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Exames de imagem são fundamentais no diagnóstico e na reabilitação para o esporte

Escrito por Redação - Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011 - 06:16
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O número de lesões do esporte cresce na mesma medida em que mais e mais pessoas decidem abandonar o sedentarismo e se dedicar à prática de atividades físicas. Após uma avaliação física, realizada por um ortopedista, os exames de imagem são fundamentais não só para o diagnóstico inicial, como para a fase de reabilitação. “Ao graduar as lesões, é possível determinar o tratamento mais adequado e estimar o tempo de retorno ao esporte”, diz o doutor João Carlos Rodrigues, médico radiologista do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.

Rodrigues afirma que o número de lesões poderia ser reduzido se as pessoas reparassem que o sistema musculoesquelético tem adaptação mais lenta em relação à adaptação do sistema cardiorrespiratório. “Depois de algumas semanas de exercícios, o atleta está bem disposto e animado para intensificar o treinamento – ou com mais carga, ou com mais repetições. Só que o sistema musculoesquelético responde mais lentamente e ainda não está pronto para aumentos significativos de intensidade de treinos. Conclusão: tendões, músculos e ossos se tornam mais vulneráveis a lesões como estiramentos, tendinites e fraturas por estresse. Aumentos graduais nos treinos, orientados por profissionais do esporte, podem prevenir lesões nessa fase”. 

Na opinião do médico, exames de imagem como o raio-X, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética  e a cintilografia óssea podem ser extremamente úteis – quando analisados por profissionais experientes – para confirmar o grau da lesão e definir o tempo de recuperação do paciente.

“Por sua alta resolução, sensibilidade a líquidos e diferenciação dos tecidos, a ressonância magnética tem papel importante no diagnóstico e graduação das lesões. Já a ultrassonografia é importante para diagnosticar cistos que se formam quando os hematomas resultantes da rotura muscular não são completamente absorvidos pelo organismo, impedindo o fechamento da fenda muscular. Nesses casos, o exame também guiará o procedimento de esvaziamento por agulha”, diz Rodrigues.

Lesão

De acordo com Rodrigues, em lesões por estresse é comum o atleta questionar o tempo de afastamento das atividades. Mesmo que a dor seja um parâmetro clínico fundamental, podem restar dúvidas quanto à total recuperação do paciente.

“Geralmente, o tempo de desaparecimento da dor é menor do que o tempo necessário de resguardo. Em casos de lesão na tíbia, por exemplo, a ressonância magnética classifica a lesão em grau 1 (mais leve), 2 ou 3. O menor tempo de afastamento dos esportes, nesse caso, é de quatro semanas. Já quando há traço de fratura na tíbia, a recuperação pode levar até seis semanas. Quando retorna precocemente ao esporte, o atleta fica mais suscetível a novas lesões, até mais graves”.

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