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Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011 - 07:54

Cérebro de obesos e magros funciona de forma diferente

O cérebro dos magros e dos obesos reage de maneira diferente aos estímulos gerados por alimentos, indica pesquisa feita na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

Publicado em Doenças e Prevenção

Estar no topo da sociedade aumenta o estresse hormonal e acarreta um custo psicológico maior do que se pensava até agora, segundo estudo realizado em um grupo de babuínos selvagens pela Universidade de Princeton publicado na revista "Science".

Publicado em Doenças e Prevenção

Cursos serão ministrados no Rio de Janeiro e São Paulo, hoje (2) e 9 de junho.

Publicado em Mercado


Estudo determina os benefícios da adoção de novos parâmetros de monitoramento teapêuticos em pacientes.

Publicado em Pesquisa Clínica

A Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi foi credenciada pela American Heart Association (AHA) como Organização Internacional de Treinamento para Cuidados Cardiovasculares de Emergência. Com o acordo, a instituição de ensino superior passa a oferecer os cursos de suporte básico e avançado de técnicas de ressuscitação cardiopulmonar com a certificação da organização internacional. A parceria torna a universidade uma das poucas habilitadas para realizar esse tipo treinamento.

O acordo beneficiará inicialmente os 27 mil alunos da Universidade, além de funcionários e colaboradores, que poderão ter acesso aos cursos baseados na metodologia e material da associação. O objetivo futuramente é oferecer ainda parcerias de treinamento a hospitais e instituições de saúde. “Com a parceria, a Universidade traz mais uma nova oportunidade aos alunos e à comunidade de conhecer práticas reconhecidas internacionalmente. No Brasil, metade das 315 mil pessoas que morrem a cada ano em decorrência de doenças cardíacas seria salva, se houvesse mais pessoas preparadas para o atendimento dessas emergências”, afirma o Diretor da Escola de Ciências da Saúde, Sergio Timerman.

Fundada em 1924, a American Heart Association é uma das maiores organizações médicas do mundo e a máxima autoridade em cuidados e tratamentos das emergências cardiovasculares. Os seus protocolos para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e para o tratamento das emergências cardiovasculares estão baseados no consenso científico dos melhores médicos, cientistas, pesquisadores e profissionais dos serviços de emergência médica do mundo.

Para oferecer os treinamentos, a Universidade dispõe da estrutura do Centro de Simulação em Saúde da Universidade, onde os alunos praticam procedimentos médicos em manequins e robôs que simulam as reações do corpo humano. A estrutura, a mais completa e moderna da América Latina, é composta por diversos ambientes que simulam cenários hospitalares e ambulatoriais e permitem que o aluno realize procedimentos com segurança pela primeira vez, antes de executar os mesmos procedimentos no paciente real.

Publicado em Cursos e palestras
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010 - 03:21

Tratamentos estéticos para o verão

Verão, praia, sol, descanso e energias renovadas fazem parte do cenário ideal para quem quer curtir as férias depois de um longo ano de trabalho. E é exatamente nessa época em que aumenta a busca por tratamentos rápidos, eficazes e seguros que, além de exaltar a beleza feminina, ofereçam resultados naturais e harmoniosos ao rosto. A dica para chegar mais bonita em 2011, segundo a dermatologista Dra. Shirlei Borelli, é se planejar desde agora e evitar tratamentos que deixam a pele mais sensível, como peeling de cristal, lasers, peelings profundos, entre outros.

“Procedimentos que descamam ou deixam a pele vermelha não são recomendados no verão. Nesta época cresce a procura por procedimentos não-invasivos como a aplicação da Toxina Botulínica e preenchimentos faciais para combater a flacidez.“, afirma especialista. Para amenizar as rugas e ter uma aparência rejuvenescida, a médica aconselha que o tratamento com a Toxina Botulínica seja realizado até 15 dias antes da praia.

Além disso, a dermatologista indica a técnica soft lift – considerada uma das novidades em beleza para o próximo ano. Um dos diferenciais é a possibilidade de avaliar o rosto como um todo e adequar um plano de tratamento que proporcione resultados naturais, sem alterar os traços originais da face. O novo conceito em tratamento, combina dois procedimentos seguros em rejuvenescimento facial, a Toxina Botulínica tipo A e os preenchedores faciais à base de Ácido Hialurônico. Ainda segundo a especialista, o procedimento tem como vantagem a possibilidade de tratar simultaneamente as marcas do envelhecimento, como a alteração dos contornos faciais e a perda de volume em áreas da face, resultando em uma aparência mais leve, natural e rejuvenescida.

Os tratamentos não invasivos garantem benefícios, pois a pessoa pode retornar às atividades diárias no mesmo dia em que aplicou, evitando apenas exercícios físicos ou ginástica nas primeiras horas depois dos procedimentos. ”Os resultados da Toxina Botulínica tipo A podem ser observados em aproximadamente 48 e 72 horas após a aplicação, com efeito total após cerca de 15 dias. Já os preenchimentos com ácido hialurônico, para contorno e reposição de volume, oferecem resultados imediatos.”

A dermatologista alerta ainda que os procedimentos devem ser realizados sempre por médicos especialistas e recomenda alguns cuidados para complementar os resultados. “É importante aplicar protetor solar 30 minutos antes da exposição ao sol, usar chapéus com tecido de proteção aos raios ultra-violeta, não esquecer dos óculos escuros e se expor ao sol nos horários adequados: início da manhã e final da tarde“, alerta. Além disso, é indicado manter a higiene diária da pele, hidratá-la, praticar de exercícios físicos, ingerir muita água no decorrer do dia, comer frutas com alto teor de antioxidantes e evitar banhos muito prolongados e quentes.

Publicado em Beleza
Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010 - 07:19

Estudo revela que obesidade aumenta em 44% chances de morte

Estudo realizado nos EUA revelou que o índice de massa corporal (IMC) ideal está associado a menor risco de morte. Publicado na última semana no New England Journal of Medicine, o estudo analisou mortes por diferentes causas e identificou que pessoas não fumantes, com o IMC entre 20 e 24,9, vivem mais. Os pesquisadores descobriram que pessoas saudáveis, que nunca fumaram, e que estavam com sobrepeso (IMC 25 a 29,9) tem 13% a mais de chances de morrer devido a complicações relacionadas à obesidade.

Em pessoas obesas, com IMC entre 30 e 34,9, o aumento de chances de morte é de 44%. Em pessoas com IMC entre 35 e 39,9 o risco é de 88% e de 250% em pacientes com obesidade mórbida, com IMC entre 40 e 49,9. “Esse estudo mostra que todos que não estão no peso ideal correm um grande risco de desenvolver doenças e não somente as pessoas com obesidade mórbida, como muitos pensam”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen.

O resultado é a união de dados de 19 estudos realizados com 1,5 milhões de participantes. O IMC é uma relação de peso com a altura, utilizado no mundo todo como indicador geral de saúde. O IMC pode ser calculado dividindo o peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros).

País

No Brasil, o aumento da obesidade já provoca reflexos na estatística de mortalidade. Levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde aponta um crescimento de 10% no número de mortes causadas por diabetes mellitus entre os anos de 1996 e 2007. “A obesidade já é um grande problema de saúde pública no Brasil e como conseqüência vemos o crescimento de outras doenças, como o diabetes. O número de diabéticos na América Latina deve aumentar 65% nos próximos 20 anos, atingindo 30 milhões de pessoas”, diz Cohen.

A doença, que é associada à obesidade, teve um crescimento de 10% entre os anos de 1996 e 2007. O diabetes já é a terceira causa de mortalidade do país, atrás apenas de doenças cerebrovasculares (derrame) ou do coração. O diretor do Departamento de Análise e Situação de Saúde, Otaliba Libânio Neto, calcula que se o Brasil manter esse ritmo de crescimento da obesidade, atingirá o mesmo padrão de obesidade da população dos Estados Unidos em 2022.

O Brasil figura entre os 10 países com maior percentual de diabéticos, com 6,4% da população geral. Ao lado de outras doenças crônicas não transmissíveis, o diabetes é um dos principais desafios da área da saúde.

Cirurgia

Vários estudos realizados estão avaliando a eficácia da cirurgia bariátrica no tratamento do diabetes tipo 2, forma mais comum da doença, em pacientes obesos. O Brasil é um dos pioneiros no procedimento. A Cirurgia do Diabetes melhora a sensibilidade à insulina nos pacientes e a habilidade do corpo de aproveitar a glicose na corrente sanguínea. A sensibilidade à insulina é prejudicada em pessoas com diabetes tipo 2, resultando no acúmulo de açúcar no sangue. O procedimento representou 25% das 30 mil cirurgias bariátricas realizadas no país em 2009.

De acordo com um levantamento realizado pela SBCBM, dos 7.500 pacientes brasileiros que se submeteram ao procedimento no ano passado, 90% tiveram o controle total da doença ou conseguiram reduzir o uso de medicamentos, como a aplicação de insulina.

Outro estudo, realizado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acompanhou durante um ano 2.235 adultos obesos com diabetes tipo 2 que foram submetidos a cirurgia bariátrica para redução de peso. Dos participantes do estudo, 85,8% tomavam pelo menos um medicamento para controlar o diabetes antes da cirurgia, com uma média de 4,4 medicamentos por paciente.

Os pesquisadores descobriram que seis meses após a cirurgia, 1.669 (74,7%) dos pacientes deixaram de tomar seus medicamentos para diabetes. Depois de um ano, 80,6% dos participantes do estudo não precisavam mais de medicamentos para o diabetes e depois de dois anos esse percentual subiu para 84,5%. “Ficou cientificamente comprovado que quando restringimos o estômago e promovemos um desvio intestinal conseguimos controlar o diabetes da grande maioria dos pacientes”, afirma o presidente da SBCBM.

Os bons resultados da cirurgia para o controle do diabetes tipo 2 devem-se, basicamente, a dois fatores: a perda de peso do paciente e principalmente a alteração hormonal. “No início pensava-se que o controle da doença era consequência apenas do emagrecimento do paciente, porém os índices ligados a diabetes eram normalizados poucos dias após a cirurgia, antes que houvesse uma perda significativa de peso. Portanto, concluiu-se que a alteração hormonal também tem um papel fundamental no êxito do tratamento”, explica.

A cirurgia pode ser indicada no tratamento de pacientes diabéticos tipo 2, com IMC (Índice de Massa Corpórea – peso dividido pela altura ao quadrado ) acima de 35. Ainda está em estudo pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) a liberação do procedimento para pacientes com IMC entre 30 e 35. Para pacientes com o IMC abaixo de 30 a cirurgia ainda não é indicada, porém o Brasil desponta como o país que mais investe em estudos para adaptar o método que irá beneficiar pacientes não obesos.

rês tipos de cirurgia se mostram eficientes no controle do diabetes e, por isso, são conhecidas como Cirurgia do Diabetes: o by-pass gastrojejunal e as derivações bilio-pancreáticas (scopinaro e “duodenal switch”). As três técnicas criam um atalho para o alimento, que é desviado do duodeno e chega antes à parte final do intestino. Esse desvio altera a secreção de alguns hormônios intestinais, como o GLP-1, cujo aumento estimula a produção de insulina, resultando na melhora ou até mesmo no controle do diabetes tipo 2.

Publicado em Doenças e Prevenção
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010 - 23:54

Obesidade custa mais às mulheres, diz estudo

As mulheres pagam mais por cortes de cabelo e lavagem a seco. Agora, um novo estudo descobriu que elas também pagam mais por serem obesas. Enquanto um homem acumula US$ 2.646 em despesas extras anuais por ser obeso, a obesidade da mulher lhe custa US$ 4.879, quase o dobro. Segundo a análise, conduzida por pesquisadores da Universidade George Washington, grande parte dessa diferença se deve aos salários e compensações das mulheres obesas, bem menores em relação ao colega de trabalho homem que não é obeso.


O relatório é um dos primeiros a calcular o fardo econômico da obesidade sobre o indivíduo, incluindo custos diretos, como despesas médicas, e indiretos, como salários perdidos e redução de produtividade no trabalho. (O estudo não considerou muitos outros custos pessoais de consumo, como roupas, pois não havia dados disponíveis.)

Baseado num salário anual médio de US$ 32.450 para mulheres em 2009, o relatório descobriu que as mulheres obesas que trabalham em tempo integral recebem US$ 1.855 menos anualmente do que mulheres não obesas, uma redução de 6%. Como comparação, estudos mostram que os salários de homens obesos não têm diferenças significativas em relação aos homens de peso normal.

"Uma possível explicação é que, na obesidade, existe mais discriminação contra as mulheres do que contra os homens, que a obesidade é percebida de maneira diferente para mulheres e homens", disse Avi Dor, diretor do programa de economia da saúde na Universidade George Washington.

Publicado em Saúde da Mulher
O estudo ATLIS 2010 – Aids Treatment for Life International Survey (Pesquisa sobre Tratamentos de Longo Prazo de Aids) realizado em vários países - incluindo o Brasil - e envolvendo mais de duas mil pessoas que vivem com HIV/Aids, revelou uma defasagem significativa no diálogo entre pacientes e médicos que podem prejudicar a saúde no longo prazo, qualidade de vida e resultados do tratamento dos pacientes.

Os dados indicaram que as conversas com os profissionais da saúde (PS) não se concentram nas necessidades individuais dos pacientes, inclusive quando estes sofrem de doenças crônicas, efeitos colaterais do tratamento ou doenças associadas, tais como a doença cardiovascular (DCV), que é a principal causa de morte em todo o mundo. Estes e outros achados da pesquisa ATLIS 2010 foram apresentados na última semana pela IAPAC – Internacional Association of Physicians in Aids Care – na XVIII Conferência Internacional sobre Aids em Viena, Áustria.

Embora os achados do estudo ATLIS 2010 tenham indicado um alto grau de satisfação dos pacientes com os profissionais da saúde em âmbito global (97%) e a maioria dos pacientes acredite que estão sendo tratados de acordo com suas necessidades individuais (84%). Os achados também indicaram a necessidade de discussões mais profundas para reforçar a importância da adesão aos medicamentos contra o HIV e a prevenção da resistência aos medicamentos contra o HIV.
Publicado em Pesquisa em saúde
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