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Quinta-feira, 01 de Setembro de 2011 - 07:16

Adolescentes têm fácil acesso ao cigarro

O Ministério da Saúde lançou a campanha "Viver bem é viver com saúde. Fique longe do cigarro". A ação celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo

Publicado em Mercado

Catarata infantil pode ser descoberta através do teste do olhinho. Como saber quando é hora de ir ao oftalmologista?

Publicado em Doenças e Prevenção
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011 - 08:36

Terapia em adolescentes pode evitar dependência química

Fatores como traumas, baixa autoestima, problemas familiares, questões amorosas e influência dos amigos são algumas das causas que têm levado jovens à dependência química.

Publicado em Doenças e Prevenção
As taxas de mortalidade entre adolescentes já superaram a das crianças, segundo um estudo divulgada na terça-feira (30). O número de mortes dos jovens está aumentando por causa da violência, enquanto os esforços para reduzir a mortalidade infantil estão funcionando.

Um estudo realizado em 50 países ao longo da segunda metade do século 20 descobriu que a maioria das mortes de jovens aconteceram devido a incidentes como acidentes de carro ou comportamento imprudente. Violência e suicídio também estão entre as principais causas de morte.

Os resultados, publicados ontem na revista médica "The Lancet", mostram a reversão de uma tendência histórica e são, em parte, um reflexo do sucesso na redução das taxas de mortalidade entre crianças muito novas, disseram os pesquisadores.

O enfoque internacional em reduzir a mortalidade infantil não é acompanhado por esforços semelhantes nos grupos dos adolescentes, apesar de mais de dois quintos da população mundial estarem na faixa etária de 5 a 24 anos.

"Estas tendências devem continuar, pois a mortalidade em crianças menores de 5 anos deverá diminuir ainda mais, enquanto a mortalidade relacionada a lesões deverá aumentar nos próximos 25 anos", disse Russell Viner, do instituto de saúde infantil da Universidade College de Londres, que liderou o estudo.

Com informações da REUTERS
Publicado em Doenças e Prevenção

Os problemas de coluna que, até então, afetavam muito as pessoas da terceira idade, hoje em dia, começa a atingir outras parcelas da população, entre elas crianças e adolescentes.

Publicado em Doenças e Prevenção

Mais de meio milhão de adolescentes americanos têm transtornos alimentares, mas poucos procuram tratamento, segundo uma pesquisa do governo dos EUA. A pesquisa é uma das maiores já feitas sobre esse problema e envolveu dados de mais de 10 mil adolescentes de 13 a 18 anos.

Comer em excesso ("binge eating") foi o transtorno mais comum, afetando 1,5% dos jovens. Menos de 1% dos jovens sofrem de bulimia e 0,3%, de anorexia. Ao todo, 3% têm um dos três problemas. Outros 3% tinham sintomas de transtornos. O estudo foi publicado na revista "Archives of General Psychiatry".

As taxas observadas ficaram acima das calculadas em estudos anteriores. Mais da metade dos jovens afetados sofre de depressão, ansiedade ou outros transtorno mental. Muitos deles já tentaram suicídio.

Publicado em Doenças e Prevenção
Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011 - 07:28

Hospital Samaritano promove curso sobre Adolescência e Drogas

O Instituto de Conhecimento, Ensino e Pesquisa do Hospital Samaritano de São Paulo realizará no dia 23 de fevereiro, às 19h30, um curso gratuito para comunidade sobre Adolescência e Drogas. O objetivo é mostrar aos pais o que fazer para que os filhos não se envolvam com drogas, explicar sobre as particularidades da dependência química e mostra o papel que eles desempenham nessa fase da vida dos filhos.

A palestra será ministrada pelo psiquiatra do Hospital Samaritano, Pedro Katz, também Diretor Técnico de dois projetos da Instituição ligados ao tema de dependência química: o Jovem Samaritano e o SAID – Serviço de Atenção Integral ao Dependente.

Serviço

O evento acontece no Espaço Russel do Hospital Samaritano (Rua Conselheiro Brotero, 1.505 - 9º andar), às 19h30. Mais informações e inscrições pelo telefone (11) 3821-5871.  As vagas são limitadas.

Publicado em Cursos e palestras

A mulher menstrua cada vez mais cedo e estudos demonstraram que, após a primeira menstruação, os Contraceptivos Orais Combinados (COCs) podem ser utilizados de forma segura por adolescentes saudáveis, mesmo que haja irregularidade menstrual e anovulação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou, em 2009, numa ampla revisão da literatura, as recomendações para o uso de métodos contraceptivos que estabeleceram que a idade isoladamente não deve constituir restrição ao uso do COC.

Novas pesquisas demonstraram, assim, que uma vez que o crescimento e o desenvolvimento sexual estão quase completos, após a primeira menstruação, não há evidências de que o uso precoce de COC tenha impacto negativo no crescimento ou na puberdade.

Os anticoncepcionais com baixa dose de progestógenos com efeitos mais parecidos com o da progesterona natural trazem benefícios como a diminuição da acne, melhora da dismenorreira (cólica), menos sintomas de retenção de líquidos, regularidade menstrual e diminuição do fluxo menstrual. Do ponto de vista cardiovascular, notou-se que a pílula combinada é também um método seguro, já que problemas nesta área são muito raros entre adolescentes.

Sexo

Alguns veem o uso dos COCs na adolescência com preconceito por acreditarem que ele pode estimular atividade sexual precoce, mas estudos demonstram que a diminuição da idade da primeira relação já é um fato. Segundo Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), em 1996 menos de 12% das adolescentes haviam declarado já terem feito sexo aos 15 ou menos. Em 2006, esse percentual já ultrapassava os 32%.

Ainda assim, muitos jovens não usam qualquer tipo de proteção por acreditarem que não há risco de gravidez – tipo de negação que é maior quanto menor a faixa etária. Os motivos da negligência do uso de contraceptivos também envolvem a crença de que não há risco por ser o encontro sexual apenas eventual e a constatação de que muitas adolescentes não admitem a atividade sexual para a família.

Assim, a fim de prevenir uma gravidez indesejada durante a adolescência, a OMS, indica o contraceptivo de baixa dose hormonal, que oferece risco de gravidez menor que 1%, enquanto o preservativo masculino, embora com eficácia contraceptiva menor, deve ter o seu uso sempre estimulado visando a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. 

A primeira consulta de uma adolescente ocorre, geralmente, entre os 13 e os 15 anos, e se deve a algumas razões principais: queixas genitais ou mamárias, disfunção menstrual ou anormalidade no desenvolvimento puberal e início da vida sexual.

De acordo com o doutor Achilles Cruz, especialista em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), 50% das jovens vão ao consultório acompanhadas pelas mães, mas o ideal é que conversem sozinhas com o médico “para assegurar a veracidade das informações e garantir a preservação da intimidade das garotas”. O Código de Ética Médica, aliás, informa estar vedado ao médico “revelar sigilo profissional relacionado a paciente menor de idade, inclusive a seus pais ou representantes legais, desde que o menor tenha capacidade de discernimento, salvo quando a não revelação possa acarretar dano ao paciente”.

A adesão aos COCs é baixa entre adolescentes. Em contraste aos 32% das mulheres adultas que, com um ano descontinuam a utilização do contraceptivo, 50% das adolescentes abandonam o medicamento nos três primeiros meses e 88% no primeiro ano devido a vários fatores, com destaque para os efeitos colaterais. Um estudo retrospectivo de 2008 comparou o uso dos anticoncepcionais hormonais em uma amostra de mais de 237 mil mulheres entre 15 e 40 anos (cerca de 25% com 17 anos ou menos e 20% entre 18 e 30) e obteve que a pílula combinada foi, entre os métodos hormonais, aquele com a melhor adesão. 

Publicado em Medicamentos
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010 - 06:59

Shakes não substituem refeições, diz pesquisa

Adolescentes que substituem as refeições por shakes e entradas industrializadas podem até emagrecer nos primeiros meses da dieta, mas a perda de peso não é mantida depois de um ano, segundo uma pesquisa publicada no periódico "Obesity".

Os pesquisadores do Children's Hospital da Filadélfia (EUA) dividiram 113 adolescentes obesos e suas famílias em três grupos e os submeteram a uma das dietas propostas durante um ano. Um dos grupos seguiu um regime de baixa caloria considerado padrão, com 1.300 a 1.500 calorias por dia. No outro, os participantes substituíram as refeições por três doses diárias de shakes, uma entrada industrializada (uma barra de cereal, por exemplo) e cinco porções de frutas e legumes durante quatro meses e, nos oito meses seguintes, seguiram uma dieta de baixa caloria. O terceiro grupo fez as substituições durante um ano inteiro.

Depois de quatro meses, os integrantes dos grupos que fizeram as substituições tinham reduzido seu IMC (índice de massa corpórea) em 6,3%, em comparação à perda de 3,8% dos adolescentes da dieta padrão. Mas, após um ano, não houve diferença estatística significativa da perda de peso entre os três grupos. A redução do IMC do grupo que fez a dieta de baixa caloria foi de 2,8%, nos participantes que fizeram a substituição e a dieta, 3,9%, e no grupo que fez apenas a substituição, 3,4%.

Publicado em Pesquisa em saúde
Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010 - 08:20

Acne aumenta risco de suicídio

Pessoas com casos graves de acne têm maior risco de tentar suicídio, segundo um estudo publicado na semana passada. A pesquisa reacende a polêmica sobre os remédios usados para tratar o problema, suspeitos de causarem dos pensamentos suicidas.

Pesquisadores suecos descobriram que os pacientes têm maior risco de tentar suicídio até um ano depois do tratamento com isotretinoína, usado contra a acne.Os cientistas dizem que o mais provável é que a própria acne explique o aumento do risco, mas não é possível descartar o remédio como causa do problema.

A isotretinoína, lançada nos anos 80, causou polêmica desde o início. Apesar de ser eficaz no tratamento da pele, o remédio já foi ligado a má formação fetal, quando usado durante a gravidez, e a efeitos colaterais mentais.

Até 80% dos adolescentes têm acne. Na maioria, o problema é discreto mas, em alguns casos, a acne pode desfigurar o rosto dos jovens, atrapalhando a vida social. Os médicos dizem que a isotretinoína é eficaz nos casos graves de acne, mas ligam o remédio a depressão e comportamento suicida. Estudos científicos têm resultados conflitantes.

Uma pesquisa feita por cientistas canadenses, publicada no "Journal of Clinical Psychiatry" em 2008, sugeriu que a isotretinoína dobrava o risco de depressão. Para última pesquisa, a equipe do Instituto Karolinska, da Suécia, investigou tentativas de suicídio antes, durante e depois do tratamento com isotretinoína para acne. Foram analisados dados de 5.756 pessoas que tomaram o remédio entre 1980 e 1989. As informações foram ligadas a internações hospitalares e registros de mortes entre 1980 e 2001.

Os resultados, publicados no "British Medical Journal", mostram que 128 pacientes foram internados em hospitais depois de tentarem suicídio. A pesquisa também descobriu que o número de tentativas de suicídio aumentava de um a três anos antes do início do tratamento. O pico foi até seis meses após o fim do tratamento.

A equipe de cientistas afirmou que é impossível saber se a manutenção no risco de suicídio se deve ao desenvolvimento natural da acne ou a resultados negativos do tratamento. Comentando o estudo, Sarah Bailey, do departamento de farmácia e farmacologia da Universidade de Bath, na Inglaterra, disse que o trabalho fortalece o entendimento de que a própria acne tem efeitos psicológicos significativos.

"A polêmica do risco de suicídio com o uso de isotretinoína não é resolvido nesse artigo", disse ela, acrescentando que a descoberta mais interessante é que o problema aumenta depois do tratamento. Isso mostra que é essencial continuar o acompanhamento dos pacientes.

Publicado em Doenças e Prevenção
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