Terapia capilar dispensa apliques e transplantes
Doação de medula óssea na Unicsul
A Universidade Cruzeiro do Sul realiza no mês de março a Campanha de Doação de Medula Óssea. A ação tem como objetivo incentivar a doação aos pacientes que não conseguiram doadores compatíveis em suas famílias. A iniciativa é organizada pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários e o curso de Enfermagem da instituição de ensino, em parceria com a Associação de Medula Óssea do Estado de São Paulo (AMEO).
Os voluntários que quiserem participar da ação assistirão a uma palestra explicativa de representantes da AMEO sobre o procedimento de doação. Em seguida, será realizado o cadastro dos doadores interessados.
Serviço
A ação é aberta à comunidade acadêmica e ao público externo. Podem participar pessoas com bom estado de saúde, de 18 a 54 anos. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.cruzeirodosul.edu.br.
Campanha de doação – Universidade Cruzeiro do Sul
Campus São Miguel
Palestra 10/03 às 10h e às 20h – Auditório D
Coleta: 23/03, das 17h às 21h e 24/03, das 8h às 12h
Campus Anália Franco
Palestra 15/03 às 20h – Auditório FHC
Coleta: 29/03, das 17h às 21h
Campus Liberdade
Palestra 16/03 às 20h – Auditório Santander
Coleta: 30/03, das 17h às 21h
Campus Pinheiros
Palestra 17/03 às 20h – Sala de aula
Coleta: 31/03, das 17h às 21h
Transplante renal cresce no Brasil
Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Em 2010, o Brasil realizou 6.402 transplantes de órgãos e 4.630 deles foram de rim. Se comparado ao mesmo período de 2009, houve um crescimento de 8% nos números desse procedimento. “Com uma incidência tão significativa de pessoas que se submetem a esta cirurgia, é importante saber mais sobre o transplante renal e quais os cuidados que os transplantados precisam ter”, diz Reginaldo Carlos Boni, nefrologista e diretor do Serviço de Captação de Órgãos (SCOT) da Santa Casa de São Paulo.
O transplante renal é um método efetivo de tratamento da insuficiência renal crônica, promovendo melhora na qualidade de vida dos pacientes. “Antes da realização do transplante, o paciente deve se submeter a diversos exames para assegurar que ele está em condições de passar pelo procedimento cirúrgico, além de garantir a melhor compatibilidade com o doador, minimizando assim, a possibilidade de rejeição do novo órgão”, explica o especialista.
Doenças como diabetes, hipertensão arterial, infecções urinárias recorrentes, cálculo renal, glomerulonefrites e malformações podem levar à insuficiência renal crônica. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores importantes que podem interferir na velocidade com que algumas destas doenças evoluam para a insuficiência renal, ou ainda, minimizar os efeitos causados por elas. Dentre os sinais e sintomas da doença renal podemos destacar aumento da pressão arterial, fraqueza para atividades que antes eram feitas de forma rotineira, pele descorada (anemia), edemas (inchaço ao redor dos olhos e de extremidades), perda de apetite e alterações do hábito urinário (mudança de cor da urina, urina espumosa). A indicação do transplante de rim deve ser feita por um nefrologista em pacientes com perda irreversível da função renal.
“O paciente que vai ser transplantado passará a conviver com uma nova realidade, antes ocupada por sessões de diálise (peritoneal ou hemodiálise). Esse novo momento exige cuidado e compromisso, tanto na alimentação quanto na utilização correta dos medicamentos. Seu cotidiano muda, surgem dúvidas e, algumas vezes, o temor pela perda do rim transplantado. O apoio familiar é muito importante, além da clareza de que, caso ocorra a rejeição, esta poderá ser tratada”, informa Boni.
O transplante possibilita, na maioria das vezes, a reinserção do paciente no mercado de trabalho. Mudanças de hábitos de vida são fundamentais, como manter uma alimentação saudável e balanceada, reduzir a ingestão de gorduras e açúcares, e evitar o fumo e bebidas alcoólicas.
Depois do transplante, o novo rim pode começar a funcionar imediatamente e a diálise não será mais necessária. Porém, é possível que o órgão transplantado demore algumas semanas e, nesse caso, a diálise ocorrerá até o seu funcionamento adequado. Normalmente o paciente tem alta alguns dias após a cirurgia, porém os cuidados já começam no hospital. “Para garantir o sucesso do transplante, o transplantado deverá seguir à risca as recomendações do médico, tomando corretamente suas medicações, respeitando doses e horários, e realizando os exames que forem solicitados a cada consulta. Essa é a única forma de avaliar o funcionamento do órgão”, orienta Boni. “É importante também que o receptor compareça em todas as consultas de retorno agendadas, que logo após o transplante serão frequentes, mas, com o tempo, se tornarão mais espaçadas. Além disso, caso tenha febre, diminuição da quantidade de urina, dor no local da cirurgia e outros sintomas que não apresentava até então, a pessoa deverá procurar atendimento médico o mais rápido possível”, conclui.
Quanto à rejeição, que pode ocorrer com maior frequência nas semanas iniciais depois do transplante, existem maneiras de preveni-la e tratá-la. São utilizados medicamentos imunossupressores que evitam que o sistema imunológico reaja contra o novo rim. Dentre os imunossupressores disponíveis atualmente destaca-se o sirolimo, que inibe a proliferação celular e a produção de anticorpos. O sirolimo liga-se a uma proteína intracelular formando um complexo que inibe a ação da mTOR (Mammalian Target of Rapamycin), resultando na supressão do sistema imunológico e impedindo assim a rejeição.
Principais avanços em transplante pulmonar
O primeiro transplante pulmonar no Brasil foi realizado no Rio Grande do Sul, em 1989, por José de Jesus Camargo. Desde então, muitos progressos foram realizados na área, que hoje já conta com a técnica ex-vivo para recuperação dos pulmões, ainda experimental no Brasil. “A técnica consiste na manutenção do pulmão retirado do doador em soluções de perfusão específicas, que permitem que este órgão seja mantido fora do receptor por um período maior de tempo. No Brasil, a técnica ainda não foi realizada em humanos, mas há um projeto em andamento em São Paulo”, explica Valeria Maria Augusto, presidente da Comissão de Doença Pulmonar Avançada da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Hoje em dia, são realizados no país os transplantes unilateral, bilateral e coração-pulmão. No primeiro caso, apenas um pulmão é transplantado; no segundo caso, ambos os órgãos são transplantados no mesmo ato cirúrgico, em sequência. O transplante coração-pulmão, menos frequente, é realizado em casos de doença cardíaca associada à pulmonar.
Estes procedimentos podem ser a única saída para uma série de doenças graves. “As principais indicações são para pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica - DPOC, decorrente do tabagismo, que em um número significativo de pacientes evolui para a perda progressiva da função pulmonar; fibrose pulmonar idiopática, igualmente mais comum em fumantes, que ocorre principalmente em homens na terceira idade, levando a progressiva dificuldade em promover a troca de oxigênio; fibrose cística, doença genética cujo tratamento vem levando ao prolongamento da vida de muitas crianças, que atingem a idade adulta e são encaminhados para serem transplantados, e a hipertensão arterial pulmonar, doença pouco comum e grave, que leva ao aumento progressivo da pressão nas artérias do pulmão”, explica a medica.
Qualquer que seja a técnica, o fato de receber um órgão estranho leva o receptor à necessidade permanente de medicação imunossupressora para prevenir a rejeição do órgão transplantado. O uso de imunossupressores, por sua vez, predispõe à ocorrência de diversas infecções, alerta a especialista. “O paciente deverá, portanto, receber acompanhamento médico frequente por no mínimo um ano após a cirurgia e, a partir daí, as consulta serão regulares, conforme orientação médica”.
Progressos
Ainda há muito que crescer nesta área, relata a médica. “Depois de progressos como a evolução do transplante bilateral em algumas patologias, que aumentou a taxa de sobrevida dos pacientes, o aumento na qualidade da solução para perfusão, os progressos na antibioticoterapia e atualmente a técnica ex-vivo para a recuperação dos pulmões, ainda temos que melhorar as drogas imunossupressoras, para que sejam menos lesivas ao rim. Também é necessário intensificar as pesquisas e condutas que visam o suporte do paciente crítico fora de possibilidade terapêutica e potencial doador”, alerta Valéria.
Doadores
O transplante de pulmão é autorizado e custeado pelo Ministério da Saúde, sendo realizado na rede pública de saúde. “Há três grupos de transplantes, com listas de espera individuais: uma no Rio Grande do Sul, outra em São Paulo e a terceira em Minas Gerais. As listas no sul e em São Paulo tendem a ser maiores, pelo fato dos grupos também serem maiores e mais estabelecidos. Em Belo Horizonte, por exemplo, há atualmente dez candidatos na lista de espera”, revela a especialista. Este número, no entanto, pode significar um período muito grande de espera, pois doadores com pulmões viáveis para transplante são difíceis.
Brasil realiza 1º transplante de artéria
O aposentado Hamilton Bispo da Conceição, de 56 anos, foi o primeiro brasileiro a ser submetido a um transplante de artéria de doador falecido para evitar a amputação de sua perna direita - comprometida pela aterosclerose.
A cirurgia, inédita no Brasil, foi realizada no Hospital São Paulo no final do mês de janeiro. "Depois de dez dias, o paciente saiu do hospital totalmente recuperado, sem dor e andando", afirmou José Carlos Baptista Silva, responsável pelo transplante. Antes do transplante, Conceição já não podia mais andar. Por causa da doença, passou os últimos meses tomando analgésicos potentes e dormindo sentado, com a perna levemente inclinada, para tentar aliviar a dor. "Queimava por dentro", diz.
A doença atingiu sua perna direita, obstruiu quase completamente a principal artéria (femoral) e, por consequência, provocou a má circulação. A saída para o problema seria amputar a perna do joelho para baixo.
A equipe entrou em contato com a Central de Transplantes do Estado, que localizou o doador - um menino de 17 anos. Conceição comemorou o encontro do doador e não temeu os riscos da cirurgia. "Meu medo era perder a perna e ficar preso a uma cadeira de rodas para sempre."
Indicação restrita. Segundo Silva, esse tipo de transplante é feito em outros países, mas com indicação restrita. Ele diz que a cirurgia não depende apenas de técnica, mas da fase da doença.
"Não é todo mundo que tem aterosclerose nas pernas que vai se beneficiar. Não é o fim da amputação", pondera. "Mas, com esse transplante, conseguimos abrir uma porta importante para que outros doentes, na mesma situação, sejam beneficiados."
Ben-Hur Ferraz Neto, presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), diz que o transplante de vasos é raro porque, em geral, a artéria do paciente está doente por inteiro, o que inviabiliza a cirurgia. "A situação tem de ser muito favorável para dar certo", diz. No caso de Conceição, tanto deu certo que ele saiu do hospital dez dias depois do transplante, sem dor e andando. Voltou a dormir deitado em companhia da mulher, a noite toda. "Coisa rara de acontecer. Foi um alívio", diz o aposentado.
Com informações do Estado
Insuficiência renal crônica: à espera do transplante
A Insuficiência Renal Crônica (IRC) já é considerada pelos nefrologistas uma epidemia que precisa e deve ser controlada. O paciente é diagnosticado com IRC, com necessidade de terapia substitutiva renal, quando a função dos rins é menor do que 10% e não pode ser mantida com a terapia conservadora, praticada com medicação e dieta. Neste caso, será necessária a substituição da função do rim com tratamento dialítico ou transplante renal. Em crianças ou diabéticos, esse tratamento substitutivo pode ser indicado com função renal abaixo de 15%.
De acordo com Valter Duro Garcia, chefe do Serviço de Transplante Renal da Santa Casa de Porto Alegre, as manifestações da IRC fase urêmica (quando há um acumulo de uréia no sangue), são cansaço, náusea, perda de apetite, anemia, hipertensão, palidez, urina clara e aparecem de forma progressiva. “Hoje estão em tratamento dialítico no Brasil em torno de 75 mil pacientes, uma prevalência de 400 por milhão de população (pmp), com ingresso anual de cerca de 22 mil pacientes. A estimativa é que 40% da prevalência necessite de transplantes, ou seja, cerca de 30 mil pacientes”, afirma o especialista.
Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que no Brasil são feitos quase 5 mil transplantes renais por ano. Em números absolutos, o país deve ocupar o segundo ou terceiro lugar no ranking mundial de transplantes renais realizados anualmente, atrás apenas dos Estados Unidos e China. Porém, de acordo com José Osmar Medina, diretor do serviço de transplante renal do Hospital do Rim e Hipertensão da Unifesp, ainda há o desafio de aumentar o número de doações. “Em resumo, nos últimos 2,5 anos crescemos quase 60% nesta área, talvez o maior crescimento do mundo nesse período. Entretanto, comparando com outros países desenvolvidos a taxa de doadores ainda é baixa e devemos continuar trabalhando para o seu aumento”, completa Medina.
Parte do crescimento nas doações deve-se ao número de doadores falecidos porque a maioria das famílias brasileiras já se conscientizou e autoriza a doação. Em São Paulo, somente uma em cada cinco famílias se nega a realizá-la. “Entretanto, o número de doadores vivos entre familiares poderia ser maior. Fazemos em torno de oito a nove transplantes de rim com doador vivo e a meta é atingir 20, a exemplo dos Estados Unidos e alguns países nórdicos”, acrescenta Medina.
Em média, o paciente espera quatro anos na fila do transplante com doador falecido. “Isso acontece porque a locação do órgão é baseada na compatibilidade. Sendo assim, algumas pessoas são transplantadas em poucos meses, enquanto outras aguardam muito tempo por um rim compatível e permanecem em diálise por anos. Quando se tem um doador vivo familiar não há espera pelo transplante, e se o diagnóstico é precoce a intervenção cirúrgica pode ser feita antes do início da diálise, o que garante um resultado melhor”, diz Medina.
Após realizar o transplante, o paciente renal precisa seguir alguns cuidados para evitar que o organismo rejeite o novo órgão tais como: não fumar, não beber, manter atividade física regular e dieta equilibrada, comparecer às consultas rotineiras e realizar exames laboratoriais periodicamente. O médico também prescreve uma medicação imunossupressora que, juntamente dos demais medicamentos, possibilita uma melhor qualidade de vida ao transplantado. Há alguns imunossupressores disponíveis atualmente, dentre eles, o sirolimus, que inibe especificamente a enzima que proporciona a progressão do ciclo celular anômalo.
ONG cadastra 1.400 possíveis doadores de medula na FMU
Entre a última semana de novembro e os primeiros dias de dezembro, a Madu-Medula montou postos de cadastramento de doadores nos campi Liberdade e Santo Amaro. O preenchimento de um formulário com dados pessoais e a coleta de 5 ml. de sangue inscrevem a pessoa como um possível doador da medula.
“A coleta é analisada e vai para um banco de dados nacional. Quando há um paciente que tem compatibilidade com um possível doador, ele é convidado para realizar a doação”, explica Geraldo Maia Filho, coordenador da ONG. “O transplante de medula óssea é a única chance de cura para aqueles que têm leucemia e outras doenças no sangue”, completa.
A ONG Madu-Medula foi criada em 2006, devido a um caso de leucemia na família de Maia Filho. “Maria Eduarda, com 1 ano e oito meses, foi diagnosticada com leucemia e precisou de um transplante de medula óssea, em um tempo em que a quantidade de doadores no Brasil era muito pequena. A partir daí, quisemos orientar, promovendo ações de cadastramentos por todo o Brasil”, frisa.
A primeira ação da ONG, em dezembro de 2006, foi realizada em Presidente Prudente e bateu um recorde mundial, com 5.300 cadastramentos em um único dia.
Unifesp realiza primeiro transplante de córnea a laser pelo SUS na cidade de São Paulo
O Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) inova mais uma vez aliando tecnologia e medicina na realização de transplantes de córnea em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde o ultimo dia 17 de novembro, a Unifesp o serviço universitário público de Oftalmologia introduziu o laser de femtosegundona realização do procedimento. O novo método - que apresenta como vantagens maior segurança ao paciente, recuperação e cicatrização mais rápidas, menor risco de rejeição do órgão transplantado e melhor acuidade visual – consiste na substituição de uma córnea doente e/ou opacificada por uma córnea transparente, permitindo a passagem da luz até a retina e restabelecendo a
visão.
De acordo com Denise Freitas, chefe do Departamento de Oftalmologia da Unifesp, a cirurgia manual exige habilidades técnicas refinadas, por parte do cirurgião, na obtenção de um melhor ajuste das partes que estavam separadas do tecido corneano e maior controle dos graus dos óculos que a cirurgia induz. "O astigmatismo pós-operatório, problema que distorce a imagem, continua como um dos principais obstáculos na reabilitação visual de pacientes com um transplante de córnea", explica a oftalmologista. "Vários estudos mostram que essa junção do tecido doador com o tecido receptor feita a laser promove maior estabilidade no transplante, requer menos pontos e diminui o tempo de cicatrização e reabilitação visual".
Funcionamento
O laser de femtosegundo é um laser de espectro infravermelho que promove o corte de tecidos por meio de pulso altamente concentrado em energia, de duração ínfima, que separa o tecido sem transmissão de calor ou choque para o tecido adjacente. Milhões de pulsos posicionados no tecido corneano, de forma controlada, podem criar incisões com formas definidas e precisas que promovem melhor ajuste entre a córnea doadora e a receptora, como em um quebra-cabeça.
Receptores
O Hospital Universitário da Unifesp - dispõe de vagas para pacientes com indicação para transplante de córnea. Entretanto, a instituição também busca doadores do órgão para que a oferta desses transplantes não seja comprometida. De acordo com Consuelo Bueno Diniz Adán, coordenadora do Banco de Olhos da Unifesp, ligado ao Departamento de Oftalmologia, embora o número de transplantes tenha crescido no estado paulista e a fila de espera por uma córnea no HSP tenha se reduzido para aproximadamente 15 dias após exames pré-operatórios, ainda há resistência, dúvidas e tabus que precisam ser eliminados.
O principal entrave é a dúvida da família a respeito da vontade do doador ou a demora dos parentes para autorizar a doação. "Precisamos esclarecer as dúvidas da população para que tabus sejam eliminados. Por sua vez, familiares também precisam ter conhecimento do desejo do parente em vida, para que não se perca tempo ou haja desgaste durante o processo de doação que, no caso das córneas, precisam ser retiradas até seis horas após o óbito ou 24 horas se o corpo estiver sob refrigeração", afirma Consuelo.
"Além disso, até mesmo os tecidos descartados para transplantes são utilizados pela instituição para pesquisa e isso contribui muito para novos tratamentos. Portanto, a doação é muito importante". O Banco de Olhos do Hospital São Paulo abastece a capital e outros municípios. Isso porque, quando os tecidos são captados, processados, armazenados e transportados nas condições ideais, podem aguardar por um receptor por até 14 dias, ou ser doado para um paciente de outra cidade do estado.
No primeiro semestre de 2010, 115 doadores abasteceram o Banco de Olhos do Hospital São Paulo, sendo que foram processados e liberados 205 tecidos e concretizados 152 transplantes. "Todos os dias pessoas ingressam na fila, esperando por um transplante. Temos que considerar o descarte (por sorologias ou qualidade). Se as doações diminuem, o tempo de espera aumenta, o que significa sofrimento para aqueles que estão na fila", reforça Consuelo.
Telefones do REDOME mudam a partir de novembro
A partir de novembro, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (REREME) do Instituto Nacional de Câncer (INCA) passam a ter novo número de telefone: (21) 3207-5238.
Vale lembrar que os doadores cadastrados continuarão podendo atualizar suas informações pessoais pelo e-mail
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, sendo necessário enviar nome completo, nome da mãe, data de nascimento (para evitar homônimos) e as informações a serem alteradas. O Inca reforça a necessidade de os doadores manterem seus cadastros atualizados para o caso de serem chamados para realizarem a doação a pacientes compatíveis.
Vai ser alterado também o telefone geral da unidade do INCA localizada na Rua do Rezende, 195, onde funcionam o REDOME e o REREME. O novo número geral passará a ser o (21) 3207-5200. Durante 60 dias, uma gravação vai avisar sobre a mudança para quem ligar para os números antigos da instituição.














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