Brasil entrega ambulâncias e medicamentos ao Haiti
Ministério da Saúde envia 30 veículos 4X4 equipados com suporte básico de atendimento e 360 toneladas de soro para tratamento de cólera para a população haitiana
Estados Unidos segue medida brasileira de combate ao fumo
Contrária à medida, quatro empresas fabricantes de tabaco abriram um processo contra o governo dos Estados Unidos
44% dos remédios controlados no Brasil tratam transtornos mentais
Os dados estão descritos no primeiro Boletim de Farmacoepidemiologia do sistema nacional que gerencia os produtos controlados da Anvisa.
Como combater obesidade e sedentarismo
Não é raro ver adultos elogiando crianças gordinhas. Muitos veem as "dobrinhas" e rostinhos redondos dos pequenos como um sinal de saúde
Horiba investirá R$ 15 mi em nova fábrica em Jundiaí
A Investe São Paulo, agência do governo paulista responsável pela atração e manutenção de investimentos para o Estado, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, assinou na quinta-feira (17), na sede da prefeitura de Jundiaí, um protocolo de intenções com a empresa Horiba, que tem como objetivo viabilizar a implantação da nova fábrica da multinacional japonesa no município localizado a 60 km da capital.
A empresa fabricante de equipamentos e reagentes para diagnósticos, líder no segmento de hematologia, estima investir cerca de R$ 15 milhões na construção da nova sede, que terá aproximadamente 4,9 mil m² de área construída e ficará localizada em uma área de 10 mil m² no bairro Medeiros.
“A chegada de mais uma empresa é de extrema importância para o desenvolvimento da nossa cidade, e a geração de empregos é o ponto que merece destaque. Os investimentos que promovemos na cidade a tornam mais competitiva e atrativa para as empresas”, comentou o prefeito Miguel Haddad.
A Horiba Medical Brasil detém hoje 30% do mercado local de hematologia. Os reagentes são utilizados em equipamentos para diagnóstico in vitro. Existe ainda a possibilidade de a fábrica iniciar a produção de equipamentos que atenderiam aos segmentos médico e científico. “Ampliaremos nossa produção de 2 milhões de litros de reagentes por ano para 3 milhões, mas essa nova fábrica terá capacidade para 6 milhões de litros”, informou o presidente da Horiba, Hamilton Ibanes.
As obras do novo empreendimento devem começar ainda neste semestre e a estimativa é que a produção tenha início em janeiro de 2013, quando a Horiba pretende contratar mais 20 funcionários. Os 80 colaboradores que, hoje, trabalham na capital serão remanejados para a nova fábrica, que deverá gerar ao todo 200 empregos diretos e indiretos.
A empresa tem em sua carteira clientes como o Grupo Dasa, Grupo Fleury, Hospital Albert Einstein, Hospital Universitário da USP, Laboratório Sergio Franco, Santa Casa de Porto Alegre, Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP), Laboratório Sabin, Amico Saúde, Hospital João XXIII (MG), Laboratório Marcelo Magalhães (Recife), Fundação Sangue Nativo – Banco de Sangue (AM), IPSEMG (MG), Hospital do Coração – HCOR.
Brasil testa um novo exame que promete diagnóstico mais rápido
Já em fase de testes no Brasil o diagnóstico rápido que pretende identificar o bacilo da tuberculose e avaliar sua resistência. “Já estão sendo feitos estudos em Manaus e Salvador e há expectativa muito grande de que ele seja disponibilizado para utilização na rede pública ainda esse ano”, explica Marcelo Fouad Rabahi, presidente da Comissão de Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
Ele alerta que o atraso no diagnóstico é um sério agravante desta situação, pois o seu retardo facilita a disseminação da tuberculose, que é transmitida pela tosse de pessoas doentes.
Por se tratar de uma doença endêmica no Brasil,, o pneumologista também defende a busca ativa de casos. Segundo ele, pessoas que procuram atendimento médico com quadro de tosse há mais de duas semanas, mesmo não apresentando um quadro clássico de tuberculose, devem ser investigadas, uma vez que a patologia pode se apresentar de diversas formas.
“Ainda hoje predomina a busca passiva, que é aguardar o paciente com tosse procurar o posto de saúde para descobrir se é tuberculose. Porém, desta forma, há um retardo muito grande no diagnóstico. Precisamos criar mecanismos para que a avaliação e o diagnóstico sejam feitos precocemente”, afirma.
Tuberculose no Brasil
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o Brasil é um dos 22 países recordistas nos índices de incidência da tuberculose. Há uma estimativa de 80 mil a 90 mil novos casos ao ano e 5 mil óbitos. Conforme Rabahi, há, além dos doentes de fato, os pacientes infectados. “Um terço da população brasileira é portadora do bacilo da doença, mas não a desenvolve. Para desenvolvê-la, há a necessidade de uma alteração na resposta do organismo, que varia de pessoa para pessoa e depende de uma série de situações clínicas”, explica.
Programa Nacional
Atualmente, toda a rede pública brasileira conta com o esquema de tratamento com dose fixa combinada, o mesmo esquema utilizado em quase todo o mundo “Temos estas políticas implantadas, porém a erradicação da tuberculose depende de todos. Os gestores de cada estado e município precisam ter em mente que a tuberculose é um problema sério e geral, devendo ser intensamente combatido”, finaliza.
EMS vai abrir fábrica de medicamentos genéricos na Zona Franca
A indústria farmacêutica EMS vai abrir uma fábrica de remédios genéricos na Zona Franca de Manaus. O empreendimento será iniciado ainda em 2011 e vai gerar 2 mil empregos quando estiver em plena operação.
A empresa, que negocia há pelo menos dois meses com o governo do Amazonas, vai investir inicialmente mais de R$ 20 milhões no empreendimento e receberá em troca "significativa" desoneração do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços.
A EMS informou ainda que o projeto da fábrica de Manaus produzirá comprimidos e cápsulas e envolverá ao todo R$ 180 milhões, empregando 300 funcionários diretamente em suas operações.
A empresa tem planos de iniciar a construção de mais duas fábricas no Brasil ainda neste ano: Brasília (DF) e Jaguariúna (SP). Na capital brasileira, serão investidos R$ 150 milhões para a produção de antibióticos e hormônios, enquanto para o interior de São Paulo serão desembolsados R$ 30 milhões para a produção de suplementos alimentares. Ambas unidades gerarão juntas 450 empregos diretos.
Casos de sarampo no Brasil batem recorde da década em 2010
Após ficar três anos sem ter casos de sarampo, no ano passado o Brasil bateu o recorde de registros da doença na década. De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados 68 casos em três Estados. O mais afetado foi a Paraíba, com 57 deles. Os outros ocorreram no Rio Grande do Sul (8) e Pará (3). Desde 2001, o ano com mais casos de sarampo no país foi 2006, com 57.
Justamente no ano passado o Brasil pediu à Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) o certificado de eliminação da doença.O Ministério da Saúde, porém, afirma que o pedido não está comprometido, pois "é esperado que casos importados de sarampo ainda ocorram no Brasil, uma vez que há surtos da doença em vários países do mundo". A pasta afirma que não há no país uma "transmissão sustentada" da doença, o que só ocorre se forem registrados casos do mesmo vírus ao longo de 12 meses.
Após análise laboratorial da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), todos os casos foram classificados como decorrentes de vírus "importados". Os casos do Pará foram do vírus D4 e os do Rio Grande do Sul e Paraíba foram do vírus B3, ambos similares aos de circulação na Argentina e frica do Sul.
Brasil sedia Curso Internacional de Cirurgia Vascular
Estão abertas as inscrições para o 1º Curso Internacional de Cirurgia Vascular que acontece entre os dias 12 e 14 de maio em Gramado, na serra gaúcha. Organizado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) do Rio Grande do Sul, o evento trará ao Brasil pela primeira vez conceituados especialistas americanos para esclarecer tópicos atuais, estudos recentes e novidades em tecnologia endovascular e de imagem.
O curso tem o apoio da SBACV nacional e da americana Mayo Clinic, fundação sem fins lucrativos de assistência à saúde e promoção da educação médica continuada. “O encontro se diferencia de outros pela abordagem multidisciplinar de problemas vasculares complexos, combinando as experiências de diagnóstico por imagem e novos métodos de tratamento endovascular”, diz um dos coordenadores e médico da Mayo Clinic, o brasileiro Gustavo Oderich. Para o presidente da SBACV-RS, Adamastor Humberto Pereira, será uma oportunidade única de atualização técnica com renomados nomes da vanguarda do setor.
No total, 15 pesquisadores americanos virão ministrar palestras. Entre eles, está Carlos Timaran, chefe da divisão de cirurgia endovascular do Veterans Affair Hospital, em Dallas. Trata-se do cirurgião endovascular que mais contribuiu com casos no CREST trial – que foi um dos maiores estudos clínicos randomizados para a prevenção do derrame cerebral, o “Estudo da Endarterectomia de Revascularização da Carótida versus Implante de stent”. A pesquisa durou nove anos e contou com 117 centros. Os médicos conseguiram mostrar que endarterectomia da artéria carótida, considerado o padrão ouro no tratamento da prevenção de derrames, e o implante de stent na artéria carótida, método menos invasivo, são ambos eficazes e seguros.
Outro destaque do evento é a vinda de Sam Money, chairman do Departamento de Cirurgia e Divisão de Cirurgia Vascular na Mayo Clinic Scottsdale. O especialista tem vasta experiência em métodos endovasculares e recentemente liderou um projeto sobre o tratamento de aneurismas viscerais por método endovascular.
Serviço
As inscrições podem ser feitas pelo site www.vascular-rs.org.br. As taxas variam de R$ 200 a R$ 700. O curso será pontuado pela Comissão Nacional de Acreditação (CNA).
Brasil pode ser o primeiro á ter vacina antidengue
Noventa anos após iniciados os primeiros estudos, a vacina contra a dengue entra na fase final de preparação e o Brasil pode ser o primeiro país a recebê-la. Em março, executivos da empresa francesa Sanofi Pasteur desembarcarão em Brasília para propor ao governo federal um acordo para que o País tenha prioridade na distribuição do imunizante. A corrida pelo Brasil não ocorre por acaso. Considerada uma vacina para atacar uma doença comum em países pobres, multinacionais buscam locais onde possam compensar seus investimentos. O Brasil, portanto, seria perfeito: no País a doença é endêmica e, ao contrário da África, possui recursos para a vacina.
Os testes da terceira fase do imunizante desenvolvido pela Sanofi serão iniciados neste ano, com 30 mil pessoas. O Brasil fará parte desses testes. Se a eficácia do produto for comprovada, o primeiro pedido de registro e autorização será feito em 2013. Para a Sanofi, a meta é a de ter o produto no mercado mundial já em 2015. "Caminhamos para o controle de mais uma doença. Para alguns países, isso será fundamental", afirmou o vice-presidente da Sanofi, Michael Watson.
No caso do Brasil, a empresa quer negociar prazos menores para permitir que a vacina chegue à população. "O que vamos propor ao Brasil é que, se houver um compromisso político e um processo mais acelerado de aprovação, o produto poderá estar à disposição antes de 2015", disse Jean Lang, vice-presidente de pesquisa e chefe do programa de Dengue.
A Sanofi enfrenta um problema: o desenvolvimento de duas vacinas contra a dengue, uma por meio de uma parceria entre a multinacional GSK e a Fiocruz e outra, pelo Instituto Butantã. Por isso, a Sanofi quer propor que seu produto seja usado no Brasil enquanto o País não finalizar sua produção própria. Segundo o Instituto Internacional de Vacinas, a Sanofi tem pelo menos quatro anos de avanço sobre os demais projetos. Em um primeiro momento, nenhuma das empresas terá a capacidade de suprir todo o mercado. Em sua fábrica em Lyon, a Sanofi deve produzir 100 milhões de doses por ano - quantidade suficiente para vacinar apenas o Estado de São Paulo, já que cada pessoa precisa tomar três doses.
Com informações do Estadão














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