser usada também a técnica de lipoaspiração, concomitantemente ao laser para remoção de maiores quantidades de gordura.

POL - Em quais casos deve-se optar por uma ou pela outra técnica? Existe um perfil clínico mais indicado para cada método?
UM - A Laserlipólise deve ser escolhida nos casos onde existe flacidez, nos casos onde a área a ser tratada é de volume maior, pois pode ser seguida de lipoaspiração. No tratamento das celulites é interessante, pois a própria cânula faz a subcision de forma menos traumática. Não há estudos ainda de longo prazo para emprego de criolipólise, portanto não há guias de conduta ideais para isso. Trata-se de terapia experimental, ainda em confirmação de resultados de longo prazo.

POL – Como são a recuperação e o tratamento dos pacientes?
UM - O tratamento pela Laserlipólise é em torno de uma hora, por região. No pós-operatório, aparece edema e dor leve, de menor intensidade do que na lipoaspiração tradicional. Na Criolipólise o tempo é, em média, de 20 minutos por região, com leve dor na área tratada. A aplicação é feita com anestesia local, introduzida uma fibra óptica de 2 mm em acrílico. O tratamento leva cerca de 40 minutos por região. A recuperação costuma ser muito satisfatória com o paciente voltando às atividades em 3 a 10 dias, de acordo com a área tratada.

POL - Qual a vantagem de cada técnica em relação a outros procedimentos para combater a gordura localizada?
UM - A Laserlipólise é um método mais objetivo de retirada da gordura, tratamento de áreas flácidas.  A Criolipólise tratará áreas menores, de forma superior aos outros equipamentos existentes no mercado, para pacientes com contra-indicação ou que não queiram se submeter a tratamentos invasivos. A vantagem é a rapidez em se obter os resultados desejados, e a confiabilidade dos resultados que são mais uniformes que as técnicas menos invasivas, como ultrassom e a eletroterapia. Outra vantagem é o fato de que o laser possibilita o aumento da temperatura da derme provocando o efeito de retração ou "thightenning", que reduz a flacidez cutânea. As tecnicas representam novos conceitos e uma nova interação do laser e do tecido que deverá melhorar e manter mais constantes os resultados obtidos.

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Quarta-feira, 30 de Março de 2011 - 08:40

Cirurgia a laser versus imagem ideal

Segundo estudo encomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil realiza cerca de 630 mil cirurgias plásticas por ano, sendo 73% estéticas e 27% reparadoras ou reconstrutoras. E ainda, conforme pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery - ISAPS), o país só perde para os Estados Unidos, primeiro da lista no mundo, e para a China.

Com a crescente procura pela cirurgia plástica, crescem também as necessidades de aperfeiçoamento e inovação das técnicas. Nesse quesito, os avanços da tecnologia a laser são fortes aliados, pois podem reduzir o tempo de recuperação, minimizam o trauma (cicatrizes) e são utilizados nos procedimentos ditos “minimamente invasivos”. O uso associado à tecnologia a laser muitas vezes dispensa a internação do paciente e a aplicação de anestesia geral.

A Deka Laser, divisão médica do grupo El.En., líder italiano na produção de equipamentos a laser e representada no Brasil pela Top Consult, confirma que entre os 80 países em que está presente, o país verde-amarelo ficou em sétimo lugar no volume de vendas de seus aparelhos.

E para mostrar quais os avanços da tecnologia a laser, a Deka esclarece  sobre os  principais tratamentos realizados por homens e mulheres que estão sempre em busca da imagem ideal. Neste contexto, conta com a  experiência do Dr. Alberto Goldman, cirurgião plástico gaúcho, pioneiro na técnica de lipoaspiração a laser.

Abaixo alguns procedimentos em destaque:

Rugas e acne
– O tratamento de problemas e incômodos da pele, como rugas, manchas de envelhecimento, flacidez cutânea e marcas de acne contam com aliados poderosos. Sem necessidade de internação e com recuperação e resultados rápidos, médicos e pacientes já dispõem de um tratamento a laser que trata deformações na pele com maior exatidão e menor efeito colateral. O resultado é uma melhora na qualidade e textura da pele, de rugas, cicatrizes de acne ou manchas, levando a uma pele mais clara, luminosa e rejuvenescida. O laser fracionado tem sido utilizado como um poderoso recurso no rejuvenescimento da face e atenuação da flacidez.

Pálpebras, papada e face –
Atualmente a laserlipólise está indicada em várias áreas da face e pode melhorar o aspecto das pálpebras, papada e contorno da mandíbula. “O laser, aplicado com anestesia local, produz o rompimento controlado das células de gordura e auxilia na retração da pele com melhora da flacidez”, explica o cirurgião plástico  Alberto Goldman. Recentes estudos demonstram a utilidade deste laser em praticamente toda a face, levando a resultados seguros, efetivos e, principalmente, naturais.

Celulite, gordura localizada e sudorese –
Outros avanços da tecnologia laser baseados no equipamento Smartlipo são o tratamento da celulite, lipoaspiração a laser e, até, transtornos de suor excessivo. Apresentada recentemente em congresso americano de cirurgia plástica, a laserlipólise consegue atenuar as áreas elevadas de celulite e, ao mesmo, tempo, melhorar as irregularidades uma vez que o laser é capaz de produzir colágeno. A lipoaspiração a laser, por sua vez, tem as mesmas indicações das técnicas tradicionais e possui como características o fato de utilizar uma cânula de um milímetro de diâmetro. As células gordurosas são rompidas com o laser, modelando o contorno corporal ou facial.

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Terça-feira, 01 de Fevereiro de 2011 - 06:28

Cirurgia plástica devolve autoestima na terceira idade

Foi-se o tempo em que uma pessoa com mais 60 anos ficava em casa de pijama, esperando o tempo passar. Hoje, essa população tem atividade social bastante ativa, tendo em vista que as expectativa e qualidade de vida aumentaram consideravelmente. Com isso, os cuidados com a beleza e a aparência também têm se intensificado. Segundo o cirurgião plástico Alan Landecker, os procedimentos mais procurados são: rejuvenescimento facial, mamoplastia, abdominoplastia, lifting de coxas e tratamentos estéticos não-invasivos, como toxina botulínica, laser e peelings. De acordo com o especialista, a maioria dos pacientes com mais de 60 anos quer melhorar a flacidez e retirar os excessos de pele. “Na face, os principais incômodos são: rugas, bolsas nos olhos, pálpebras caídas e flacidez no pescoço. Se há pouca alteração na pele, pode-se fazer o mini-lifting. Caso contrário, é necessário reposicionar as estruturas e corrigir a flacidez, além de remover os excessos de pele. Ou seja, é preciso fazer a cirurgia plástica mesmo, como lifting para rosto e pescoço, blefaroplastia na região dos olhos e ritidoplastia”. É importante ressaltar, no entanto, que não é possível conseguir retomar a aparência que a pessoa tinha com 20 anos de idade, mas sim melhorá-la e proporcionar um efeito de rejuvenescimento. “O segredo do sucesso de uma cirurgia plástica é considerá-la com muita seriedade. Você pode minimizar os riscos de insatisfação ao identificar e consultar cirurgiões plásticos qualificados, que sejam francos quanto às expectativas dos pacientes”, finaliza o médico. Procedimentos não-invasivos Para muitos destes pacientes, o médico indica complementar o procedimento cirúrgico com tratamentos estéticos, com o objetivo de resgatar e manter o rejuvenescimento da pele. “Lançar mão do arsenal estético, como uso do laser, peelings e toxina botulínica, depois de realizada a cirurgia plástica, melhora a qualidade da pele, além de evidenciar os resultados que ficam ainda melhores e mais duradouros”, opina o médico. As pacientes da terceira idade também costumam reclamar dos seios “caídos”. Para esses casos, o cirurgião plástico indica a realização de mamoplastia para reposicionamento das mamas. “Maior símbolo de feminilidade, os seios são fundamentais para a mulher se sentir bonita e sensual, em qualquer idade. Em alguns casos, recomendo a colocação de prótese de silicone, depois de remover os excessos de pele e de reposicioná-los”, descreve Landecker. Cuidados Outra área do corpo que merece atenção nessa faixa etária é a barriga. “Com o passar dos anos, a flacidez, o excesso de gordura e a fraqueza muscular do abdome ficam cada vez mais difíceis de corrigir com dieta e atividade física. Por isso, a abdominoplastia pode ser uma boa solução para quem deseja melhorar o contorno da silhueta. Isso é realizado através da remoção dos excessos de pele, gordura e da correção da flacidez da musculatura da parede abdominal”. Já a lipoaspiração deve ser realizada com muito cuidado em pacientes com mais de 60 anos, devido à diminuição da capacidade de retrair a pele, conforme explica o especialista: “A lipoaspiração tem como objetivo remover os depósitos de gordura que tendem a se acumular na região dos quadris, culotes, coxas, abdome, costas, joelhos e pescoço. Para obter um resultado satisfatório, é fundamental que a paciente tenha uma qualidade da pele adequada, porque sem elasticidade, por exemplo, ela ficará ainda mais flácida e teremos a formação de áreas de contorno irregular, que são difíceis de corrigir”. Alvo Por último, as coxas são outro alvo da cirurgia plástica na terceira idade. “O processo natural do envelhecimento e as grandes variações de peso, influenciados pela ação dos hormônios, podem gerar depósitos de gordura localizada na face interna das coxas. Além disso, pode haver flacidez de pele no local. A cirurgia plástica, ou lifting de coxas, é capaz de melhorar o contorno da região, ao retirar o excesso de pele e proporcionar um contorno mais natural e menos flácido”, analisa.
Publicado em Cirurgia Plástica
Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011 - 06:44

Alternativa à cirurgia plástica no verão

A toxina botulínica, um paralisante muscular comumente utilizado no tratamento de rugas de expressão e na correção do "sorriso deprimido", lidera o ranking dos procedimentos estéticos sem cirurgia. Isso se dá pelo fato de as pessoas ultimamente preferirem métodos não-invasivos para corrigir esses problemas. Pés de galinha, linhas da testa e aquelas entre as sobrancelhas, que surgem devido à contração muscular, podem ser corrigidas por meio de injeções aplicadas por um médico especialista.

"O procedimento é feito em poucos minutos e o resultado pode ser sentido após dois dias. Essa é uma das vantagens desse tratamento, que pode ser feito durante o verão: resultado quase imediato sem a necessidade de restrição solar por longos períodos", afirma o cirurgião plástico Gustavo Rocha.

É recomendada uma reaplicação da toxina botulínica de três a nove meses, o que varia de paciente para paciente. As contraindicações ficam por conta das gestantes, que devem evitar esse tipo de tratamento, bem como pessoas alérgicas ao produto, portadoras de doenças neurológicas ou que façam uso de alguns antibióticos. A aplicação antes dos 18 anos não é recomendada.

Publicado em Cirurgia Plástica

Há décadas a Dermatologia vem promovendo uma evolução nos tratamentos para rejuvenescimento da pele, por meio de produtos com fotoprotetores, antioxidantes, além de técnicas de peeling, preenchimentos, dentre outras. Essas opções não apenas conferem beleza ao indivíduo mas garantem a saúde da pele, restaurando sua elasticidade e estimulando a produção de colágeno.

Luis Fernando Tovo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional São Paulo (SBD-RESP), destaca os equipamentos de laser e outras formas de luz como uma das melhores formas para a restauração cutânea atualmente disponíveis. “Ao contrário da cirurgia plástica, tratamentos a laser restauram a pele, por meio do estímulo à produção de novos tecidos”, afirma o dermatologista. “O uso do laser oferece restauração natural e o paciente mantém seus traços de expressão originais”, completa. O médico exemplifica algumas técnicas utilizadas atualmente, como o laser de CO2 fracionado. “Esse tipo de laser promove a síntese do colágeno, responsável por manter a integridade da derme.

O uso de infravermelho e da radiofrequência é voltado para tratamentos de flacidez. “Mesmo não sendo um tipo de laser, o aquecimento da temperatura tecidual atua destruindo as fibras colágenas degeneradas e estimulando o organismo a produzir um novo colágeno. Vemos então o efeito tightening ou remodelamento dérmico que dá firmeza e coesão à pele”, explica Tovo.

O dermatologista membro da SBD-SP, que apresentou palestra sobre lasers na última Radesp – Reunião Anual dos Dermatologistas de São Paulo, esclarece outra técnica luminescente, a luz pulsada, que apresenta bons resultados no tratamento de manchas na pele e epilação. “A intensidade da luz pulsada afeta os tons de marrom, fazendo com que as manchas de senilidade absorvam essa luz, transformando-a em energia. Essa energia promove uma ablação - pequenas queimaduras superficiais e controlas - que substitui a mancha por nova pele em sua cor original. Para reduzir a quantidade de pelos no corpo, em grandes áreas como abdômen e pernas, a luz pulsada também pode ser aplicada em todos os tipos de peles, sem causar-lhes danos”.

O laser também é bastante utilizado no tratamento de doenças de pele. “Para atenuar a rosácea – uma doença inflamatória crônica que apresenta vermelhidão da pele do rosto, que pode se tornar persistente e progredir para o surgimento de pequenos vasos sanguíneos dilatados, lesões avermelhadas e pústulas – o dermatologista pode aplicar o laser de Nd:YAG”, orienta o médico.

”Esse mesmo tipo de laser é utilizado para atenuar o melasma, outra doença que causa vermelhidão facial. Aplicado de forma pulverizada, o Nd:YAG também provoca um peeling bastante supercial, dando a pele uma textura bastante lisa”, continua Tovo.

Estrias

Segundo Valéria Campos, também dermatologista membro da SBD-SP e que também fez uma apresentação na última Radesp, a grande novidade entre os lasers fracionados é um equipamento desenvolvido em Israel, que faz pequenos orifícios na pele e injeta na pele, por meio de ultrassom, determinadas substâncias diretamente nas camadas onde os produtos devem atuar. Poderão vir a ser úteis no rejuvenescimento e no combate às estrias brancas, aquelas mais antigas e que apresentam maior dificuldade para serem atenuadas.

“Os estudos ainda são preliminares, a comunidade médica ainda não utilizou o equipamento e o seu lançamento se dará em Fevereiro de 2011, durante a 69ª edição do Congresso Anual da Academia Americana de Dermatologia” ressalta Valéria.

Porém, é preciso muito cuidado pelos pacientes que optam pelo uso do laser. Para o Coordenador de Comunicação da SBD-SP, Aldo Toschi, é importante que as pessoas que buscam tratamentos dermatológicos, seja com fins estéticos ou clínicos, pesquisem junto à entidade sobre o profissional escolhido para os procedimentos a serem utilizados, para ter certeza de que as orientações da principal entidade representativa são seguidas.

“Os médicos membros da SBD são orientados e estão constantemente se atualizando para praticar a medicina da forma mais correta possível, o que é um fator de segurança para os pacientes”, explica Toschi.

Publicado em Beleza

O desvio de septo, uma das causas mais comuns de obstrução nasal, atinge cerca de 20% da população brasileira, algo em torno de 38 milhões de pessoas, segundo dados da Academia Brasileira de Rinologia. O problema tende a se agravar com o passar da idade e pode comprometer sensivelmente o desempenho de atletas que apresentam o distúrbio. Segundo estudos da Academia Americana de Otorrinolaringologia, a melhor solução para resolver o problema de desvio de septo é a realização de uma cirurgia plástica denominada rinoplastia estruturada, técnica que alia as funcionalidades respiratória e estética.

Segundo o cirurgião plástico Alan Landecker, Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) -, o benefício da cirurgia plástica para corrigir o desvio de septo em atletas é imenso. “Quando corrigimos o problema, aumenta muito o fluxo de ar para dentro dos pulmões. Consequentemente, a performance do atleta melhora também. Além disso, como a cirurgia resolve a obstrução nasal, o paciente passa a ter uma qualidade de sono melhor. Isto faz com que o atleta se recupere com mais facilidade e rapidez, após um treino intenso ou uma competição”, explica.

O septo é uma “parede” que separa as duas fossas nasais (direita e esquerda). E, quando o formato desta divisória apresenta alterações, temos um quadro de desvio de septo, que pode ocasionar problemas na respiração. “A alteração pode ocorrer devido às características genéticas ou ser consequência de traumas, sejam eles no parto ou provenientes de pancadas no nariz”, completa . Landecker. O especialista aponta ainda que mais de 50% das pessoas têm algum grau de descentralização do septo, mas que, deste percentual, apenas 20% necessitam de correção cirúrgica.

Rinoplastia estruturada

A rinoplastia estruturada ajuda a manter as estruturas do nariz estáveis, além de evitar que a cartilagem volte para o estágio inicial e, conseqüentemente, faça o paciente ter novamente dificuldade respiratória. “É preciso realizar uma avaliação detalhada para identificar a causa do quadro de problemas respiratórios e verificar se a rinoplastia é indicada para esta pessoa”, comenta o cirurgião plástico. O resultado é um nariz com sua funcionalidade totalmente recuperada, otimizando a função respiratória do paciente.

A técnica denominada rinoplastia estruturada tem como princípios básicos separar a pele do nariz das estruturas ósseas e cartilaginosas, esculpir as cartilagens e os ossos de forma simétrica sob visão direta, melhorar o sistema respiratório e fortalecer o esqueleto nasal por meio de enxertos e pontos de fixação. O resultado é um nariz com estrutura esculpida e fortalecida. “Essa técnica difere da tradicional rinoplastia redutora, que reduz o esqueleto do nariz por meio da retirada de cartilagem e osso, enfraquecendo a sua sustentação e deixando o nariz vulnerável às forcas de distorção causadas pela respiração e pelo tecido de cicatrização”, esclarece Landecker.

No final da cirurgia, a pele é readaptada sobre a nova estrutura. Um curativo de imobilização é aplicado para auxiliar a cicatrização dos tecidos. Na maioria dos casos, coloca-se uma pequena placa de silicone dentro das narinas para evitar sangramentos, auxiliar na estabilização das estruturas, manter o septo retificado durante o período inicial da cicatrização e possibilitar a respiração durante o pós-operatório. “A grande vantagem é a eliminação do uso de tampão. O paciente sai do hospital respirando pelo nariz”, complementa. Cerca de 80% do inchaço desaparecem nos primeiros 90 dias de pós-operatório, mas os 20% restantes demoram de seis meses a um ano.

Atividades físicas

Conforme explica o especialista, o paciente não pode fazer exercícios físicos enquanto tem pontos na região operada. Os pontos são retirados de 7 a 14 dias após a cirurgia plástica. Dessa forma, em média, a volta às atividades físicas pode acontecer depois de duas semanas.

“A pessoa já pode começar com atividades leves, andar de bicicleta sem peso, caminhadas – nada de atividade de alto impacto. É importante que ela comece a exercitar o corpo. No ritmo adequado, a atividade física ajuda até a diminuir o inchaço mais rapidamente. Após um mês da cirurgia, a pessoa já pode se exercitar normalmente, com o mesmo ritmo de antes. Vale destacar que o aumento da intensidade da atividade física deve ser gradual e sempre com o acompanhamento de um profissional”, frisa o especialista.  

Já quem fez rinoplastia deve evitar exercícios físicos que podem causar traumas durante os dois primeiros meses após a operação. “Se a pessoa não respeitar o tempo de retorno às atividades físicas, pode ocorrer sangramento, dor e inchaço, comprometendo o resultado da operação”, finaliza.

Publicado em Doenças e Prevenção
Terça-feira, 30 de Novembro de 2010 - 04:01

Homens e o sexo

Um procedimento que tem sido muito comentado ultimamente é o da bioplastia de pênis, que consiste no aumento do diâmetro do membro por meio de aplicações locais de uma substância biocompatível denominada PMMA. O material é implantado entre a pele e o corpo cavernoso, não alterando a ereção ou a sensibilidade peniana. A operação, entretanto, não é bem vista no meio médico, como explica o cirurgião plástico André Colaneri. “ Não é um procedimento seguro nem recomendável, pois as complicações são potencialmente terríveis, como a necrose do pênis, por exemplo. Além disso, se o resultado não agradar, não é possível retirar o implante”, diz.

As cirurgias de aumento peniano devem ser feitas exclusivamente por um médico urologista, com indicação meticulosa. “Muitos pacientes com tamanho peniano normal apresentam uma percepção distorcida do próprio membro, quadro que deve ser acompanhado por profissionais de saúde mental”, diz o urologista Antônio Tavares, do Centro Integrado de Saúde do Homem, do Rio de Janeiro. Ele lembra que, de forma geral, são considerados candidatos a essas cirurgias homens com comprimento peniano menor do que 7,5cm em estado flácido ou 9cm ereto, e circunferência inferior a 8cm, com prejuízo da função sexual.

Para os casos em que a cirurgia é realmente indicada, as possibilidades são muitas, como o aumento do pênis apenas no estado flácido, da circunferência ou do membro em ereção. São técnicas que vão desde a aplicação de enxertos à secção de ligamentos, cuja escolha será feita pelo médico, de acordo com cada caso. “O especialista tem de fazer uma avaliação criteriosa para escolher qual método pode ser melhor para cada paciente. Geralmente, os homens que mais se beneficiam dos procedimentos são os que apresentam deformações causadas por cirurgias na infância para correção de defeitos complexos da uretra, tortuosidades penianas graves ou portadores de doenças hormonais que impedem o desenvolvimento normal do pênis”, acrescenta Tavares. 

Publicado em Corpo & Mente
Terça-feira, 09 de Novembro de 2010 - 06:06

Novos procedimentos da Dermatologia permitem atenuar cicatrizes

A cicatriz é o resultado de uma agressão às camadas da pele, que pode ser reparada naturalmente pelo organismo. Fatores que influenciam a cicatriz da pele a se tornar permanente são as causas da agressão, a profundidade da lesão, a região do corpo onde ela se forma e a genética do indivíduo.

Marina Odo, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, regional São Paulo, afirma as pessoas com a pele mais morena (etnias árabe, oriental e africana) têm mais chances de desenvolver uma cicatriz hipertrófica - hipertrófica – aquela que se apresenta elevada em relação ao tecido do entorno. “A tendência natural da pele dessas pessoas é recompor as lesões em excesso, gerando cicatrizes hipertróficas e quelóides”, diz. Ela também explica que “ferimentos profundos produzem fibroses em diversos níveis, originando cicatrizes retráteis. Queimaduras geram lesões largas, enquanto a sutura de cortes de bisturi, uma linha fina. Assim, são diversos os tipos de cicatrizes que uma agressão a pele pode gerar”.

Estudos recentes mostram que técnicas a laser como, por exemplo, a não ablativa e a luz intensa pulsada, melhoram em até 80% determinados tipos de cicatrizes. Chegado há pouco tempo no mercado, o laser ablativo de CO2 fracionado se mostra eficaz para atenuar cicatrizes, estrias e até mesmo rugas.

“Além disso, para o tratamento eficaz contra cicatrizes do tipo deprimida o uso de preenchedores é muito importante”, ressalta Marina. “A aplicação de ácido hialurônico, por exemplo, também vem mostrando bons resultados no combate a cicatrizes e celulites”.

O hábito da hidratação constante da pele é indicado para evitar o surgimento de cicatrizes hipertróficas. A dermatologista da SBD-SP complementa, afirmando que “estudos comprovam que a administração de vitamina C em quantidades maiores que o normal durante o processo de cicatrização impede a necrose de tecidos, enquanto que o fumo prejudica o processo”.

Os tratamentos e as novidades tecnológicas já estão disponíveis no Brasil, que está na rota mundial para o recebimento e aplicação de tecnologias avançadas para tratamentos estéticos e clínicos. Contudo, Marina diz que “o conhecimento da pele é fundamental para escolher entre os diversos tratamentos disponíveis para atenuar cicatrizes; então, a busca por um profissional qualificado é imprescindível”.

Publicado em Cirurgia Plástica
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