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Doença demonstra sinais nos primeiros meses de vida e se diagnosticada cedo pode ser curada

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A universidade afirmou que o aplicativo, denominado ResolutionMD Mobile, que também está disponível para uso em aparelhos móveis que utilizam o sistema operacional Android, pode ser de grande utilidade no meio rural.

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Recentemente aprovada pelo FDA, a mamografia tomográfica aumenta a detecção precoce do câncer de mama, em relação à mamografia digital.

No Brasil, o exame vem sendo realizado há um ano no CDB Premium, em São Paulo. O primeiro equipamento instalado na América do Sul já permitiu que a avaliação dos resultados dos 818 exames realizados entre maio e dezembro de 2010 fosse apresentada pelo médico radiologista Aron Belfer no Congresso Europeu de Radiologia, em Viena (Áustria). Houve um aumento de 12% na detecção da doença.

“Um dos grandes avanços para a detecção precoce do câncer de mama, aliado à mamografia digital, é a mamografia tomográfica. O exame tomográfico, ou a tomossíntese, é muito semelhante à mamografia convencional e é feita no mesmo tipo de mamógrafo, fazendo com que a mama permaneça comprimida por mais alguns segundos e fornecendo então essas imagens tomográficas”, diz Belfer. 

De acordo com a doutora Vivian Schivartche, especialista no diagnóstico da mama, alguns estudos apontam que a mamografia por tomossíntese detecta entre 7% e 17% mais câncer de mama que a mamografia  convencional. Na opinião da médica, a vantagem dessa nova técnica é que ela possibilita enxergar o câncer numa fase muito precoce e em mamas densas e heterogêneas, que são difíceis para a mamografia convencional.

“Muito precoce significa tumores menores  de um centímetro. Na mamografia tradicional, dependendo da densidade da mama, essa detecção não é tão precoce  assim. Para a paciente, a detecção precoce é a coisa mais importante que se procura obter, porque significa uma cirurgia menor, um prognóstico melhor e uma sobrevida maior”, diz a radiologista.

Evolução

Nos Estados Unidos, há mais de dez anos a mamografia digital passou a substituir a mamografia tradicional, realizada com filmes de raio-X. Hoje, mais de 70% das clínicas de diagnóstico por imagem já adotaram a tecnologia naquele país. No Brasil, a mamografia digital pode ser encontrada nos centros de diagnóstico mais importantes do país. A mamografia 3D (tomossíntese), entretanto, desembarcou no Brasil há menos de um ano, no CDB Premium (São Paulo) – que já realizou mais de 1.300 exames nesse período.

Se a imagem digital é mais nítida, facilitando a detecção precoce do câncer de mama, a tomossíntese representa um avanço ainda mais relevante para a saúde feminina e permite ver o câncer de uma forma nunca antes possível com a mamografia de rotina. O exame leva poucos segundos mais que a mamografia 2D. Assim como na mamografia convencional, a mama é comprimida entre duas partes do aparelho. Mas, ao invés de serem geradas duas imagens, são geradas 15 – num arco de 15 graus.

“Na mamografia tomográfica, como a gente vê os planos em separado, não há a superposição de estruturas da glândula mamária. Já nas mamografias convencionais essa superposição cria imagens falsas, que exigem radiografias complementares para esclarecimento. Na avaliação apresentada em Viena, houve redução de 39% da necessidade de imagens adicionais. Para a paciente, isso significa menos estresse e ansiedade, menos radiação e menos incômodo. Afinal, evita-se que a paciente tenha de retornar ao serviço de radiologia para fazer mais imagens”, diz Aron Belfer. 

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Com paciente sedado, médico pode visualizar as vias respiratórias em condições que simulam sono normal e localizar onde a passagem do ar é obstruída, aumentando a eficácia do tratamento. Até agora, técnica era usada apenas de forma experimental no País.

Um exame que pode ajudar no tratamento de pacientes com a síndrome da apneia obstrutiva do sono foi liberado para uso comercial em hospitais. Até agora, a técnica só era usada de forma experimental no País. Com ela, é possível visualizar as vias respiratórias em condições que simulam o sono normal e localizar a obstrução da passagem de ar. Isso pode ajudar a evitar cirurgias desnecessárias. O Hospital Samaritano é o primeiro a oferecer a sonoendoscopia, que é feita com a colocação de um aparelho flexível de fibra ótica no nariz do paciente. O exame dura apenas 15 minutos, mas deve ser feito no centro cirúrgico, com acompanhamento de um anestesista. A sedação é feita com uma substância chamada propofol. O paciente recobra a consciência assim que o anestésico é suspenso.

A técnica usada no Samaritano foi desenvolvida pelo médico Fábio Rabelo em sua tese de doutorado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP). "Conseguimos encontrar a dose de sedativo capaz de simular as condições exatas do sono normal", explica. A sedação geralmente feita para um exame de endoscopia, diz Rabelo, induz a um sono muito mais profundo que o natural, o que poderia levar a resultados falsos. O otorrinolaringologista Eric Thuler explica que a obstrução que causa a apneia pode ocorrer em diversos lugares das vias respiratórias, como a amídala, o palato mole, a base da língua e a epiglote. Cada situação requer um tratamento específico. "A cirurgia, por exemplo, só vai trazer bom resultado quando o estreitamento ocorrer na região da amídala. Com a realização da sonoendoscopia, temos visto que em mais de 40% dos pacientes o estreitamento ocorre em outros lugares", diz.

Doença

A apneia é um distúrbio do sono caracterizado pela suspensão da respiração por pelo menos dez segundos, mais de cinco vezes por hora. Na maior parte das vezes, essas paradas respiratórias não são suficientes para despertar a pessoa, mas impedem que ela entre em sono profundo. Isso pode levar a problemas como sonolência diurna, hipertensão, diabete e enfarte, se não houver tratamento adequado.

Estudos apontam que cerca de 30% da população da cidade de São Paulo sofre com o problema. Entre os sintomas da síndrome estão: desconforto respiratório associado ou não ao ronco, sonolência diurna, sono não reparador, engasgos e episódios de despertar súbito com falta de ar. O ronco, porém, pode ter outras causas, como aumento de secreções nasais, desvio de septo, rinites, sinusites, pólipos nasais, adenoides e alterações nos ossos da face.

Com informações do ESTADO

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Quarta-feira, 23 de Março de 2011 - 18:27

Os mitos da endoscopia digestiva

Muitas pessoas têm receio em fazer uma endoscopia digestiva por causa de alguns mitos: é dolorido, demora, fica sob efeito da anestesia por muito tempo, corre risco de choque anafilático, entre outros. O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), Sérgio Bizinelli, alerta sobre a importância do exame para prevenir e tratar desde uma simples gastrite, até hemorragias e tumores em seu estado inicial. “É possível realizar de forma segura a ressecção do tecido doente, evitando o procedimento cirúrgico. É eficaz no tratamento de cânceres gástricos e outras doenças gastrointestinais”.

De acordo com Bizinelli, é um procedimento simples e que dura em média 15 minutos. “Primeiro é aplicado um anestésico (geralmente em spray) na garganta do paciente, que deve estar deitado na posição lateral esquerda. Um protetor bucal é colocado para que ele não feche a boca. Depois inserido o gastroscópio pela garganta até o início do intestino (duodeno)”.

Antigamente o exame era feito sem anestesia e com um instrumento não muito flexível, os fibroscópios, por isso causava dor. Hoje, a tecnologia é avançada como o caso da cápsula endoscópica, um exame relativamente novo, e considerado a melhor forma de examinar o intestino delgado. “Consiste em engolir uma cápsula com um pouco de água, que vai fotografando o intestino delgado. As imagens são transferidas para um computador para serem analisadas. Já no procedimento tradicional e atual, o paciente recebe um sedativo e o gastroscópio é mais fino e flexível, não causando dor ou desconforto”, explica o presidente.

Quanto ao choque anafilático por causa do anestésico, Bizinelli afirma que a probabilidade é baixíssima e com poucos casos relatados na literatura médica mundial. A reação sob o efeito da anestesia varia de acordo com o organismo do paciente. Alguns voltam ao estado normal em 20 minutos, outros precisam de um tempo maior dependendo do tipo de anestesia.

Um dos grandes avanços tecnológicos para a especialidade foi a criação da cápsula endoscópica, método mais moderno e que não causa nenhum tipo de desconforto para o paciente. É considerada pelos especialistas como a melhor forma de examinar o intestino delgado, local de difícil acesso por ficar no meio do aparelho digestivo e ter o comprimento de 5 a 7 metros. A técnica representa uma revolução por auxiliar na identificação e análise de possíveis lesões em fase inicial e de difícil acesso por outros métodos de diagnósticos.

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Já em fase de testes no Brasil o diagnóstico rápido que pretende identificar o bacilo da tuberculose e avaliar sua resistência. “Já estão sendo feitos estudos em Manaus e Salvador e há expectativa muito grande de que ele seja disponibilizado para utilização na rede pública ainda esse ano”, explica Marcelo Fouad Rabahi, presidente da Comissão de Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

Ele alerta que o atraso no diagnóstico é um sério agravante desta situação, pois o seu retardo facilita a disseminação da tuberculose, que é transmitida pela tosse de pessoas doentes.

Por se tratar de uma doença endêmica no Brasil,, o pneumologista também defende a busca ativa de casos. Segundo ele, pessoas que procuram atendimento médico com quadro de tosse há mais de duas semanas, mesmo não apresentando um quadro clássico de tuberculose, devem ser investigadas, uma vez que a patologia pode se apresentar de diversas formas.

“Ainda hoje predomina a busca passiva, que é aguardar o paciente com tosse procurar o posto de saúde para descobrir se é tuberculose. Porém, desta forma, há um retardo muito grande no diagnóstico. Precisamos criar mecanismos para que a avaliação e o diagnóstico sejam feitos precocemente”, afirma.

Tuberculose no Brasil

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o Brasil é um dos 22 países recordistas nos índices de incidência da tuberculose. Há uma estimativa de 80 mil a 90 mil novos casos ao ano e 5 mil óbitos. Conforme Rabahi,  há, além dos doentes de fato, os pacientes infectados. “Um terço da população brasileira é portadora do bacilo da doença, mas não a desenvolve. Para desenvolvê-la, há a necessidade de uma alteração na resposta do organismo, que varia de pessoa para pessoa e depende de uma série de situações clínicas”, explica.

Programa Nacional

Atualmente, toda a rede pública brasileira conta com o esquema de tratamento com dose fixa combinada, o mesmo esquema utilizado em quase todo o mundo “Temos estas políticas implantadas, porém a erradicação da tuberculose depende de todos. Os gestores de cada estado e município precisam ter em mente que a tuberculose é um problema sério e geral, devendo ser intensamente combatido”, finaliza.

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Segunda-feira, 14 de Março de 2011 - 08:11

Segunda etapa da campanha contra Aids incentiva teste

O Ministério da Saúde deu início à segunda fase da campanha de prevenção à Aids. Antes do carnaval, o apelo era para o uso de preservativos. Agora, a pasta convoca todos para a realização do teste de detecção do HIV.

De acordo com o ministério, é importante lembrar que é preciso esperar 30 dias a contar da última relação sexual sem preservativo para fazer o exame. Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, antes desse período, não é possível detectar o HIV no organismo.

A recomendação para realizar o teste vale para pessoas que tiveram relação sexual desprotegida (inclusive sexo oral) e que fizeram uso de seringas ou agulhas compartilhadas. As mulheres que desejam engravidar também são aconselhadas a conhecer a condição sorológica, uma vez que a medida pode evitar a transmissão vertical do HIV (de mãe para filho).

Dados do ministério indicam que cerca de 630 mil pessoas vivem com o vírus da Aids no Brasil. Cerca de 255 mil delas não sabem do diagnóstico porque nunca fizeram o teste.

Serviço

Para informações sobre locais onde fazer o teste para detectar o HIV, basta acessar o site www.aids.gov.br/pagina/servicos-de-saude.

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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011 - 09:30

Hospital universitário da Unifesp recebe mamógrafo

A Associação Américas Amigas doou um novo mamógrafo para a cidade de São Paulo. A Clínica de Mastologia do Hospital São Paulo, hospital universitário da Unifesp, recebeu a nova máquina para realizar exames de rastreamento e de diagnóstico de câncer de mama em mulheres usuárias do SUS.

Desde sua criação, há dois anos, a Américas Amigas já doou 12 mamógrafos em todo o território nacional, promovendo ações de combate à mortalidade causada pelo câncer de mama, principalmente em mulheres de baixa renda.

Com o novo equipamento, o Hospital São Paulo terá capacidade para atender a mais de mil pacientes por mês e realizar campanhas de detecção precoce da doença. Antes da doação, os equipamentos antigos exigiam manutenção constante, limitando o atendimento mensal em 300 mulheres, o que gerava uma constante fila de espera para a realização de exames e dificultava o tratamento das pacientes.

A cerimônia de doação será realizada nesta quinta-feira (10), no anfiteatro da ginecologia do Hospital São Paulo.

Doença

No Brasil, estima-se que a cada 36 minutos uma mulher morra de câncer de mama. 44% de todos os casos são detectados em um estágio avançado da doença, o que torna o tratamento extremamente difícil. Como resultado deste quadro, o número de mortes no Brasil é muito alto: 42% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama não sobrevivem.

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Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2011 - 07:04

5 de fevereiro: Dia Nacional da Mamografia

No próximo sábado, dia 5, é c omemorado o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir de Projeto de Lei da senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às Unidades Públicas de Saúde (UPSs). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.

Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a  simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortabilidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Kaliks.

Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada.

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Segunda-feira, 08 de Novembro de 2010 - 07:38

Hospital das Clínicas de SP testa novo exame contra câncer labial

Uma nova técnica para diagnosticar o câncer de lábio - sem a necessidade de cortes ou anestesia - será testada pelo Hospital das Clínicas (HC) em parceria com a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP). O procedimento, inédito na América do Sul, é feito com um microscópio especial, semelhante a um ultra-som, que escaneia a área suspeita de lesão, sem machucar o lábio, de acordo com informações do HC.

Em contato com a mucosa da boca, o aparelho emite um laser não lesivo, escaneia a área e encaminha as imagens, em preto e branco, para o computador. A ampliação das imagens possibilita examinar as alterações celulares e indicar se serão necessários outros exames complementares. A biopsia é o exame mais utilizado para o diagnostico do câncer da mucosa oral e da pele.

Segundo informações do hospital, cerca de 50 pacientes em tratamento na clínica de dermatologia, com suspeita de câncer labial, serão os primeiros a passarem pelo novo exame. O equipamento para o exame foi desenvolvido nos Estados Unidos e também já é utilizado em países da Europa. No HC, nesta primeira fase, o equipamento será uma ferramenta de estudo e pesquisa para avaliar o câncer labial.

A doença representa cerca de 15% de todas as neoplasias (alterações celulares que acarretam em crescimento exagerado das células) da cabeça e do pescoço. Na maioria dos casos, o diagnóstico é feito tardiamente, quando a lesão já atingiu um estado avançado. Um dos fatores que mais provoca o surgimento desse tipo de tumor é a exposição contínua ao sol sem nenhum tipo de proteção.

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