A busca do nariz desejado pode, muitas vezes, necessitar da realização de uma segunda cirurgia, que é definida como rinoplastia secundária e tem como objetivo corrigir defeitos estéticos e/ou funcionais que resultaram de uma intervenção prévia. A decisão por uma nova cirurgia depende do grau de insatisfação do paciente com o resultado e, principalmente, se os tecidos locais permitem um conserto satisfatório.
Embora seja possível corrigir a maioria dos problemas em uma nova cirurgia, alguns pacientes apresentam condições, especialmente em relação à pele e a mucosa interna do nariz, que tornam a situação inoperável. Por isso, é preciso procurar um especialista neste tipo de procedimento, para que a situação não fique ainda mais complicada.
De acordo com o cirurgião plástico Alan Landecker, especialista em Cirurgia Plástica, ao abordar a rinoplastia secundária, devemos lembrar que nenhum ser humano possui um nariz perfeito e que a cirurgia subseqüente é sempre mais difícil do que as anteriores. “O nariz pode ficar com uma aparência pior se a técnica correta não for utilizada e/ou o corpo responder de uma forma imprevisível. Portanto, é fundamental que o paciente realize a cirurgia somente com um especialista em rinoplastia secundária, de preferência que domine a técnica estruturada”, esclarece Landecker.
Na rinoplastia estruturada, a filosofia e sistematização operatória são diferentes. O objetivo é o de visualizar o esqueleto do nariz completamente, utilizando a abordagem aberta. O cirurgião esculpe as cartilagens e ossos de forma conservadora, precisa e simétrica, melhora a parte respiratória, tratando desvios de septo ou hipertrofia de cornetos simultaneamente à parte estética, e fortalece o esqueleto nasal remanescente. Isso é feito usando enxertos de cartilagem (retirada do septo, costela ou orelhas) na forma de vigas de sustentação invisíveis. Além disso, pontos de fixação são utilizados para reconstruir os ligamentos interrompidos durante a cirurgia. O resultado é uma estrutura nasal esculpida e fortalecida, que tem menos chance de ser distorcida pelo tecido de cicatrização e pelas forças respiratórias.
Planejamento
Na rinoplastia secundária, o objetivo deve ser a produção de um nariz “individualizado”, que combine naturalmente com a face e a etnia do paciente. Pensando nisso, antes da cirurgia, Landecker realiza estudos matemáticos detalhados das proporções do nariz em relação à face de cada paciente e cria o planejamento cirúrgico baseado nestes resultados e no senso estético. “Este novo sistema de análise e planejamento foi desenvolvido utilizando-se modelos fotográficos como referência e evita a produção do “mesmo nariz para todos”, uma queixa antiga em pacientes submetidos a esta cirurgia pela técnica tradicional”, alerta o especialista.
Atualmente, a simulação computadorizada é usada para mostrar ao paciente o que deve ser corrigido e como isso pode ser feito. Por questões de ética, o paciente deve ser informado de que esta ferramenta é apenas educativa e que não constitui uma promessa em relação ao resultado. “Os desenhos aprovados pelo paciente são levados à sala de cirurgia e servem apenas como referência para o cirurgião realizar a rinoplastia estruturada. Este sistema estabelece uma boa sintonia entre o cirurgião e o paciente, fator fundamental para que as expectativas sejam atingidas, oferece resultados cada vez mais naturais e minimiza a chance de insatisfação estética após a rinoplastia secundária”, afirma o médico.
Rinoplastia secundária corrige problemas causados pela cirurgia plástica do nariz
Escrito por Redação - Segunda-feira, 06 de Junho de 2011 - 12:40Insatisfação do paciente, defeitos estéticos ou funcionais decorrentes de uma primeira intervenção cirúrgica podem ser corrigidos com uma nova cirurgia plástica no nariz.
Publicado em
Cirurgia Plástica

















Saúde da política