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Tabagismo provoca acne e 22% a mais de envelhecimento da pele

Escrito por Redação - Segunda-feira, 30 de Maio de 2011 - 11:08
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Diversos estudos comprovam que cigarro diminui o fluxo sanguíneo e aceleram a degradação da pele.

O cigarro traz muitos malefícios à saúde, e grandes pesquisas mostram com detalhes o efeito real do fumo para a pele. As rugas e acnes em tabagistas são diferentes; mais intensas e duradouras entre as pessoas que fumam do que entre as pessoas não fumantes. O tabagismo acelera o envelhecimento e dificulta o tratamento em casos de acne, principalmente no período após a adolescência.

De acordo com o estudo publicado em 2009 e apresentado em janeiro deste ano no “Meeting de Dermatologia”, em Miami, as impurezas do cigarro são responsáveis também pela formação de acnes. A pesquisa mostrou que 81% dos pacientes pós-adolescentes com casos de acne severa eram fumantes.

O estudo americano reforça um trabalho semelhante realizado no Brasil por Karine Simone, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo, sobre os principais efeitos do tabagismo na pele. Profundas linhas de expressão ao redor da boca, no canto dos olhos, bochechas e tonalidade cinzenta são efeitos causados pelas partículas contidas nas fumaças.

Na pesquisa brasileira, realizada na Santa Casa de São Paulo, em 2003, os dermatologistas verificaram que o tabagismo acelera em 22% o processo de envelhecimento. Isto acontece porque a fumaça do cigarro apresenta mais de 4.000 substâncias tóxicas que diminuem a oxigenação da pele e reduzem a síntese de colágeno. “A nicotina é o composto mais nocivo. Ela é responsável pela vasoconstricção que gera diminuição do fluxo sanguíneo. O cigarro determina essa diminuição por mais de 90 minutos, devido a liberação da nicotina, que faz a contração dos vasos sanguíneos”, alerta Karine.

A dermatologista conseguiu avaliar, entre dois grupos de homens e mulheres de 40 a 60 anos e sem grande exposição ao sol, características do envelhecimento para fumantes e não fumantes. O grupo tabagista apresentou 64,7% de sinais de envelhecimento cutâneo, enquanto os não fumantes mostraram apenas 41,9%.

O uso do cigarro também interfere na eliminação de radicais livres, principais agentes de envelhecimento. “Os radicais são normalmente inativados pelo retinol, betacaroteno e tocoferol, substâncias encontradas em alimentos como gema de ovo, nozes e cenoura. Porém, mesmo com a alimentação, os níveis destas substâncias nos tabagistas são baixos e podem causar má-formação da elastina, tornando a pele mais espessa e fragmentada”, completa.

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