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Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011 - 07:40

Transplante no combate a insuficiência renal

Iniciado no século XX, o transplante de rim é a melhor terapia para pacientes com insuficiência renal

Publicado em Doenças e Prevenção
Segunda-feira, 08 de Agosto de 2011 - 06:41

Transplante e uso de células-tronco será tema de Congresso

Doenças auto-imunes podem ser tratadas com nova terapia celular que poderá propiciar melhor qualidade de vida aos pacientes com diabetes tipo 1, lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla.

Metade dos stents (implantes para desobstruir artérias) colocados em procedimentos não urgentes tem benefício incerto ou inadequado, revela estudo feito nos EUA.

Publicado em Mercado
Segunda-feira, 11 de Julho de 2011 - 08:01

Negros e mulheres têm menos acesso a transplantes, diz Ipea

Estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que os efeitos das desigualdades sociais brasileiras se estendem às cirurgias de transplantes de órgãos como coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão.

De acordo com o estudo, de quatro receptores de coração, três são homens; e 56% dos transplantados tem a cor de pele branca. No transplante de fígado; 63% dos receptores são homens e 37% mulheres. De cada dez transplantes de fígado, oito são para pessoas brancas.

Segundo a análise do Ipea, homens e mulheres são igualmente atendidos nos transplantes de pâncreas; mas 93% dos atendidos são brancos. A maioria absoluta de receptores de pulmão também são homens (65%) e pessoas brancas (77%). O mesmo fenômeno ocorre com o transplante de rim: 61% dos receptores são homens; 69% das pessoas atendidas têm pele clara.

"Verificamos que o conjunto de desigualdades brasileiras acaba chegando no último estágio de medicina", aponta o economista Alexandre Marinho, da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, um dos autores da pesquisa. Ele e outras duas pesquisadoras analisaram dados de 1995 a 2004, fornecidos pela ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos).

Segundo Marinho, quem depende exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) - cerca de três quatros da população brasileira-- sai em desvantagem, porque tem dificuldade para receber remédios, fazer consultas e exames clínicos. "A situação onera quem tem menos condições de buscar alternativas."

De acordo com os dados do Sistema Nacional de Transplantes, há 1.376 equipes médicas autorizadas a realizar transplantes em 25 Estados brasileiros (548 hospitais).

Publicado em Doenças e Prevenção

No ano passado, ainda em fase de testes, 24 pulmões foram recuperados no instituto - que é referência em transplantes no País. A expectativa da equipe médica é conseguir dobrar o número de cirurgias; hoje há ao menos 85 pessoas na fila no Estado de SP.

A equipe do Serviço de Cirurgia Torácica e Transplante Pulmonar do Instituto do Coração, em São Paulo, foi autorizada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) a implantar pulmões recondicionados em pacientes.

Esses órgãos ficam aptos depois de passar por uma técnica, desenvolvida na Suécia, que lhes devolve a capacidade de oxigenar o sangue - sem o procedimento, seriam descartados. As primeiras cirurgias com a nova técnica estão previstas para agosto.

Na primeira fase da pesquisa, no ano passado, 24 pulmões foram recuperados no Incor, sem que fossem implantados nos pacientes. O nível de oxigenação no sangue que circula pelos pulmões "salvados" melhorou em média 150%. No mesmo período, o Incor fez 30 transplantes do órgão. A expectativa é de que a técnica permita que se dobre o número de pacientes transplantados.

"O pulmão é o órgão que mais rapidamente se degenera. De dez doadores não-vivos de rim, a chance de aproveitar o pulmão desses doadores é de 10%. Acreditamos que poderemos alcançar entre 15 e 20% com o recondicionamento dos órgãos", afirma o chefe do Serviço de Cirurgia Torácica e Transplante Pulmonar do Incor, Fabio Jatene.

Pelo protocolo de pesquisa autorizado pela Conep, 20 pacientes receberão o pulmão recondicionado no Incor e serão acompanhados por um ano para a publicação dos resultados. O paciente terá de assinar um termo de consentimento e ele pode, inclusive, recusar o órgão recuperado.

"É uma técnica segura, já utilizada em outros países. Recentemente, o Hospital Geral de Toronto publicou os dados de 31 transplantes com pulmões recondicionados. E os resultados são iguais aos pulmões normalmente utilizados", afirma Jatene. Hoje, 85 pacientes aguardam na fila para transplante pulmonar, somente no Estado de São Paulo.

Com informações do Estado

Publicado em Doenças e Prevenção
Quarta-feira, 18 de Maio de 2011 - 08:39

Incor comemorara 100º. transplante infantil

Acompanhado de sua mãe, Lucas da Costa encontra-se em franca recuperação, na Unidade Clínica Pós-Cirúrgica do Incor, consciente, comunicativa e feliz pelo novo começo de vida.

Publicado em Mercado
Terça-feira, 19 de Abril de 2011 - 11:30

Crescimento e modernização no transplante renal

Pro Rim atua com maior participação no mercado de transplante de órgãos o país.

Hoje, no Brasil, aproximadamente 35 mil pacientes com insuficiência renal crônica estão em tratamento pela diálise. Destes, somente três mil conseguem ser transplantados anualmente. A razão dessa longa fila de espera se deve ao pequeno número anual de transplantes renais. No Brasil, só é possível transplantar 10% dos pacientes que estão na lista de espera.

Além disso, a mortalidade em hemodiálise em todo o mundo e no Brasil é da ordem anual de 15 a 25 %. Se somarmos os pacientes transplantados (10%) aos que morrem em hemodiálise (15 a 25 %) restam anualmente 65 a 75 % de pacientes na lista de espera. A esse grupo deve-se somar os novos renais crônicos que surgem todo o ano, em torno de 35 a 50 para cada milhão de habitantes.

O transplante é a substituição dos rins doentes por um rim saudável de um doador. É o método mais efetivo e de menor custo para a reabilitação de um paciente com insuficiência renal crônica terminal. A técnica cirúrgica e os cuidados do transplante renal foram bem estabelecidos como tratamento adequado para a insuficiência crônica renal a partir de 1965.

No mês passado, a Fundação Pró-Rim realizou, em parceria com o Hospital Municipal São José, em Joinville, o transplante de número 900. A equipe que realiza os transplantes de rim e rim/pâncreas é composta por médicos cirurgiões, urologistas e nefrologistas especializados no país e no exterior.

A Fundação - líder e pioneira nos transplantes renais em Santa Catarina - está entre as 10 instituições que mais realizam transplantes no Brasil. O primeiro transplante renal em Joinville foi também o pioneiro em Santa Catarina e aconteceu em 1978, no Hospital Municipal São José.

As pessoas de outros municípios/estados que desejam realizar transplante em Joinville são inicialmente atendidas no ambulatório da Fundação Pró Rim pela equipe multidisciplinar. A cirurgia de transplante é realizada no Hospital Municipal São José.

Segundo o presidente da Fundação, Hercílio A. da Luz Filho, cresce a cada dia o número de pacientes de outros estados que optam por realizar o transplante em Santa Catarina. "Aqui o sistema de captação de órgãos é eficiente e o número de pacientes em lista é um dos menores do Brasil", enfatiza.

De acordo com o Hercílio Luz, é importante destacar que a distribuição dos órgãos respeita a maior compatibilidade do doador com os receptores em lista. Assim, pacientes que ingressaram em lista há pouco tempo podem receber o rim antes de outros pacientes que aguardam transplante há mais tempo, já que o receptor mais parecido geneticamente com o doador irá receber o órgão.

Em entrevista, o presidente da Pro Rim, apresenta os planos de crescimento da fundação para este ano e fala sobre a construção do complexo hospitalar e ações de investimentos.

PACIENTES ONLINE - Como foi o ano de 2010 para a Fundação Pró-Rim?
Hercílio Alexandre da Luz Filho - Foi um ano extremamente positivo para a Fundação. Nós conseguimos a grande maioria das nossas metas, que eram o lançamento do novo site, a manutenção do título das 150 melhores empresas para trabalhar e a certificação ONA.  Conseguimos também todas as exigências legais para a construção do hospital da Pró-Rim.

POL - Quais são os investimentos e projetos esperados para este ano?
HALF - Para 2011, a grande meta é o início da construção do hospital. A partir do lançamento da pedra fundamental (que deve ocorrer no próximo mês e terá como convidado o ministro da Saúde, Alexandre Padilha), iniciaremos as obras, que devem durar 24 meses. É uma obra grande, só o hospital tem 9 mil metros quadrados, com 160 leitos (sendo 30 de UTI), em um prédio que contará com clínicas, serviços auxiliares e consultórios que serão divididos em 15 andares.

POL - Como será viabilizada a construção do novo hospital?
HAFL - Nós temos o grande desafio de vender as unidades do prédio para viabilizar a construção. Serão as clínicas, consultórios e laboratórios, que serão vendidos a grupos de médicos de determinadas especialidades, como oncologia, ortopedia, oftalmologia e cirurgia geral. Este grupo de médicos que adquirir as unidades vai pertencer ao corpo clínico do hospital da Pró-Rim.

POL - Qual é a meta de transplantes para 2011?
HAFL - Temos a meta de 100 transplantes (ano passado fizemos 90) e 140 mil hemodiálises (realizamos 126 mil em 2010). No início deste ano foram feitos por nossa equipe 7 cirurgias. Esperamos que o número de transplantes de doador vivo cresça ainda mais: em 2010, fomos o 7º serviço no país que mais fez esse tipo de transplante. Do total dos transplantes na Fundação Pró-Rim, 40% foi de doador vivo, quando no Brasil a média é de 25%.

Publicado em Artigos
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011 - 07:04

Fundação Pró-Rim chega a 900 transplantes

A Fundação Pró-Rim realizou, em parceria com o Hospital Municipal São José, em Joinville, o transplante de número 900.

Publicado em Doenças e Prevenção
Dados do Ministério da Saúde apontam para novo recorde de doações de órgãos no Brasil e crescimento sustentado de transplantes. O número de doadores efetivos cresceu 14% em apenas um ano. Em 2010, foram registrados 1.896 doadores contra 1.658 no ano anterior. Com esse desempenho, o Brasil atingiu a marca histórica de 9,9 doadores Por Milhão de Pessoas (pmp). Este aumento se deve ao fortalecimento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e ao aporte cada vez maior de recursos no setor.

A média nacional de doações (9,9 pmp) apresentou aumento de 13,8% em relação a 2009, quando o índice era de 8,7 pmp. Nos últimos sete anos, a média de crescimento anual tem sido de 7%. Alguns estados, como Santa Catariana e São Paulo, mantêm índices de doações próximos aos de países altamente desenvolvidos no setor, como Espanha e Canadá, que mantêm médias acima de 20 doadores pmp. Os índices de doações de Santa Catarina e São Paulo são, respectivamente, de 17 pmp e 21 pmp.

O número de transplantes de órgãos sólidos (coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas) cresceu 7% em apenas um ano, seguindo a tendência de crescimento sustentado. No último ano, foram realizados no Brasil 6.422 transplantes do tipo, enquanto que em 2009 foram 5.999.  Comparadas as quantidades de transplantes de órgãos sólidos realizadas em 2003 e  2010, o crescimento foi de 53,12%. Em 2003, foram realizados 4.194 procedimentos deste tipo.

Já a totalidade de transplantes – considerando órgãos sólidos, tecidos (córneas) e células (medula) – saiu dos 20.253 em 2009 para 21.040 no ano passado. A ampliação do número de transplantes no Brasil se deve ao aperfeiçoamento dos processos de doação, como notificações por morte encefálica mais precoces, cuidado intensivo dos doadores, melhorias logísticas e ao grande aporte financeiro no Sistema Nacional de Transplantes, que tem sido cada vez maior.
O investimento do Ministério da Saúde mais do

que triplicou nos últimos oito anos. Em 2010, o valor chegou a R$ 1,198 bilhão. Já, em 2003 o investimento foi de R$ 327,85 milhões. O desempenho reforça a posição do Brasil entre os maiores sistemas públicos de transplantes em todo o mundo. O Sistema Único de Saúde (SUS) responde por 95% dos transplantes de órgãos sólidos.

Medula

O número de transplantes de medula óssea apresentou um expressivo aumento, saindo de 1.531 cirurgias em 2009 para 1.695 em 2010, um crescimento de 10,7% em um ano e de 74,38% desde 2003, quando foram registrados 972 transplantes. A grande expansão do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o principal motivo desse aumento no número de cirurgias do tipo. Atualmente, o Brasil possui dois milhões de doadores cadastrados, sendo o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). Em 2003, o cadastro brasileiro contava com apenas 49,5 mil voluntários.
Publicado em Doenças e Prevenção
Quinta-feira, 03 de Março de 2011 - 06:01

HC da Unicamp atinge 5 mil transplantes

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp organizou uma cerimônia para comemorar a marca de 5.000 transplantes de órgãos e tecidos realizados desde 1984. Até o final de 2010, foram 1.736 transplantes de córnea, 1.734 de rins/pâncreas, 988 de medula óssea, 512 de fígado e 22 de coração. 

Atualmente, o HC da Unicamp está entre os hospitais brasileiros que mais realizam estes procedimentos e ocupa a liderança no interior de São Paulo, onde integra o Serviço de Procura de Órgãos e Tecidos (SPOT) juntamente com outros nove hospitais universitários. O estado paulista responde por aproximadamente 45% dos transplantes no país. O HC, em particular, encerrou o ano de 2010 com 326 procedimentos, um crescimento de 28% em relação a 2009.

De acordo com o neurocirurgião Helder Zambelli, do SPOT, os hospitais públicos são os que mais recebem pacientes graves, principalmente vítimas de acidentes. Mas observa que é fundamental que qualquer unidade de saúde, pública ou particular, notifique imediatamente casos de morte encefálica, contribuindo para o aumento do número de transplantes. “Tivemos 39 doadores viáveis em 2007 e 105 no ano passado, sinal de que precisamos especializar mais pessoas”.

Ao comentar a marca de 5.000 procedimentos, o reitor Fernando Costa lembrou a época em que emissoras de rádio e televisão veiculavam campanhas arrecadando recursos para pacientes que precisavam realizar transplantes de medula óssea ou de fígado no exterior. “Quando um hospital público se mobiliza e faz com que a população tenha a oportunidade de passar por esse tipo de tratamento no Brasil, é um avanço considerável”.

O reitor ressaltou que o transplante exige uma enorme gama de procedimentos, mobilizando profissionais de serviços como de urologia, nefrologia, oftalmologia, gastroenterologia, cardiologia, patologia, enfermagem e serviço social. “Isso faz com que todo o complexo hospitalar tenha a sua qualidade elevada. Com isso, o trabalho da Universidade se completa, pois além de prestar uma boa assistência, ela forma pessoas e produz conhecimento novo com pesquisas de qualidade”.

Publicado em Mercado
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